segunda-feira, setembro 21, 2020
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A vitória que escapou.

Buteco
do Flamengo – Salve, Buteco! Copo meio cheio ou meio vazio? Frustração completa
ou ao menos um tempo realmente jogado em bom nível após tanto tempo? Após abrir
2×0 no primeiro tempo, a torcida tinha a expectativa de que o placar pudesse
ser ampliado no segundo tempo, mas o que se viu foi, em menor escala, a
repetição do que ocorreu na segunda etapa da partida contra o Figueirense – o
adversário crescendo em campo, o Flamengo perdendo muito em intensidade e se
dispersando taticamente, e o adversário quase virando a partida. É bem verdade
que, no final do segundo tempo, o Flamengo retomou o controle e quase
desempatou, mas a sensação de perda de dois pontos e de enorme frustração, dada
a grande superioridade no primeiro tempo, é inevitável.

Mas a
que atribuir a reação do Santos e a perda de intensidade do Flamengo? À demora
de Cristóvão em “ler” o jogo e a alteração feita por Dorival Júnior
no meio de campo do Santos, levando muito tempo para substituir? À opção feita
por Cristóvão, ou seja, Gabriel em lugar de Alan Patrick, ao invés de reforçar
o meio com Luiz Antonio ou Almir? Falhas da defesa e de Paulo Victor? Cansaço
de Alan Patrick e de outros jogadores que voltavam de contusão? Mérito de
Dorival Júnior? Ímpeto de um time grande (Santos) desesperado para se afastar
da Zona do Rebaixamento? É bem provável que cada um desses fatores tenha
influído em determinada medida. Tenho para mim, contudo, que Cristóvão demorou
mesmo a substituir e reagir à substituição de Dorival Júnior, e também que esse
fator, ao lado das falhas da defesa e de Paulo Victor, preponderou para o
empate do Santos.
Embora
considere que as duas opções que Cristóvão tinha no banco para tentar manter o
padrão tático do primeiro tempo (Almir e Luiz Antonio) não dessem a perspectiva
de que o time voltaria a render como rendeu enquanto Alan Patrick teve fôlego,
talvez uma delas tivesse sido o suficiente ao menos para recompor o meio campo
e impedir o crescimento do volume de jogo do Santos. De qualquer modo, segue a
dúvida do porquê de tamanha perda de intensidade no segundo tempo, tal qual
ocorreu contra o Figueirense, e que não ocorreu contra o Grêmio, por exemplo.
Será que a causa foi tática? É curioso observar, neste ponto, que a formação
que terminou o jogo, com Almir e Gabriel nos lugares de Alan Patrick e Everton,
é taticamente idêntica a que jogou, e bem, o primeiro tempo. Contudo, só esteve
em campo por 1 (um) minuto, talvez menos. Cristóvão a tinha em mente, mas por
que não a utilizou antes?
***
Cristóvão
oscila entre extremos, como gastar três substituições de uma só vez, e não
utilizar nenhuma. O toque de surrealismo ficou com a substituição de Everton
faltando 1 (um) minuto para acabarem os acréscimos de 5 (cinco) minutos da
arbitragem. Independentemente de Everton haver ou não pedido para sair, talvez
envergonhado pelo gol perdido cara a cara com Vanderlei, goleiro do Santos,
cabe ao treinador se posicionar em situações como essa e não prejudicar o time
por um capricho descabido do jogador, como pedir para não permanecer em campo
faltando um minuto para a partida acabar.
É
inegável que o nosso treinador conseguiu avanços ontem, como ficou claro no
primeiro tempo; contudo, precisa antes de tudo se ajudar. Quando chegou,
parecia até precipitado, tamanha a velocidade para reagir às situações adversas
do time por via das substituições; agora, termina partidas sem sequer utilizar
as três, e demora a agir diante das adversidades. Como explicar essa oscilação
de comportamento? Não seria possível um meio termo?
***
Gostaria
de encerrar o texto de hoje abordando o que vi de bom ontem no time, que foram
os quarenta e cinco minutos iniciais. A formação com dois volantes e Alan
Patrick no meio, como armador centralizado, parece dar um equilíbrio não visto na
equipe desde o final de 2013, com a conquista da Copa do Brasil. Pela primeira
vez em um ano e meio acho que vi o Flamengo posicionado taticamente de forma
ideal. Pode-se questionar o valor de algumas peças, e longe de mim defender que
esse elenco se aproxime do ideal para o Mais Querido, mas nos primeiros
quarenta e cinco minutos os volantes jogaram como volantes, o meia como meia, e
os atacantes e meia-atacante também como tais. Parece uma constatação acaciana,
mas tamanha simplicidade fez com que o jogo fluísse de maneira natural. Talvez
Jair Pereira definisse como o seu SCO – simples, certo e objetivo, claro que
dentro dos padrões atuais.
O
desafio é manter a intensidade dos primeiros quarenta e cinco minutos por
noventa.
Como
de costume, a palavra está com vocês, para a análise da partida, perspectivas
para o confronto contra a Ponte Preta e, claro, a escalação ideal.
Bom
dia e SRN a [email protected]
Gustavo
Brasília

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