segunda-feira, setembro 28, 2020
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Aqui entre os 40 milhões.

Eleições
Fla 2015 – Depois daquela vergonha no clássico carioca da 28ª rodada do
Brasileiro, cabe fazer algumas observações. Não tenho perfil ufanista, não embarco
em oba-oba como alguns torcedores. Vi muito rubro-negro falar em Hepta e o
clube ser ridicularizado em programas de TV. Um deles nos zoou até com a
criação de uma vinheta “Rumo a Tóquio”, explorada como chacota. Isso tudo é
consequência do tradicional exagero que a Imensa Nação costuma estampar em
qualquer brilhareco. Depois de uma campanha medíocre no primeiro turno do
Brasileiro, bastaram algumas vitórias seguidas e dois golaços para o Flamengo
ser considerado candidato ao título. Comparações com a campanha de 2009 e o
habitual “deixou chegar” passaram a fazer parte do discurso prematuro dos
iludidos.
Colocando
os pés no chão, como a experiência recomenda, precisamos analisar os três
primeiros anos da atual gestão no futebol. Estivemos expostos a chuvas e
trovoadas desde a posse de quem se autoproclamou “Chapa Flamengo -Campeão do
Mundo” nas eleições de 2012. Vimos uma série de equívocos em contratações,
dentro e fora do campo, e até a escalação de um jogador irregular que quase nos
custou o descenso. A política de equilíbrio nas finanças não impediu gastos
absurdos com jogadores e dirigentes que não trouxeram retorno. Imperou no clube
a soberba de quem não erra jamais, enquanto o futebol desandava. Na montanha
russa dos resultados ainda colhemos um título de Copa do Brasil que nos custou
caro, ao disfarçar a realidade e lastrear as decisões infelizes cujas
consequências viriam em seguida.
Temporada
após temporada, depois de demissões sucessivas de técnicos cuja entrada no
clube sequer deveria ter acontecido, vivemos um ano desastroso. Nem aparecemos
na fotografia do Carioca, onde vimos um time decrépito ganhar o título sem
maiores dificuldades. A Copa do Brasil não nos iludiu. Pior, nos escorraçou da
disputa pelos pés de um time fraco, a piada do Brasileiro até então. Só fizemos
insuflar o orgulho perdido por aqueles decadentes, recebendo como prêmio a
quarta derrota para um arquirrival em seis jogos em 2015. Do ponto de vista da
rivalidade é irrelevante. Continuamos a olhar para eles de cima, muito de cima,
como sempre. A começar da tabela de classificação do Brasileiro. Mesmo
contribuindo com seis pontos como lanterna para os afogados desse campeonato,
não há margem para discutir o abismo que nos separa em títulos e relevância.
Entretanto, o rubro-negro não aceita seguidas humilhações. Não consta do DNA do
Flamengo ser submetido à gozação de quem quer que seja, muito menos de quem
está moribundo faz tempo. Não temos vocação para Robin Hood.
Por
essas e outras, pelo atropelo do planejamento e pela abertura dos cofres no
momento do desespero, pelos espasmos na performance durante todo esse período
de gestão, me parece indispensável a revisão de conceitos e decisões no futebol
rubro-negro. Preocupa o fato de que as duas chapas melhor posicionadas para as
próximas eleições representam a mesma coisa. Uma é a dissidência da atual
gestão, se tratando apenas um conflito de egos. Os dissidentes não têm a menor
condição de criticar o atual mandatário por serem cúmplices nesse estado de
coisas. Um dos piores VPs de futebol da história do Flamengo é um dos
postulantes à presidência.
Não
defendo corrente política alguma no clube. Aliás, voto há quase quarenta anos
buscando o melhor para o Flamengo e já perdi de vista em quantas diferentes
plataformas e promessas acreditei. Apesar das acertadas medidas de saneamento
financeiro, o clube ainda não está autossuficiente. Mas o que me chama mais
atenção é o desacerto do futebol. Outros setores do clube vão muito bem, como o
Basquete, por exemplo. Isso indica um problema na gestão. Então, candidatos, de
volta à prancheta. Não cometam o mesmo erro que o Brasil. Reconheçam os erros,
tenham humildade e busquem a solução para o Manto Sagrado voltar a ser
respeitado como escrevemos a nossa história. Seriedade e honestidade são obrigação
de todos nós, não podem ser tratados como virtudes. O Flamengo precisa de mais
competência no comando das ações do futebol. Nossa tradição exige mais. Muito
mais.
MAGIA
NELES!
Alexandre
Fernandes

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