quarta-feira, setembro 30, 2020
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Análise do programa de ST dos Clubes cariocas e paulistas.

Lancenet
– “O meu time é melhor”, “o meu estádio é mais bonito” e “a contratação do meu
clube é mais bombástica” são algumas das provocações que fazem parte da boa e
saudável rivalidade no futebol. Nos últimos anos, no entanto, uma outra frase
tem ganhado espaço: “o programa de sócio-torcedor do meu clube é mais
vantajoso”.

Prioridade
na compra de ingressos por meio da internet, distância das desorganizadas filas
nas bilheterias, descontos nos mais variados produtos, maior proximidade com os
ídolos e em alguns casos até mesmo participação na vida política dos clubes têm
chamado a atenção dos torcedores brasileiros. Faltam ajustes (leia abaixo), é
verdade, mas no geral o balanço é positivo.
Atualmente,
três clubes do Brasil estão entre os dez maiores do mundo no ranking de
sócio-torcedor (Torcedômetro), que é liderado há anos pelo Benfica (POR), com
mais de 270 mil associados. Internacional (147 mil), Palmeiras (129 mil) e
Corinthians (108 mil) ocupam a 6, 7 e 10 colocação, respectivamente, deixando
para trás, por exemplo, os tradicionais Borussia Dortmund (ALE), Boca Juniors
(ARG) e Manchester United (ING).
O
“boom” na corrida pelo melhor programa de sócio-torcedor começou com o
Internacional, que até hoje é referência nacional. O clube gaúcho foi o primeiro
a atingir 100 mil associados e a dar o direito ao voto na eleição presidencial.
O
Palmeiras, que passou por uma enorme transformação nos planos de fidelidade,
ganhou 65 mil adesões só em 2015. O crescimento do Avanti é sinônimo de
arquibancadas lotadas. O Allianz Parque, inaugurado no ano passado, tem média
de 33 mil torcedores no Brasileirão.
No Rio
de Janeiro, os clubes estão começando a crescer no Torcedômetro. O principal
destaque é o Flamengo, que está aproveitando a contratação de Guerrero. O Vasco,
no momento, deixou de lado o programa de sócio-torcedor, algo que tem
influenciado na crise financeira.
Com o
avanço dos programas de sócio-torcedor pelo país, a média de público do
Brasileirão agradece.
OPINIÃO DA REDAÇÃO
CORINTHIANS
“Dizer
que o Fiel Torcedor é perfeito e não necessita de aperfeiçoamento seria mentir.
Assim como negar a revolução do programa a partir de 2008. Não é coincidência
que, mesmo no período mais vitorioso da história do clube, não se viu mais
filas, sofrimento, agressões ou aglomerações em bilheterias. Os ingressos
chegam a ser vendidos com antecedência de mais de um mês, pela internet e/ou no
posto de atendimento no Parque São Jorge. Há descontos de até 40% e a
facilidade de carregar o jogo comprado em seu próprio cartão magnético. O que
falta? Mais assentos populares na Arena Corinthians” (Rodrigo Vessoni,
editor)
PALMEIRAS
“O
sucesso do programa de sócio-torcedor do Palmeiras, com quase 130 mil adeptos,
se deve à inauguração do novo estádio, aliada a uma boa política de ingressos.
O grande boom do Avanti aconteceu após a abertura do Allianz Parque. O torcedor
viu que, para garantir os primeiros e mais baratos bilhetes na atrativa arena,
a única forma seria associar-se. O clube oferece “ingresso popular” livre a
quem paga R$ 110 por mês. Agora em agosto, com quatro jogos em casa, por
exemplo, cada partida sai a R$ 27,50. Em meses com três jogos, o que é mais
comum: R$ 36,66. Sem o Avanti, um só jogo não sai por menos de R$ 80, algo nada
popular” (Thiago Salata, editor)
SANTOS
“A
maior reclamação de grande parte dos sócios do Santos é a falta de benefícios
em ser Sócio Rei. Os únicos benefícios do programa são pagar mais barato e ter
preferência para comprar ingressos para jogos na Vila Belmiro, que raramente
lota nos últimos anos. A CSU, empresa responsável pelo programa, não agrada a
atual diretoria, que pensa em acabar com a parceria em breve. Com problemas no
departamento de marketing, o Peixe não planeja grandes mudanças a curto prazo
no programa de sócio-torcedor. Para piorar, o número de sócios inadimplentes
preocupa o clube, que tem problemas financeiros desde a temporada passada”
(Russel Dias, repórter)
SÃO PAULO
“O
São Paulo precisou abandonar a postura arrogante dos cartolas nos últimos anos
para renascer em uma área em que já foi pioneiro. Detentor inclusive da patente
“Sócio-Torcedor”, o clube andou estagnado desde o sucesso causado pelos títulos
na década passada. A solução foi reformular o programa: pacotes, benefícios,
preços e gestão (a única que não foi terceirizada entre os grandes de São
Paulo). E nesse processo de reconstrução foi preciso reconhecer o sucesso dos
