segunda-feira, setembro 28, 2020
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Antigos dirigentes querem tomar poderes no Flamengo.

Foto: Felipe Schmidt / GloboEsporte.com

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DO PVC
: O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, deve definir com a
CBF entre segunda e terça-feira o dia de sua viagem para chefiar a delegação da
seleção brasileira na Copa América.

O
verbo correto é este: deve.
A
reunião pode até decidir pelo cancelamento da chefia da delegação. Mas, na
manhã de segunda-feira, a expectativa do dirigente ainda era escolher a data. A
afirmação é que desde o acordo para chefiar a delegação sabia-se que não
seguiria no mesmo avião da seleção, no domingo.
A
lógica ainda é que Bandeira esteja nos Estados Unidos no primeiro amistoso,
contra o Panamá, no domingo.
Antes,
precisa apagar incêncios na Gávea. Na noite de domingo, Eduardo Bandeira de
Mello declarou que pretende anunciar nesta semana mudanças no departamento de
futebol. Não citou quais.
Bandeira
diz que não pensa em trocar o diretor executivo Rodrigo Caetano. Mas a central
de boatos da Gávea anuncia que isto pode acontecer. Gente no Cruzeiro admite
que o diretor-executivo cruzeirense, Thiago Scuro, foi sondado. Bandeira
desmente. É seguro Scuro não deixará o Cruzeiro.
Até
mesmo porque o jogo político do Flamengo não quer diretor profissional.
“Em
outros clubes, a política tem o grupo da situação e da oposição. No Flamengo,
há diversas correntes, o grupo da sauna, o grupo do tênis, o grupo da piscina…
Todos aparecem na hora da crise esportiva.” A frase repetida por diferentes
pessoas indica como o jogo político cresce nas derrotas.
Os
urubus da política não querem diretor executivo. É melhor ter diretores
amadores, como sempre aconteceu no Flamengo nas épocas em que as dívidas apenas
cresciam. Lembre-se de que a crise econômica do país fez muita gente perder
dinheiro nos últimos anos em seus negócios pessoais.
Ai, se
estes caras tivessem uma boquinha no futebol…
Com
dirigentes profissionais é mais difícil meter a cumbuca.
Veja
então o que aconteceu nos últimos meses em clubes como Internacional, Grêmio e
Vasco. Diretores executivos demitidos não tiveram substitutos.
Rodrigo
Caetano não é culpado pela crise do Flamengo. Os problemas rubro-negros
repetem-se ano após ano. Técnicos, jogadores e dirigentes que se deram bem em
outros lugares não conseguem trabalhar bem na Gávea. Paolo Guerrero, Oswaldo de
Oliveira, Felipe Ximenes…
O caso
mais recente é Muricy Ramalho que fará sua última bateria de exames nesta
terça-feira em São Paulo. Só depois dos resultados dos exames, Muricy e
Flamengo decidirão quando e se voltarão a trabalhar juntos. Como é impossível
apontar a metralhadora para o treinador com problemas de saúde, a mira se vira
para o diretor executivo. Fazer o Flamengo voltar a ser o clube mais forte do
Brasil requer medidas muito mais profundas.

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