André chama Flamengo de arame liso: “Botafogo ganhou 1 ponto”

Por: FlaHoje
Miguel Trauco durante Flamengo x Botafogo – Foto: Gilvan de Souza

ANDRÉ
ROCHA
: A intensidade do Botafogo no primeiro tempo em Volta Redonda parecia uma
clara tentativa de buscar o gol no início, aproveitando um Flamengo improvisado
e com mais qualidade no banco que em campo, para depois administrar a vantagem
dosando as energias e compensando o desgaste de viagem e jogo eliminatório no
meio de semana pela Copa do Brasil.

Mesmo
sem Camilo, Jair Ventura manteve a estrutura tática e a ideia de jogo com João
Paulo mais adiantado e Matheus Fernandes no meio-campo. A equipe dobrava e
pressionava a marcação pelos flancos e saía em velocidade.
O
Flamengo sofria com Willian Arão totalmente perdido atuando aberto pela direita
e Cuéllar responsável pela saída de bola com os zagueiros – Juan na vaga de
Rafael Vaz – errando passes. Só melhorou um pouco a fluência quando Ederson, o
meia central do 4-2-3-1, procurou o lado direito e deu opções de passe.
Muito
pouco em um primeiro tempo muito fraco e contaminado pela rivalidade nada
saudável fora de campo entre os clubes. O time alvinegro foi recuando as
linhas, até por conta das lesões de Victor Luís e Aírton em lances com Arão, mas
sem maldade do rubro-negro na do volante, bem mais séria. Entraram Gilson e
Dudu Cearense, atrapalhando os planos do treinador.
Estava
claro que o segundo tempo seria complicado para o Bota. E foi. O time foi
definhando fisicamente com o calor e um Flamengo que ganhou qualidade e
intensidade com Diego e Vinicius Jr. nas vagas de Cuéllar e Ederson. Arão, o
pior do primeiro tempo, melhorou um pouco voltando à sua função no meio.
No
entanto, os comandados de Zé Ricardo esbarraram em um velho problema: a dificuldade
em transformar oportunidades em gols. Guerrero duas vezes e Everton perderam
chances cristalinas. Vinicius Júnior acertou o travessão em bela conclusão.
Foram 17 finalizações rubro-negras, mas apenas três no alvo.
O Bota
concluiu quatro, uma na direção da meta de Muralha. E podia ter saído com a
vitória se Roger não perdesse gol feito. No final, o time ”cascudo” fez tudo
para ganhar tempo e conter a pressão do rival que foi para o abafa no final com
Leandro Damião na vaga de Arão. Pelas circunstâncias, ponto ganho no Raulino de
Oliveira.
O
Flamengo tem lastro de evolução com Diego recuperando ritmo de competição e
Vinicius Júnior ainda mais confiante – teve sua melhor atuação entre os
profissionais. Ainda tem Conca para estrear e as peças que podem chegar. Mas é
urgente ser mais eficiente e contundente no ataque.
Porque
time ”arame liso”, que cerca mas não fura, não pontua. Uma invencibilidade de
três empates em quatro partidas é prejuízo.

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