terça-feira, setembro 29, 2020
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A corrupção e o futebol.

FOLHA
DE SÃO PAULO – Carlos Miguel Aidar está, hoje, para o São Paulo, assim como
Jordão Bruno Sacomani está para o Palmeiras, Edmundo dos Santos Silva para o Flamengo
e Miguel Martinez para o Corinthians.

São
três presidentes de clubes grandes famosos por terem sido depostos.
Pelo
menos um deles tem um depoimento a seu favor: “Ele ia devolver o
dinheiro”, costuma dizer o ex-goleiro Émerson Leão, sobre Jordão Bruno
Sacomani.
Presidente
do Palmeiras em 1977, Sacomani fez uma retirada de R$ 100 mil, em dinheiro
atualizado, para sanar dívidas de suas empresas.
Edmundo
dos Santos Silva é um caso mais emblemático, porque acusado numa época em que o
futebol movimentava quantias muito maiores. Foi condenado a devolver R$ 18
milhões.
Joseph
Blatter e Michel Platini, presidentes da Fifa e da Uefa, respectivamente, foram
suspensos nesta semana. Platini jura inocência, mas admite ter recebido
comissão por trabalhos para a Fifa.
A
mensagem enviada pelo vice-presidente do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, ao
presidente Carlos Miguel Aidar, revelando gravações sobre ofertas de comissões
em negociações de jogadores é mais do que um escândalo. Muito mais!
Aidar
vai se defender e tentar provar sua inocência. Mas o diálogo gravado mancha
toda a sua trajetória.
A
revelação desta semana não condena apenas seu mandato. Compromete um clube que
já foi símbolo de modernidade no Brasil e até sua própria família –seu pai,
Henri Aidar, foi o primeiro presidente campeão brasileiro pelo São Paulo.
Na
quinta-feira (8), a reunião do conselho consultivo trabalhou arduamente pela
renúncia de Aidar. Todos os presentes, até seu aliado Antônio Cláudio Mariz de
Oliveira, defenderam o seu afastamento. No final da reunião, o presidente
levantou-se e afirmou ter muitos planos para o futuro no exercício da
presidência.

A
abertura do processo de impeachment é provável, mas também traumático, porque o
estatuto prevê a necessidade de 180 assinaturas, de 240 possíveis, para
consumar a queda. Qualquer pessoa honrada proporia o seu próprio afastamento
até que se confirme a inocência.
É o
mínimo!
Não há
na história do São Paulo caso semelhante. Nem o afastamento do conselho do
ex-presidente José Eduardo Mesquita Pimenta, por gravações indicando
recebimento de propina na venda de Mário Tilico. Quando a denúncia apareceu,
Pimenta já não era o presidente, diferente de Aidar neste momento.
Em 18
meses de gestão, Aidar rompeu com o presidente que o indicou à sucessão, Juvenal
Juvêncio, alegou uma dívida insustentável, desmentiu-a quando sua gestão foi
questionada e admitiu em gravações a hipótese de dividir propina. Só há uma
coisa a fazer: renunciar.
PVC

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