domingo, setembro 27, 2020
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Análise dos times brasileiros com a chegada de reforços.

DOENTES
POR FUTEBOL
: Na última terça-feira (19), a janela de transferências da Europa
para o Brasil foi fechada. Entre os grandes do país, quinze estrangeiros foram
somados aos elencos. Mas em contrapartida, quase todos esses times sofreram
baixas com os Jogos Olímpicos que se avizinham. Por isso, hora de analisar as
contratações e as possibilidades, saber como fica seu clube para a sequência do
Brasileirão.
PALMEIRAS
Na
ponta do campeonato, o Palmeiras de Cuca perdeu Fernando Prass e Gabriel Jesus
– o grande líder do time e o artilheiro e melhor jogador da competição -, para
a Seleção Olímpica. Duras baixas, mas que podem ser minimizadas com trabalho
coletivo. Durante toda competição, o alviverde teve sua base no 4-2-3-1, mas
também contou com algumas variações para o 4-1-4-1.
Com a
lesão de Yerri Mina, principal reforço da janela, Edu Dracena formará dupla com
Vitor Hugo pelas próximas semanas. Nas laterais também não existem dúvidas,
apenas algumas variantes com Tchê Tchê podendo ocupar tanto a vaga de Jean,
quanto a de Zé Roberto. O meia ex-Audax se firmou muito bem na equipe de Cuca
mas, ao seu lado, ainda não tem um parceiro fixo. Matheus Sales, Thiago Santos
ou Moisés, com este sendo o preferido do técnico quando disponível, são as
opções. Moisés que também pode atuar mais a frente, na vaga de Cleiton Xavier,
assim como Dudu. Outra dúvida é no comando de ataque. Cuca tentou manter a
ideia da referência móvel com Erik e Dudu, mas teve pouco sucesso. Barrios,
Alecsandro e Leandro Perreira disputam de “9”.

Arte: Divulgação
CORINTHIANS
Vice-líder,
o Corinthians de Cristóvão Borges perdeu a gordura que ganhou com as quatro
vitórias seguidas, após dois empates jogando dentro de seus domínios – coisa
pouco comum. O novo comandante mudou a estrutura de Tite, do 4-1-4-1 para o
4-2-3-1. Com Giovanni Augusto agora por dentro, Romero se tornou titular
absoluto pelo lado direito e Marquinhos Gabriel foi transferido a ponta
esquerda, onde se torna mais profundo e menos diagonal. Elias deve ganhar a
vaga quem tem sido de Rodriguinho, jogando ao lado de Bruno Henrique.
A
principal dúvida de Cristóvão está no comando de ataque. Sem Alexandre Pato,
André, Luciano e Danilo brigam pelo posto com diferentes características. André
é o “nove mais puro”, a referência que se move pouco e aparece dentro da área
para o arremate final. Já Luciano e Danilo são mais móveis. O jovem, mais veloz
ainda, pode cair e atuar pelos lados; já o veterano trabalha mais na base da
experiência, no sentido de bom posicionamento e entendimento do jogo. Embora
não tenha jogado bem, o Corinthians tem ao seu lado um elenco que não foi
afetado pelos Jogos Olímpicos.

Arte: Divulgação
GRÊMIO
Colado
no Corinthians, o Grêmio foi um dos mais afetados pela Olimpíada. Perdeu
Walace, pilar do seu meio-campo, e Luan, um dos melhores atacantes em atividade
no Brasil. Porém, tem como trunfo o trabalho mais longevo do país, com o ótimo
Roger Machado. No mercado, a diretoria gaúcha se reforçou na defesa, com o zagueiro
argentino Walter Kannemann, que chega para formar dupla com o sempre
consistente Pedro Geromel.
No
lugar de um dos selecionáveis, solução caseira: Jaílson, de apenas vinte anos,
que ganhou o lugar de Walace com autoridade e mostrou que pode dar conta do
recado. Já no lugar de Luan, Negueba foi testado no último domingo contra o São
Paulo e agradou. Ainda assim, Roger Machado já conta com um novo problema: com
a eminente saída de Giuliano, Everton ganhou seu lugar, mas já se lesionou e
abriu espaço para outra mudança. Pedro Rocha atuou em seu lugar, mas o garoto
Lincoln também pode aparecer. Outra possibilidade, essa bem remota, é uma
mudança de esquema, para um 4-4-2 como na estreia, contra o Corinthians.

