terça-feira, setembro 29, 2020
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Após recuo por pressão da Globo, Fla coloca futuro contrato de TV

ESPN – O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello,
confirmou que TV Globo havia concordado anteriormente que o clube colocasse um
time alternativo no Carioca 2016. Em contato com o blog, admitiu que não existe
cláusula capaz de obrigar o clube a jogar com os titulares o campeoanto
estadual do Rio de Janeiro, e disse que não se arrepende da promessa feita, que
não conseguirá cumprir. “Agora é estar preparado para a assinatura, ou
não, do contrato a vigorar a partir de 2017”, disse, colocando a renovação
na condicional neste início de negociações com a emissora para os próximos
certames cariocas.
No ano passado a Globo havia sido comunicada
pelo Flamengo
sobre sua intenção de não colocar os titulares no Estadual e aceitou? Ela mudou
de posição?
Eduardo
Bandeira de Mello:

Conforme escrito na nota oficial. Mas esperamos estabelecer um novo marco para
2017 de forma a produzir uma competição melhor.
O que teria motivado a mudança de posição da
Globo na sua opinião ?
EBM: Não me cabe avaliar.
Apenas compreender.
Muitos torcedores do Flamengo se manifestaram nas redes
sociais descontentes com o recuo forçado do clube após o senhor afirmar que
jogaria o Estadual com um time sub 23. Acham que houve desgaste da imagem do
Flamengo. O senhor concorda que houve desgaste ?
EBM: Como está escrito na
nota, sempre afirmamos que só recuaríamos por imposição da detentora dos
direitos de TV. Não esperávamos que acontecesse, mas temos que respeitar. Acho
que a torcida vai compreender e continuar a apoiar nossa luta para reformular o
futebol carioca.
“Agora
é estar preparado para a assinatura,
ou não,
do contrato a vigorar a partir de 2017″
O Flamengo está mantendo reuniões com a Globo para
discutir contratos de transmissão do Estadual 2017 e o próximo acordo da Série
A do Brasileiro. Irá atrelar uma assinatura por novos períodos a, por exemplo,
mudanças no futebol do Rio de Janeiro?
EBM: Acho que esse é o
interesse de todos.
A proposta do Esporte Interativo deixa o
Flamengo em melhores condições para negociar com Globo Estadual a partir de
2017 e Brasileiro de 2019 em diante?
EBM: Essa área comercial
eu não posso discutir.
O senhor obviamente acreditava que a Globo manteria
a postura inicial, de não se opor à utilização de um time de suplentes no
Estadual. Se arrepende de ter afirmado que o Flamengo não utilizaria os
titulares no campeonato do Rio, agora que se viu forçado a voltar atrás?
EBM: Não. Isso pode
acontecer. O importante é ser transparente na comunicação e deixar claro que
nossa posição contrária à forma com que o futebol carioca é gerido segue
intacta.
Esse contrato que a Globo utilizou para
pressionar o clube tem cláusulas específicas sobre a utilização de titulares?
Há dois anos, quando disputou a Libertadores, o Botafogo jogou o Estadual com
time reserva e não foi cobrado por isso, e o contrato em vigor era o mesmo.
EBM: Não é uma questão de
filigranas jurídicas. A Globo tem os direitos sobre a competição e não vamos
ficar discutindo sobre cláusulas de um contrato assinado de boa fé em 2010.
Temos que dar conforto aos nossos parceiros comerciais. Para o ano que vem
tentaremos construir uma nova realidade.
Então a Globo não tinha cláusulas que lhe
dessem poder para forçar o Flamengo a escalar os titulares. O clube não quis
desagradá-la por vê-la como parceira. Mas com isso a Globo fortaleceu a
Federação no confronto com a dupla Fla-Flu, não achas?
EBM: Num primeiro
momento, talvez. Mas 2017 vem aí.
Uma reunião do conselho de administração foi
convocada para o dia 13. Um dos temas é “apreciar e votar operação de
captação de recursos financeiros, estruturada pelo Banco Brasil
Plural(…)”. Seria novo empréstimo. Sem a renovação de patrocínios, como
o da Vitton, ainda não substituído, isso é previsto ou emergencial?
EBM: Flutuação normal do
fluxo de caixa ao longo do ano.
Mas ainda nao foi substituido o patrocinador
que saiu, a Vitton. Seria possível explicar ao torcedor porque mais um
empréstimo se o clube anunciava que teria mais receita devido ao Profut em
2016?
EBM: Respondido.
O senhor poderia traduzir “Flutuação
normal do fluxo de caixa ao longo do ano”?

EBM: O Profut não tem
nada a ver com receita. Ele reduziu o estoque da dívida tributária e permitiu
um alívio no fluxo de caixa pela redução do serviço da dívida, o que não exclui
a necessidade de captação de recursos para cobrir necessidades de caixa ao longo
do ano, nem interfere no processo de redução do endividamento que se verifica
desde o início do nosso primeiro mandato. Tudo previsto no orçamento e
contabilizado, e auditado, de forma transparente para que os sócios e
torcedores saibam exatamente o que acontece no clube. Além disso, a torcida tem
hoje à disposição várias análises independentes que destrincham os números e
explicam tudo de forma simplificada a todos.

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