terça-feira, setembro 29, 2020
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Alecsandro cobra “horas extras” do Flamengo na Justiça.

Atacante Alecsandro entrou na Justiça contra o Flamengo – Foto: Buda Mendes/Getty Images

GLOBO
ESPORTE
: O atacante Alecsandro deu entrada no último mês de março com ação
trabalhista contra o Flamengo. No processo, o atual jogador do Palmeiras – que
jogou no Rubro-Negro de 2013 a 2015, de onde saiu após rescisão em comum acordo
– cobra repasse regular de direitos de arena e de outros valores, como
“bicho”, férias, adicional noturno e horas extras. O advogado do
jogador alega que os valores “não foram devidamente tratados como salário
para fins de cálculos e obrigações trabalhistas regularmente, tais como FGTS,
13º salário, férias e verbas rescisórias.”

A ação
trabalhista é semelhante a de Léo Moura, ex-jogador do Flamengo, hoje no
Grêmio. Está marcado para o dia 9 de outubro audiência de instrução entre
Alecsandro e seu ex-clube na 67ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, no Centro
do Rio de Janeiro. Após a audiência, a Justiça deve determinar em quais pedidos
o jogador tem razão e, depois disso, fazer eventuais cálculos de quantia que o
clube precisa pagar a Alecsandro.
Procurado
pela reportagem, o diretor jurídico do Flamengo respondeu:
– O Flamengo vai analisar os documentos,
mas a princípio o caso é bastante similar ao do Léo Moura, ou seja, cobrando
valores que entendemos não serem devidos pelo CRF. O clube vai apresentar sua
defesa no prazo legal – afirmou Bernardo Accioly.
O
advogado do jogador Alan Belaciano afirma que o direito de arena não é
repassado de maneira correta por muitos clubes no futebol brasileiro.

– A cobrança de direito de arena é algo que
os clubes, infelizmente, não cumprem o que a lei determina – comentou o
advogado Alan Belaciano, de Alecsandro.
De
acordo com o cálculo feito na ação trabalhista – de acordo com os valores
divulgados pelo clube de cotas de TV em seus balanços financeiros -, a cada
partida um jogador do Flamengo pode ter direito a receber R$ 50 mil. O cálculo
em cima de período de concentração é de 20 horas extras para jogos no Rio de
Janeiro e 40 horas extras em partidas fora da cidade – Alecsandro fez 73
partidas pelo Flamengo. A ação lembra que os “bichos” – premiação
paga a jogadores de acordo com metas estabelecidas -, não foram corretamente
colocados no salário do jogador, como prevê a Consolidação das Leis
Trabalhistas (CLT) e isso faz com que a premiação não se reflita para cálculos
de FTGS, 13° salário, férias e verbas rescisórias.

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