Arte: Divulgação
SANTOS
Outro
que pode se apoiar no trabalho longo e bem feito é o Santos de Dorival Junior.
Mesmo as com duras e sentidas baixas de Zeca, Thiago Maia e Gabriel Barbosa,
todos eles titulares e peças de maior importância na formatação do time. Na
janela, a diretoria do time da Vila Belmiro trouxe o zagueiro Fabián Noguera, o
meia Emiliano Vecchio e também o atacante do Atlético Nacional Jonathan Copete,
este o que melhor se adaptou e, com a baixa de Gabriel, pode até ser
considerado titular.
Porém,
o colombiano deve empurrar Vitor Bueno, um dos destaques do time no ano, para o
outro lado do campo ofensivo. No comando dessa linha de armadores, Lucas Lima
se machucou na última rodada e pode perder alguns jogos. Com isso, Vecchio deve
ganhar uma chance, com Longuine tendo possibilidade de aparecer também. Atrás
deles, Léo Cittadini deve ganhar a vaga de Thiago Maia e jogar ao lado de
Renato. Na frente ofensiva, existe uma dúvida: Rodrigão ou Ricardo Oliveira. O
camisa nove é o titular absoluto, porém o grande artilheiro do Brasil em 2016
apareceu de forma muito destacável no período em que o titular esteve
machucado.

Arte: Divulgação
FLAMENGO
No
rubro-negro carioca, o momento é bom. Efetivação e bom trabalho de Zé Ricardo,
Guerrero se reencontrando com as redes e a aclamada contratação de Diego Ribas.
O dez que vestirá a 35 e em breve desfilará seu bom futebol nos gramados
brasileiros. Com uma base bem definida, o Flamengo não deve sofrer muitas
mudanças entre a adaptação de Diego e a sequência do campeonato.
Donatti
deve ganhar a vaga ao lado de Juan na defesa, com Rodinei e Jorge quase que
intocáveis pelos lados do campo. No centro, o comandante banca a permanência de
Márcio Araújo, mesmo sem qualquer evolução no futebol do volante que atua ao
lado de Willian Arão. Com Diego, a tendência é que o time se fixe no 4-2-3-1 e
não varie mais ou tanto para o 4-1-4-1. Alan Patrick deve ocupar uma das
extremidades, para auxiliar na armação, com a dúvida sobre o outro componente
desta linha de armadores. Marcelo Cirino, Fernandinho e Gabriel são os
postulantes à vaga de ponta direito de velocidade.

Arte: Divulgação
ATLÉTICO/MG
Aos
poucos, Marcelo Oliveira vai tentando ajustar o bom elenco do Galo à sua
maneira de ver o futebol. O bicampeão brasileiro demorou seis rodadas para
encontrar a primeira vitória, depois embalou quatro triunfos, tropeçou duas
vezes e venceu mais duas – na última rodada o Palmeiras em seus domínios, feito
grande.
Na
janela de transferências, a diretoria do clube mineiro agregou o venezuelano
Romulo Otero, uma reposição para a baixa de Cazares, que ainda deve ficar algum
tempo de molho. Para os Jogos Olímpicos, Marcelo Oliveira perdeu Douglas
Santos, mas ganhou Fábio Santos na janela. A frente de Rafael Carioca e Leandro
Donizete, dupla de volantes mantida do ano passado, Robinho deve seguir no
centro, com Luan de um lado e a dúvida do outro: Maicosuel, Clayton, Hyuri,
Dátolo, Carlos Eduardo… A lista de possíveis titulares é grande. Na frente,
Fred ainda tem a sombra de Lucas Pratto. Elenco grande, mas que precisa
melhorar suas exibições para brigar pelo título.

