sexta-feira, setembro 18, 2020
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Análise Tática: Como Diego pode se encaixar no time do Flamengo.

iFLAMENGO
NEWS
: Com muita festa em recepção pra lá de calorosa no Aeroporto Santos
Dumont, o meia Diego foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira (20.07).
Tecnicamente, um jogador acima da média entre os que atuam no futebol
brasileiro. Um meia de passe preciso, chute potente de média distância e bom
controle de bola sob pressão dos adversários. Com o time em evolução no aspecto
tático, resta saber como o técnico Zé Ricardo encaixará o camisa 35 entre os
titulares.
Ao
longo de sua carreira, Diego atuou preferencialmente pela faixa central do
campo. Quase sempre atrás do centroavante, em uma linha de três meias, ou na
função de ligação em um meio-campo em formato de losango. Já num estágio físico
em que não consegue cumprir uma movimentação mais extensa em campo, o meia deve
ser escalado por Zé Ricardo exatamente desta forma.
Atualmente
o Flamengo atua no 4-2-3-1, com variação para o 4-1-4-1 em alguns momentos da
partida. Esta é uma realidade do trabalho do treinador desde que treinava a
equipe sub-20. Diego, então, disputa posição com Alan Patrick, que vive boa
fase e tem cumprido bem a função atribuída a ele. A missão é encostar nos
volantes para auxiliar na saída de bola, nas laterais do campo para
possibilitar as triangulações, e buscar os espaços entrelinhas para um passe
mais agudo ou o chute de fora da área. Vulgarmente falando: o ‘’camisa 10’’ da
equipe.

Atualmente o time vem atuando disposto desta forma em campo – Arte: Divulgação
Curioso
observar que Alan Patrick têm números superiores a Diego se compararmos o
rendimento recente de ambos. Vale lembrar que o novo reforço rubro-negro não
conseguiu firmar-se como titular no Fenerbahce na última temporada. Ambos têm
percentual de acerto de passe bem parecido, próximo dos 85%, número bem
expressivo para atletas da posição. Alan Patrick supera na média de gols, de
assistências, de chutes por jogo, em passes-chave por partida e no número de
vezes que toca na bola em média. Já Diego desperdiça menos bolas do que Alan ao
longo de um jogo. Veja no quadro abaixo:

Fonte: Whoscored
A
dupla tem muito talento, e muitos podem perguntar se é possível que joguem
juntos. No atual cenário e analisando o modelo de jogo do Flamengo, vejo isto
acontecendo em apenas uma ocasião: a mudança da estrutura tática para o
4-3-2-1, com Diego e Alan dividindo a faixa central e articulação no campo do
oponente, e Arão e Éverton se infiltrando bastante, para haver progressão e
profundidade. Neste caso, seria importante também o apoio constante dos
laterais, para dar amplitude às opções de passe.

Possibilidade de armação da equipe, com Alan Patrick e Diego atuando lado a lado na faixa central do campo. Precisariam saber o momento exato de buscar a profundidade ou recuar para auxiliar na saída de bola. O ideal é que fizessem de forma coordenada a movimentação – Arte: Divulgação
Não
considero viável atualmente a escalação de Patrick ou de Diego em uma das
extremas. No caso um deles, faria a função de ponta construtor, saindo dos
flancos para buscar o espaço entrelinhas na faixa central, mas sem a bola
teriam obrigação de acompanhar o lateral adversário no sistema de marcação por
encaixes que o Flamengo atua. Talvez, num sistema de marcação por zona e
ocupação mais inteligente dos espaços, fosse possível, mas Zé Ricardo teria que
dispor de mais tempo para incutir esse conceito na cabeça dos atletas.

Nesta hipótese, seria a troca simples: Alan Patrick por Diego. Mas o camisa 19 vem atuando bem, e Zé terá que encontrar uma possibilidade para que os dois atuem juntos – Arte: Divulgação
Seja
qual for a opção, o certo é que o elenco rubro-negro ganha um jogador de muito
talento e capacidade para fazer a diferença tecnicamente no nível do futebol
brasileiro. Como vem sendo de praxe nas últimas contratações, a comissão
técnica não tem pressa, e somente libera o atleta quando o mesmo alcança o
ápice da condição física. Que esta premissa persista e Diego possa entrar no
time participando da evolução coletiva perceptível desde que Zé Ricardo assumiu
o comando.
Rodrigo
Coutinho

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