programas de rivais: a inspiração é o Palmeiras, O objetivo é bater 100 mil
sócios até o fim deste ano e faturar R$ 30 milhões por temporada” (Bruno Grossi,
repórter)
BOTAFOGO
“O
Botafogo tem planos de sócio-torcedor interessantes para quem paga pouco. Isso
porque até mesmo quem paga menos de R$ 20 mensalmente tem direito a uma boa
rede de descontos em diversos produtos. Por menos de R$ 25 por mês, o torcedor
botafoguense paga meia-entrada nos jogos em casa . No entanto, os planos mais
caros não parecem tão atrativos e ainda precisam de diversos ajustes. Há quem
esteja mais interessado em participar do do dia a dia do clube e votar nas
eleições (o que só é permitido aos sócios-proprietários). Nestes casos, parece
ser mais vantajoso comprar um título de sócio-proprietário” (Paulo Victor
Reis da Silva, repórter)
FLAMENGO
“O
programa de sócio-torcedor do Flamengo “Nação Rubro-Negra” ainda não apresenta números
relevantes se comparado com o tamanho da torcida do clube. Uma mensalidade
mínima de R$ 29,90 faz com que grande parte das pessoas fora do Rio de Janeiro
não tenha a atratividade para participar do programa, que teve um “boom” com a
contratação de Guerrero. Os descontos em produtos são relevantes, mas o
principal é benefício está relacionado aos jogos no Maracanã. Este é o
principal defeito, para torcedores fora do Rio, o Flamengo tem que elaborar um
plano mais atrativo e em conta” (David Nascimento, repórter)
FLUMINENSE
“Expectativa
é por “boom” com a chegada de Ronaldinho Gaúcho. O programa de Sócio-Torcedor
do Fluminense estava estagnado nos 24 mil associados até a contratação do
craque. Após a aquisição do novo camisa 10, mais de 10 mil tricolores aderiram
ao projeto e a expectativa da diretoria tricolor é que cresça ainda mais. O
projeto foi reformulado recentemente e conta com diversas categorias, que
variam entre preços para diversas classes econômicas. E quase todas as
categorias do programa dão direito a voto no clube. A próxima eleição do
Fluminense, inclusive, será decidida pelos torcedores” (Matheus Babo,
repórter)
VASCO
“Em
um momento de crise financeira e dívidas atrás de dívidas nos últimos anos, o
sócio-torcedor seria uma ótima alternativa para encher os cofres do Vasco. O
clube tem uma das maiores torcidas do Brasil e possui estádio próprio, fatores
fundamentais para ter sucesso no programa e, com isso, bater de frente com os
projetos dos rivais nacionais. Basta saber convencer o torcedor do quão
importante é esta contribuição. A diretoria vascaína quer lançar neste mês de
agosto o novo programa, mas o início das adesões deve começar apenas no fim do
ano. Que seja bem feito, pois o Vasco precisa disso” (João Matheus
Ferreira, repórter)
EM SÃO
PAULO
Corinthians
– Timão já arrecadou R$ 12.181.740 com jogos na Arena no Brasileirão deste ano.
A média do valor do ingresso é R$ 56. Bilhetes têm se esgotado rapidamente pelo
Fiel Torcedor, e torcida tem desconto em vários produtos.
Palmeiras
– Dono da melhor média de público do Brasileirão, Verdão acumulou R$ 20.533.884
em nove jogos. Ingresso médio é R$ 67 (o maior do torneio). Programa Avanti
abriu diversas vantagens e ganhou 65 mil adesões em 2015.
Santos
– Vila Belmiro não tem lotado no Brasileirão (média de público é um pouco acima
de 8 mil por jogo). Com valor médio de ingresso de R$ 27, Peixe já recebeu R$
1.649.510 no campeonato. Sócio-Rei tem poucos benefícios.
São
Paulo – Tricolor lançou no mês passado novos planos de sócio-torcedor: de R$ 12
a R$ 489. Valor médio do ingresso no Morumbi é R$ 27, um dos menores do
Brasileirão. Clube já arrecadou em casa R$ 4.970.292 na competição.
NO RIO DE JANEIRO
Botafogo – É o dono do programa
de sócio-torcedor que mais cresceu no Rio de Janeiro no começo do ano. Clube já
arrecadou R$1.421.595 na Série B do Brasileirão, mas 4 dos 8 jogos do time no
torneio deram prejuízo.
Flamengo – Chegada de Guerrero
gerou um “boom” no programa de sócio-torcedor (10 mil adesões nos últimos
dias). Time tem a segunda maior média de público do Brasileirão e arrecadou R$
10.433.495 (ticket médio: R$ 42)
Fluminense – Com
ingresso médio de R$ 38, Flu já levantou R$ 6.463.340 em nove jogos em casa no
Brasileirão. Programa de sócio-torcedor é o que mais tem vantagens entre os
times do Rio, com desconto em diversos produtos.
Vasco – Em crise financeira,
Cruz-Maltino colocou o programa de sócio-torcedor de lado e tem a pior média de
público entre os cariocas no Brasileirão. Com ingresso médio a R$ 50, clube
arrecadou R$ 3.548.850.

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