sábado, setembro 26, 2020
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A invenção do século!

Imagem: Divulgação

BUTECO
DO FLAMENGO
: Irmãos rubro-negros,

Não
quero, nesta coluna, adentrar a enorme lista de equívocos deste segundo mandato
da diretoria.
Não
quero falar das eliminações humilhantes deste ano de 2016, nem mesmo a da Copa
do Brasil, a pior participação do clube na história da competição.
Não
quero falar das derrotas para times da Segunda, Terceira e Quarta Divisões do
futebol brasileiro.
Não
quero falar do planeJUmento feito para o ano de 2016, que culminou na situação
esdrúxula do time contar, em pleno andamento do Campeonato Brasileiro, com
apenas três zagueiros, um dos quais reintegrado após ser dispensado e dois
juniores.
Não
quero falar das promessas de campanha, a tal “reformulação total do
departamento de futebol”, que se limitou à contratação do Muricy, à
contratação de seis ou sete jogadores e à melhora das condições de trabalho,
mantendo-se intacta, porém, a estrutura de gestão, comando e condução do
departamento de futebol.
Não
quero falar das “negociações avançadas” para a construção de um
estádio na Ilha do Governador, negociações essas que nunca ninguém viu uma
linha ou soube de uma reunião sequer. Muito pelo contrário, do que ficamos
sabendo, posteriormente, já neste ano, é 
que, enquanto a diretoria, então em efervescente campanha eleitoral,
alardeava interesse e “negociações avançadas” para o estádio na Ilha,
ela, a diretoria, já havia, em julho do ano passado, expedido ofício à CBF
solicitando que Brasília fosse a sede do clube em 2016. Em resposta, ouviram um
sonoro “nao”. Mas fica a dúvida: se estavam em “negociações
avançadas” para um estádio na Ilha, por que fizeram, ainda em julho de
2015, requerimento oficial por Brasília?
Não
quero falar dos patrocínios que, às vésperas da eleição, estavam muito
“bem encaminhados”, pois as condições seriam “mais fáceis”.
Realmente, como todos nós sabemos, a economia e a política brasileiras planaram
em céu de brigadeiro no ano passado, tudo se modificando, repentinamente, no
dia 08 de dezembro de 2015. Todas as dificuldades encontradas para fechar
patrocínios eram imprevisíveis às vésperas da eleição. A economia ia muito bem.
Por isso, a dificuldade da diretoria em alcançar as metas de patrocínio
previstas, que eram bastante “realistas”, dado o cenário à época.
Não
quero falar do brado forte, retumbante, que ressoou durante todo ano passado, e
que dizia textualmente: “o Flamengo não disputará o Campeonato Carioca com
o time titular.” Faltou, contudo, combinar com o restante da turma. A
Globo vetou e a diretoria botou o rabinho entre as pernas e tratou de colocar o
time titular para jogar o Estadual. Mas a desculpa pronta, essa não faltou,
como não falta nunca em se tratando da atual diretoria. Arrumaram logo um jeito
de culpar o novo executivo de futebol da Globo. Foi ele, lobo mau, que voltou
atrás no “acerto verbal”, que ninguém nunca viu, naturalmente, e
obrigou o clube a disputar o Carioca com o time principal. Como imaginar algo
assim, não é mesmo? Uma emissora que paga milhões por uma competição e o clube
mais importante quer sabotá-la. Como não apoiar uma iniciativa dessa? A Globo é
uma traidora, que depositou muito bem vindos setenta milhões de reais na
continha do clube pela renovação dos direitos de transmissão do Campeonato
Brasileiro.
Não
quero falar daquele papo aceso, turbulento, que incendiou a campanha eleitoral,
sobre as tais cotas igualitárias da Liga. Em princípio, a diretoria e seus
apoiadores garantiram: “não existe nenhuma possibilidade da cota ser
igual; o Flamengo ganhará mais que os outros.” Mas não é que, na hora de
assinar os papéis, acabou que as cotas foram iguais para a todos? Mas a
desculpa, a justificativa, essa sabemos que não falha jamais. Arrumaram
rapidamente uma maneira de, em evidente malabarismo retórico, fazer uma muito
conveniente distinção entre “cota e direitos de transmissão”, e com
uma lógica que convenceria até um babuíno, mostraram, por A + B, que o
Flamengo, por ser o clube de maior torcida e maior audiência, ganharia muito
mais explorando as placas de publicidade de estádios vazios do que recebendo
