Adílio se mostra otimista com Flamengo na Libertadores.

Júlio César Uri Geller e Adílio na inauguração do CT do Flamengo – Foto: Divulgação

FUT
RIO:
Há 36 anos, na visita mais famosa do clube ao Chile, o Flamengo registrava
em sua história um dos duelos mais emblemáticos na disputa da Taça Libertadores
da América. O adversário era o Cobreloa, a vantagem era rubro-negra pela
vitória por 1 a 0 no jogo de ida, no Maracanã. Em campo, uma constelação com
Zico, Júnior e Adílio contra um anfitrião aguerrido e o estádio o Nacional de
Santiago, palco de incontáveis e doloridos episódios do período ditatorial
comandado pelo General Augusto Pinochet.

Mordidos
pela derrota por 2 a 1 no Maracanã – e com menos técnica em relação aos times
de Brasil, Argentina e Uruguai -, muitos jogadores do Cobreloa encararam a partida
de Santiago de outra forma. Em especial, o zagueiro Mario Soto, que agrediu
Adílio com uma pedra. O meia lembrou do episódio e também do revide, que
aconteceu no terceiro jogo, em Montevidéu.
 – O bicho pegou muito e fui uma das vítimas. O
Mário Soto, com uma pedra na mão, acertou meu supercílio e aí foi complicado.
Mas deu para jogar a final. Na final fomos lá e ganhamos dentro do campo e teve
o revide do Anselmo porque não poderíamos sair daquele jeito. No Uruguai foi
mais tranquilo, 2 a 0 com gols do Zico e no final fomos às forras com o Anselmo
revidando no Mário Soto. Libertadores é assim mesmo, muita atenção, pois são
jogos completamente diferentes em relação ao que estamos acostumados a ver. A
arbitragem também deixa a bola correr um pouco mais. Então tem que estar
atento. O Flamengo está bem preparado para poder ganhar o jogo de hoje também –
lembrou o então camisa 8 do campeão da América em 1981.
No
jogo da volta, o do desempate, quando o Flamengo já vencia por 2 a 0, o
atacante Anselmo foi chamado por Paulo César Carpegiani para entrar em campo. O
período no gramado foi curto até a expulsão, mas suficiente para dar um soco em
Mario Soto e amenizar a dor de Adílio. O camisa 8 também fez questão de lembrar
do bom nível técnico do Cobreloa, apesar de reconhecer o apelo na pancadaria.
 – O time deles era muito bom e eles também
sabiam que o Flamengo era um time muito forte. Eles fizeram de tudo para nos
neutralizar, principalmente o Mario Soto. Tirando ele, os outros jogadores eram
bons de bola, jogavam um bom futebol. Mas é aquilo, na Libertadores vale tudo.
Tem que entrar com coragem, respeitando o adversário e atropelando. Pra cima
deles. O Flamengo não arredou o pé, pois sabíamos que teríamos essa
dificuldade. Depois, no Uruguai, botamos todo o nosso futebol e ganhamos na
bola com a maior tranquilidade – relembrou o ex-meia.
Os
relatos de Adílio não ficaram restritos ao ano de 1981. O meia crê em um
Flamengo mais competitivo pela característica dos jogadores do elenco atual e
também sobre os responsáveis por comandar o futebol. Otimista, também declarou
apoio total ao treinador Zé Ricardo.
 – São jogadores que chegaram no Flamengo com
perfil de competitividade. Estão acostumados a vencer e sabem como é a
Libertadores. Eles, mais do que ninguém, têm essa experiência para o grupo. O
grupo precisa saber que é difícil essa competição, mas tem que entrar focado
sempre, pois é um jogo completamente diferente de qualquer competição que se
disputa. Esse grupo é muito forte, sabe assimilar muito bem e tem o Zé Ricardo
que está no Flamengo há muito tempo e sabe trabalhar. Na comissão técnica temos
Mozer e Jayme que conhecem bem a Libertadores. Acho que todos estão cientes que
tem que jogar muito bem e estar sempre muito atento. É um jogo que tem que ter
determinação e o Flamengo está preparado – projetou o autor de um dos gols do
Flamengo na final do Mundial de 1981.

Por: FlaHoje

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