Após provocação ao Flamengo, Locutor do Palmeiras “baixa o tom”.

Foto: Divulgação

FOLHA
DE SÃO PAULO
: Os torcedores do Palmeiras que foram ao Allianz Parque nos
últimos jogos estranharam o tom do locutor Marcos Costi. Xodó da torcida por
sua empolgação no microfone e pelos bordões que criou, ele teve presença mais
discreta nos confrontos contra o Atlético Tucumán e o Atlético-MG. Isso porque
ele foi orientado por diretores de arena do Palmeiras Roberto Silva, Mauro
Yazbek e José Inglese a baixar o tom depois de sua provocação ao Flamengo em 17
de maio.

Na
ocasião, o Palmeiras vencia o Internacional por 1 a 0 pela Copa do Brasil
enquanto o Flamengo era eliminado da Libertadores após derrota para o San
Lorenzo. Costi disse de sua cabine “cheirinho no ar”, em referência
ao bordão “cheirinho de hepta” que os flamenguistas repetiam em 2016
durante a disputa do Brasileiro –que acabou sendo conquistado pelo Palmeiras.
A
provocação não repercutiu bem entre os diretores, que foram pedir mais isenção
a Costi.
Entre
as demandas, foi pedido para que ele não provocasse mais os adversários e que
tratasse os times com mais imparcialidade e “profissionalismo”. Nas
escalações, por exemplo, Costi dizia de maneira seca o nome dos jogadores
adversários e cantava os do Palmeiras. Nos últimos jogos, fez de maneira
neutra.
“Teve,
sim, a conversa. Assim como pedimos respeito nos outros estádios, também temos
que respeitar. Não temos nada contra o Costi, o trabalho dele é muito bom e
queremos que ele continue, claro. Mas a gente tem um padrão em todos os
departamentos do clube. No estádio, falamos de instituição para instituição.
Não pode haver ofensa”, diz Yazbek.
“Ele
tem o estilo dele e não queremos interferir. Só queremos um texto sem ofensas
em relação ao adversário”, completa.
Esta
não é a primeira vez que a locução de Costi é contestada no Allianz Parque. Em
2015, após afastamento por um jogo e boatos de que o motivo teria sido o
desagrado da construtora WTorre com sua suposta imparcialidade, torcedores
fizeram campanha para que ele voltasse a participar dos jogos.
Procurado
pela Folha, Costi não quis se pronunciar sobre o tema.
LOCUTOR-TORCEDOR
Torcedor
do clube “desde antes de nascer” (seus pais se conheceram no estádio
do Canindé em um jogo entre Palmeiras e Portuguesa), ele anda o tempo inteiro
com alguma vestimenta da equipe à mão: camisa, agasalho – “nunca se sabe
quando posso precisar”. Costi torce para o time desde sempre, o tempo
inteiro.
E isso
o fez cair nas graças da torcida. “Meus iguais”, disse Costi à
reportagem em 2015.
Ele
chegou ao posto no final de 2014 após indicação de um amigo que é conselheiro
do Palmeiras, que o colocou em contato com Ricardo Galassi, diretor do estádio
à época.
“Nunca
achei que ele fosse me convidar de fato, mas foi a realização de um sonho
antigo”, diz Costi, que se define como um “radialista
frustrado”.
Nos
jogos, ele é responsável por anunciar as escalações, cartões e substituições, a
quantidade de torcedores no estádio, a renda e, claro, os gols.
“No
primeiro jogo, eu estava com medo, tenso, porque todo palmeirense sabe que a
torcida é dividida, não é? É a torcida que canta, vibra e corneta”, conta,
aos risos.
“Logo
no primeiro nome eu estendi a vogal: Praaass. E a torcida foi junto, gritando.
E eu continuo fazendo isso. Fico muito feliz de agradar tantas pessoas de uma torcida
bem dividida”, completa.

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