cotas proporcionais ao tamanho de sua torcida.
Não
quero falar da altíssima folha salarial do clube, que verte recursos em
jogadores como Emerson, Pará, Márcio Araújo, Fernandinho, Chiquinho, dentre
outros.
Não
quero falar da contratação de dois jogadores, Antonio Carlos e Arthur Henrique,
que sequer vestiram a camisa do Flamengo e já foram dispensados.
Não
quero falar da promessa, feita há menos de um mês atrás, após sucessivos
fracassos e a mais vergonhosa participação do Flamengo na história da Copa do
Brasil, de que seriam feitas “mudanças profundas” no departamento de
futebol. Transcorridos trinta dias da declaração, a única mudança feita foi a
promoção do promissor técnico dos juniores, Zé Ricardo, para o profissional.
Não
quero falar do inconsequente convite feito ao Ricardo Rocha para assumir o
cargo de gerente de futebol do clube e da posterior sondagem feita a…Fabinho.
Fabinho, meus amigos. Vocês têm noção disso?
Não
quero falar da irresponsabilidade do presidente, ao aceitar convite para
representar Marco Polo del Nero e a CBF na Copa América dos EUA.
Hoje,
meus amigos, não falarei de nada disso.
Hoje
eu quero falar da maior invenção dessa diretoria. Uma das maiores invenções da
história do futebol mundial.
Algo
que nenhum clube do mundo aplica, seja aqui, seja na Europa, seja no futebol,
no basquete ou no vôlei,  mas que
revolucionará o desporto mundial.
Hoje
eu quero falar da “teoria da zona mista”.
Num
golpe frontal contra a barbárie, a guerra e o espírito belicoso que têm tomado
conta do futebol em todo o mundo, sobretudo na Alemanha, na Espanha, na Itália,
na Inglaterra e em Portugal, a diretoria do Flamengo, dando mais um exemplo
incomparável de fidalguia e covardia, digo, cortesia, destinará para os
torcedores adversários, sempre que o clube tiver o mando de campo, todos os
ingressos que lhes apetecerem comprar, inclusive com direito, a depender do
número de ingressos vendidos, a ter o hino executado pelos altos falantes do
estádio.
É algo
realmente genial, que mudará para sempre as regras de convivência.
Quanto
ao torcedor rubro-negro, que apanha, toma cusparada e fica espremido quando
acompanha o Flamengo fora de casa, fica a mensagem: não é porque você sofre
toda sorte de indignidades que a diretoria vai imitar essa política malévola e
cruel de limitar os ingressos da torcida adversária ao mesmo percentual que nos
destinam quando somos nós os visitantes.
Não,
isso é pensar pequeno.
Para
quê proporcionar mais conforto ao rubro-negro, que gosta tanto de estar entre
os seus em sua casa, se a diretoria pode fazê-lo mudar de lugar (como ocorreu
com o Gustavo, suas filhas e sua irmã, no jogo de domingo passado), ouvir
piadas e gracejos dos adversários e até, quem sabe, com um pouquinho de sorte,
levar um gás de pimenta nos olhos?
O
torcedor do Flamengo precisa aprender o que é a vida. Precisa acordar para a
realidade. Ficou muito mal acostumado lotando estádios dentro e fora de casa e
empurrando o Flamengo para vitórias e títulos inesquecíveis.
Os
dirigentes, que viajam de avião, sentam em camarotes e estão sempre
acompanhados de seguranças, querem o melhor para o humilde torcedor do
Flamengo.
Visando
a esse desiderato, além, claro,  da
grande lição moral para toda a humanidade, a diretoria prestará, com a tal
“zona mista”, relevante serviço para o torcedor do Flamengo, que
será, cada vez mais, forjado na luta e na dificuldade, pois terá de brigar por
respeito e pelo seu lugar dentro e fora de casa.
Como
ninguém teve idéia tão salutar antes?
A
verdade, meus amigos, é que as mentes brilhantes não surgem em cada esquina, a
cada segundo. E a diretoria atual é farta em mentes brilhantes, que entendem
tudo de Flamengo, de rivalidade, de disputa, de glórias.
Naturalmente,
e para finalizar essa breve explanação, a adoção plena e imediata da “zona
mista” trará algum ganho financeiro, coisa secundária, de pouco
importância, mero reflexo de uma política que será reconhecida, no futuro, como
a maior invenção da história do deporto mundial.
Idéia
de jênio.
Abraços
e Saudações Rubro-Negras a todos.
Uma
vez Flamengo, sempre Flamengo.
Luiz
Mengão Eduardo

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