sexta-feira, setembro 18, 2020
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Análise: desgaste cobra preço a Sheik e cia no Flamengo.

Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM

GLOBO
ESPORTE
: Segundo tempo no Pacaembu. Ederson aproveita bobeira de Gum e passa
para Sheik. O camisa 11 ignora Guerrero pedindo e chuta mal, para fora. Antes,
o camisa 9 recebeu bola limpa na entrada da área, de Rodinei, e chutou
prensado, sem perigo. No primeiro tempo, Marcelo Cirino foi até o fundo e
passou mal para Guerrero. A trinca de atacantes rubro-negros tentou, mas a
eficiência não é a mesma há alguns jogos. O último gol com a bola rolando foi
dia 9 de março, contra o Figueirense, em jogada de Ederson e chute do peruano.
É só desgaste? Difícil responder, mas não parece ser a única razão.

Muricy
parece que não vai abrir mão dos seus três atacantes e nem de três jogadores no
meio. Ederson até agora é titular do meio de campo, na vaga de Mancuello, mas a
impressão que fica é que o argentino, pela forma de atuar, encaixa melhor no
esquema montado pelo treinador. E o motivo é simples: Ederson é mais veloz,
ousado e joga mais próximo da trinca de ataque. O outro, prefere passes de
primeira e compõe mais o lado esquerdo, fazendo Jorge subir mais. A revelação
do Flamengo começa a temporada com futebol mais conservador do que o ano
passado, atacando bem menos.
O
desgaste de jogos tem sido a tônica de entrevistas. Se alguns jogadores parecem
não sofrer efeito das viagens – caso de Juan, que exibiu grande forma
disputando corrida com o jovem Gerson na parte final da partida -, Emerson
Sheik, o mais velho do elenco ao lado do zagueiro, com 37 anos, erra mais do
que de costume e coloca ponto de interrogação na torcida. Nos estádios e nas
redes sociais, são constantes as reclamações dos rubro-negro. Jogador de
confiança de Muricy, Sheik é o artilheiro do time no estadual – com quatro
gols, dois deles de pênalti.
Algumas
vezes, Emerson parece ser refém de seu ímpeto por ajudar o time na marcação,
armar e se fazer presente a todo momento em seu setor de ataque. Além disso, é
individualista por natureza, o que também significa desgaste maior para
conduzir a bola e enfrentar os choques com a marcação adversária. Soma-se a
isso o fato de Muricy não gostar nada de substituí-lo. Ele saiu mais cedo em
apenas três dos 10 jogos oficiais que disputou na temporada. Aliás, o treinador
não vê necessidade de fazer as três substituições nas partidas. Segundo ele,
não vale a pena mexer por mexer e é preciso pensar no fator surpresa para os
últimos minutos e, por isso, se resguardar para uma troca emergencial.
Segundo
o treinador, é o desgaste físico que influencia na queda em termos técnicos.
Após o Fla-Flu, Muricy Ramalho ressaltou que quando as pernas não estão bem, a
cabeça não dá os comandos certos ao corpo. E isso fica claro principalmente nos
passes. Neste domingo, Cuéllar, que é um dos responsáveis por dar qualidade à
saída de bola, teve dois erros crassos que obrigaram Juan (no primeiro tempo) e
Rodinei (no segundo) a cometerem faltas e receberem o cartão amarelo.
Mas
também é possível imaginar que mudanças de peças – e não apenas descanso físico
– possam melhorar o desempenho rubro-negro em campo. Assim, Muricy ainda deve
experimentar alternativas no ataque, como tem feito no meio de campo, ora
entrando Ederson ora Alan Patrick e Gabriel. Na frente, o trio é absoluto, mas
ficou devendo no Fla-Flu e também nas duas únicas derrotas do ano – contra o
Vasco, em São Januário, e diante do Confiança, em Aracaju. As circunstâncias
são diferentes, mas há semelhanças. No clássico carioca houve poucos espaços.
No Batistão, as chances foram criadas e desperdiçadas no primeiro tempo. Mas Cirino,
que tem característica de velocista, foi bem marcado nas duas partidas e pouco
mostrou resistência para superar o combate dos adversários.
Seja
por motivos físicos ou técnicos, o Flamengo apresentou queda de rendimento nas
duas últimas partidas. E se não há tempo para descansar até o jogo contra o
Atlético-PR, nesta quarta-feira, pela semifinal da Primeira Liga, Muricy
Ramalho será obrigado a fazer mudanças – já que Guerrero e Cuéllar defenderão
suas seleções. Então talvez seja a hora de aproveitar e pensar em alterações
que deem mais frescor ao time rubro-negro, e aí entram os garotos vindos da
base. Vizeu será mais uma vez testado no ataque nesta semana. Lucas Paquetá
segue sendo tratado com cuidado, mas poderia ser testado por mais minutos. Na única
partida como titular, Léo Duarte agradou e tem espaço quando o técnico precisar
poupar os experientes Juan ou Wallace.

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