Arte: Divulgação
SÃO PAULO
No São
Paulo, as baixas foram muito importantes. Rodrigo Caio (Olímpiadas), Ganso
(Sevilla), Calleri (fim de empréstimo) e Alan Kardec (Chongqing Lifan-CHN).
Para a reposição, a diretoria tricolor foi ao mercado, acertando com Douglas
para a zaga, Buffarini para a lateral, Cueva para o meio e Chávez para o
ataque.
A base
do time semifinalista da Libertadores segue no 4-2-3-1. Lugano deve ocupar a
defesa ao lado do capitão Maicon, com Buffarini ganhando a vaga pela direita e
Mena mantido na esquerda. No centro do campo, Hudson, João Schmidt e Thiago
Mendes lutam por dois lugares na volância. Na linha de armadores, Michel Bastos
e Kelvin são quase que intocáveis, mas ganham as sombras de Chávez e Luiz
Araújo, garoto da base. No centro, Cueva dá uma dinâmica diferente à posição de
Ganso. Mais solto e rápido, menos preciso. No comando de ataque, Gilberto não
tem uma sombra neste momento, portanto é o titular absoluto.

Arte: Divulgação
INTERNACIONAL
Líder
com Argel, o Internacional caiu na tabela e o técnico do comando. Com Paulo
Roberto Falcão, o tri campeão brasileiro tenta reviver os momentos de glória
com um elenco jovem e de ótimas opções, se bem explorado e trabalhando. William
e Rodrigo Dourado estão a serviço da Seleção Olímpica.
Na
janela de transferências, Marcelo Lomba chegou após a lesão de Danilo
Fernandes, Luis Seijas veio para o meio campo e Ariel e Nico López para o
comando de ataque. O uruguaio deve ser titular absoluto na referência colorada.
Por trás dele, um time muito leve pode contar com Sasha, Vitinho, Valdívia e
Seijas, tendo ainda o bom Fernando Bob na saída de bola. Além deles, Andrigo,
Alex, Ferrareis, Aylon, Marquinhos, Anderson…. Outro bom elenco, mas que
precisa de trabalho para deixar de ser projeto e sair da colocação ruim na
tabela.

Arte: Divulgação
FLUMINENSE
Apesar
do título da Primeira Liga, a arrancada do Fluminense no Brasileirão não foi
nada boa. Atuações inconstantes e escolhas equivocadas marcaram a segunda parte
do primeiro semestre do tricolor carioca, que também vive momento conturbado
com a eleição que se avizinha.
Sem
perder jogadores para os jogos do Rio, o grande problema do tricolor, assim
como do Flamengo foi rodar demais pelo Brasil a fora, sem uma casa para chamar
de sua. No elenco, Alexis Rojas e Aquino chegaram de fora, além de Marquinho e
Danilinho. Sem Fred, a referência ainda não tem um dono. Magno Alves e
Richarlison apareceram de forma alternada. Por trás de um deles, Scarpa e
Marcos Junior podem ser considerados titulares. Pela outra vaga, Aquino,
Marquinho, Osvaldo, Danilinho… Mas a aposta é que o meia argentino ganhe
oportunidades. O elenco não é dos melhores, porém é possível formar um time
para ganhar posições na tabela.

Arte: Divulgação
CRUZEIRO
Com a
saída de Mano Menezes após um bom trabalho no fim do ano, Deivid assumiu. Sem
conseguir fazer o time jogar caiu e viu o português Paulo Bento segurar o boné.
No entanto, ele foi triturado pela cultura brasileira e pelo calendário que não
permite um novo trabalho, dando espaço para a volta de Mano.
Ainda
assim, a diretoria seguiu agregando. Nas últimas semanas, Rafael Sóbis, Ramon
Ábila, Rafinha e Denílson chegaram ao time mineiro. Pensando no que fez Mano em
sua passagem há sete meses, o time pode ser mantido no 4-4-2 de alguns momentos
da era Paulo Bento. Arrascaeta e Sóbis abertos ou um deles por dentro, com o
bom Ábila disputando com Willian na frente – Mano não vê o camisa nove como
ponta. O centro é uma incógnita. Denílson pode aparecer ao lado de Gino e a
frente de Henrique, ao menos enquanto Lucas Romero não regressa das olimpíadas.
Mas o técnico também pode optar pela formação com dois volantes. Outras opções
são Robinho, Sanchez Miño e Matias Pisano, num elenco que pode muito mais do
que a modesta briga para não cair.

Arte: Divulgação
Por Rai
Monteiro

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