terça-feira, setembro 22, 2020
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Análise Tática: Erros e acertos do Flamengo contra o América-MG.

iFLAMENGO
NEWS
: O Flamengo fez a sua parte! Venceu o lanterna e virtual rebaixado
América/MG por 2 a 1 na noite desta segunda-feira (25.07), em Cariacica, mas
novamente apresentou falhas de execução nos princípios de jogo propostos por Zé
Ricardo. Processo natural para uma equipe que busca assimilá-los, mas ainda
apresenta erros que podem afastar o clube da briga pelo G-4 num confronto
direto contra times mais bem preparados e qualificados.
Estrutura Tática da vitória sobre o América/MG. Alan Patrick partindo da ponta pode ser um indício de que Diego fique com a vaga de Mancuello como meia-esquerda.

Defesa no 4-1-4-1, com Alan Patrick fechando o lado esquerdo e Mancuello por dentro.

Linha de quatro ataca com Alan Patrick  partindo da esquerda e Mancuello pelo centro, na vaga que deve ser de Diego.

Depois
de quase dois meses, o treinador voltou a escalar Mancuello e Alan Patrick
juntos como titulares. A opção pelo camisa 19 partindo da ponta surpreendeu e
pode indicar uma proposta para a chegada de Diego. Mancuello foi o “meia
esquerda interior” no 4-1-4-1 adotado nesta partida. Fernandinho, mal mais uma
vez, ganhou chance pelo flanco direito. E Chiquinho, outro que comprometeu,
substituiu Jorge na lateral-esquerda. O camisa 6 sentiu lesão durante o
aquecimento.

Antes
do jogo, em entrevista concedida ao Sportv, Zé Ricardo afirmou que a dupla de
meias faria constantemente o movimento de troca de posições, mas faltou
coordenação e a equipe sofreu em determinados momentos para rodar a bola com
velocidade e furar a forte retranca americana. Esse processo precisa estar bem
assimilado para não comprometer a parte ofensiva e principalmente a transição
defensiva.

Alan Patrick e Mancuello ocupam o mesmo setor do campo e não dão a opção correta neste momento do jogo. Alan poderia abrir um pouco mais e ser outra opção de passe.
O
problema foi solucionado com o passar da partida e o Flamengo começou a criar
exatamente pelo entendimento de ambos. Pararam de ocupar o mesmo espaço em
campo e alternaram o posicionamento. Enquanto um dava profundidade, o outro
buscava o jogo. No momento que um fechava o meio, o outro focava em dar
amplitude. E foi desta forma que surgiu a jogada do segundo gol, além de
algumas outras a partir da metade do primeiro tempo.

A origem do segundo gol: Alan Patrick dá profundidade e Mancuello se oferece para jogar com Chiquinho. Ao mesmo tempo formam um triangulo de passes. Na sequencia, há a troca de passes e a movimentação para criar o lance do pênalti.
Outro
princípio de jogo importante no primeiro gol foi a quantidade de jogadores
dentro da área no momento de uma jogada de linha de fundo. Isto vem ocorrendo
desde que Zé Ricardo assumiu o comando e, mais uma vez, foi responsável pela
produção de alguns lances de perigo e do gol de Guerrero. Cruzar na área não é
um defeito. Torna-se quando só há essa opção, e quando a equipe não oferece
meios para finalizar a jogada. O Flamengo de hoje não passa por nenhum dos dois
problemas.

Neste lance, o Flamengo tem quatro jogadores dentro da área e Arão se oferecendo para uma tabela ou buscar o rebote. Do outro lado ainda havia Chiquinho, fora do plano de imagem.
Sistema Defensivo
O sinal
de alerta foi ligado nos últimos jogos, e Zé Ricardo deve destinar atenção
especial neste ponto. Sua proposta de jogo prevê que o time marque a partir de
encaixes por setor. Cada jogador marca um adversário que, cai em seu setor de
origem e o acompanha até determinado ponto. A questão é que em diversos
momentos os jogadores rubro-negros têm executado mal esse princípio,
afastando-se demais de suas áreas de atuação, ou deixando de acompanhar os
adversários.

A ultima linha da defesa está ”quebrada” neste lance. Chiquinho e Pará saem à caça dos extremos do América e deixam o setor com muitos espaços nas costas dos zagueiros.

Marcio Araújo sai à caça de Alan Mineiro e um grande espaço aparece na frente da zaga. Camisa 8 se afastou demais do seu setor.

Marcio novamente se afasta de seu setor, iludido pela movimentação de Alan Mineiro. Fernandinho para na jogada e não acompanha o lateral Bruno Teles, que tem todo o espaço do mundo para finalizar.

A origem do gol do América: Pará sai da linha de defesa e o lançamento sai nas suas costas para a finalização. Cobertura não chega a tempo e mais uma vez Fernandinho ”desiste” de marcar no meio da jogada.
A
partir daí os espaços aparecem e, mesmo contra uma equipe frágil tecnicamente e
com pouco repertório ofensivo, como é o América/MG, o Flamengo pode sofrer. A
tabela destina jogos contra times mais bem preparados num futuro próximo, como
Santos, Atlético/PR e Grêmio. Todos adversários diretos na briga pelo G-4. Se
os vacilos descritos se repetirem, o resultado pode ser fatal para as
pretensões do Mais Querido na competição.
Rodrigo
Coutinho

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