terça-feira, setembro 29, 2020
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Aonde foi parar o amor pela Seleção?

Blasting
News – Enquanto a Seleção Brasileira de Futebol estreia nas Eliminatórias para
a Copa do Mundo de 2018, a ser disputada na Russia, algo estranho acontece.
Diferentemente do que acontecia em anos anteriores, não há aquele movimento dos
brasilieiros para acompanhar a ‘Seleção Canarinho’. Mas aonde foi parar todo
esse amor?
É
claro que as últimas campanhas vexatórias nos dois últimos torneiros disputados
pelo Brasil – Copa do Mundo e Copa América – afastaram o público dos
televisores e rádios. Mas o 7×1 para a Alemanha e a desclassificação para a
fraca seleção paraguaia foram apenas gotículas em um oceano.
O
início do distanciamento dos brasileiros com a Seleção teve início após o
tetracampeonato, conquistado em 1994, nos Estados Unidos. Um time que tinha
Romário, Bebeto, Taffarel e o próprio Dunga (atualmente técnico do Brasil) e
companhia, que jogavam com o coração acima de tudo.
Após o
quarto título Mundial de futebol, os jogos da Seleção passaram a ser mais
atraentes, principalmente para os patrocinadores e dirigentes. Aos poucos, o
Brasil passou a jogar cada vez menos em nosso país e os atletas transferidos
cada vez mais para outros países, principalmente para a Europa. Iniciou-se,
assim, a ‘europização’ da Seleção Brasileira.
O
uniforme verde-amarelo começou a desfilar mais pelos gramados europeus,
asiáticos e até africanos do que nos tupiniquis. Além disso, o grande número de
jogadores que atuavam – e atuam – no velho continente, fizeram com que o
torcedor brasileiro perdesse cada vez mais a sua identificação com a ‘Seleção
Canarinho’. Houve convocações em que apenas jogadores que atuavam na Europa
foram chamados.
O
brasileiro, sempre apaixonado por futebol, jamais deixaria um resultado
vexatório tirar sua paixão pela Seleção, mas o distanciamento que os dirigentes
propuseram o fez.
Apesar
da baixa qualidade técnica apresentada nos campeonatos locais, o torcedor
brasileiro se demonstra cada vez mais apaixonado pelo seus clubes de coração e
menos pela Seleção. Vide as altas médias de públicos apresentadas por
Palmeiras, Corinthians, Flamengo, entre outros, com suas – ou não tão suas –
novas arenas e o baixo em jogos do Brasil.
É
possível que a Seleção reconquiste o coração do torcedor? Sim, é, mas será
preciso que os atletas demonstrem em campo que ainda há amor a camisa.
Recuperar algo que ficou perdido com a ‘europização’ do futebol canarinho é
outro caminho e botar em prática o velho estilo brasileiro de jogar futebol, o
futebol arte.
Acrescentem
a isso, o aumento no número de jogos disputados dentro no país. Já que o
Governo gastou bilhões em novas arenas, é hora de aproveitar e não apenas em
jogos das Eliminatórias, os amistosos também. Por fim, a convocação de
jogadores que atuam no futebol nacional, atletas identificados com seu torcedor
e que qualquer um que acompanhem o futebol o conheçam.
Mas,
acima de tudo, é preciso que os dirigentes se preocupem mais com o interesse do
futebol brasileiro, do que com os próprios. O futebol no Brasil vive uma crise,
dentro e fora de campo, é necessário que a reconstrução dele parta desde a base
até o profissional e, assim, voltar a conquistar títulos e, consequentemente, o
amor do torcedor brasileiro.

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