quinta-feira, outubro 1, 2020
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Arão sonha com título Brasileiro, Liberta e Mundial pelo Flamengo.

Willian Arão e Kleber Gladiador durante Coritiba x Flamengo – Foto: Divulgação / Coritiba

LANCE:
Ser campeão Brasileiro, da Copa Libertadores, do Mundial de Clubes, fazer gol
em final, disputar a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira, jogar Champions
League e brilhar no Campeonato Inglês. Ufa, quanta coisa! Esses são alguns dos
sonhos do volante Willian Arão, que sabe da necessidade de se dar um passo de
cada vez, seja na vida ou no futebol. O próximo trecho da caminhada é na noite
desta quarta-feira, contra o Santos, na Arena Pantanal, em Cuiabá, às 21h45.
Uma vitória coloca o Rubro-Negro no G4 e, de vez, na briga pelo título da
competição.

Em
entrevista concedida ao LANCE!, após treino no Ninho do Urubu, o camisa 5 do
Flamengo mostrou segurança nas palavras e falou abertamente sobre o passado, o
presente e o futuro. Com os pés no chão, ele curte o bom momento e vislumbra
voos mais altos.
O técnico René Simões, que trabalhou com
você no Botafogo, diz que sonhar pequeno e grande dá o mesmo trabalho.
Recentemente, você disse que não gostaria de se impor limites. Mas afinal,
quais são os seus sonhos?
Eu
tenho um monte de sonhos. Mas hoje estou aqui no Flamengo, onde meu sonho é ser
campeão Brasileiro, da Libertadores, Mundial… Sonho de fazer gol em final,
disputar Copa do Mundo com a Seleção Brasileira, jogar Champions League e
Campeonato Inglês. Mas, hoje, meu sonho é continuar jogando cada vez melhor e
conquistar títulos com o Flamengo. Mas sonho com a Seleção Brasileira. São
sonhos possíveis e vou atrás deles.
Você é um jogador versátil. Além de
volante, já atuou como meia, lateral-direito, zagueiro e meia. Isso é algo que
carrega desde sempre? Quem foi o técnico que mais lhe ajudou a ser versátil?
Por
incrível que pareça, não foi só um treinador, né? Com cada um, eu tive que
desenvolver uma função diferente. Eu sou um cara muito curioso. Então, eu
procuro ficar observando as jogadas que eles (companheiros) têm de fazer.
Quando os zagueiros estão treinando trabalho à parte, eu fico observando. Os
laterais também, meias… Isso é importante para que eu também possa aprender,
saber como joga cada um, como cada jogador gosta de se posicionar. Isso faz com
que eu tenha facilidade de aprender. Já atuei como zagueiro e lateral por causa
de situações especias. Estou bem feliz na parte central do campo.
Você já disse algumas vezes que este é o
melhor momento da sua carreira. Por que o seu futebol tem maior destaque agora?
É o
momento mais importante da minha carreira. Estou muito feliz, num clube
gigante. Estou vivendo uma grande sequência de jogos, boa. Escuto muitos
jornalistas falando sobre a possibilidade de Seleção Brasileira para mim. Isso
é uma coisa que me dá muito prazer, me deixa contente, estou no caminho certo.
No Corinthians, ganhei títulos importantes, como Libertadores e Mundial, mas é
diferente eu estar jogando e ter sequência. Tenho certeza que vamos conquistar
títulos com a camisa do Flamengo para coroar esse trabalho.
Já sente que a Seleção Brasileira é um
sonho que está cada vez mais próximo de se tornar realidade na sua vida?
Não dá
para falar em questão de estar próximo ou não, não sei o que passa na cabeça do
treinador, né? Eu sei que tenho que continuar trabalhando, evoluindo a cada
treino e a cada partida. Se eu estiver atuando melhor a cada jogo,
desenvolvendo o melhor futebol possível, obviamente que vai estar cada vez mais
próximo. Não penso lá na frente, procuro pensar no treino de amanhã, no jogo
seguinte, dia após dia.
Na transição do Muricy Ramalho para o Zé
Ricardo, você evoluiu principalmente na parte defensiva. Os números de roubada
de bola cresceram. Zé Ricardo foi um dos responsáveis? Houve mudanças nos
treinamentos?
Os
dois treinadores foram muito importantes para mim. O professor Muricy Ramalho
meu deu muita liberdade, mas ele também me obrigava a marcar muito. Nosso time
era mais ofensivo e muitas vezes quem roubava as bolas era o pessoal do ataque,
pressionando na saída de bola. Já no time do Zé Ricardo, jogamos mais atrás. O
pessoal de trás, eu e Márcio Araújo, temos um pouco mais de trabalho de marcar.
Não que os atacantes deixem de cumprir esta função, mas estamos jogando de uma
maneira diferente. Os toques que o Zé têm me dado atualmente estão ajudando
muito. Isso tem facilitado na evolução para desarmar.
O que mudou no Flamengo desde a saída do
Muricy Ramalho? Houve mudança de postura no elenco rubro-negro?
Acho
que não teve mudança de postura. Acho que não dá para abordarmos esse tema com
muita facilidade, são muitas questões envolvidas. Muitos jogadores começaram a
jogar melhor individualmente, isso faz com que o time melhore também. No primeiro
semestre, tivemos uma sequência muito maior de viagens, não sei se isso
influenciou. Agora, os jogadores começaram a render mais individualmente.
Então, o coletivo também se sobressai nas competições. Este é um dos motivos
para que estejamos jogando melhor.
Com apenas 24 anos, ouvimos você falar com
muita segurança. Com pouco tempo de Flamengo, você virou capitão do time, na
ausência de Juan e Paulo Victor. Como é virar homem tão cedo e assumir tantas
responsabilidades?
No
futebol, temos que virar homem cedo, aprende a lidar com essas pressões desde
cedo. Aprendi a lidar com muitas pessoas e personalidades cedo. Eu lembro que,
com 16 anos, no São Paulo, eu passava a semana inteira fora de casa, morava em
Cotia e estudava em outro lugar. Enquanto meus amigos brincavam, eu já tinha
responsabilidade, tinha que ganhar jogo e campeonato. É pressão, e você vai
amadurecendo. Depois fui para a Europa e para o Corinthians. Com isso, vamos
amadurecendo, são tempos de aprendizagem. No Corinthians, aprendi com Liedson,
Douglas e Danilo. Aprendi coisas muito especiais. Foram vários jogadores. Isso
fez com que eu amadurecesse mais rápido, já tenho um espírito de liderança para
falar mais aflorado. Então, eu aprendi muito com pessoas experientes e posso
colocar em prática agora.
Você deixou o São Paulo pouco antes de se
tornar jogador profissional. Considera que esta saída foi precipitada, uma vez
que havia proposta de renovação por parte do clube?
De
maneira alguma. Foi uma proposta que não me agradou, uma coisa que eu não
estava esperando. Se tivesse me agradado, talvez ainda estivesse lá. Foi algo
que não agradou. Eu achava que a proposta teria que ser diferente. Foi no
momento certo porque desencadeou tudo isso, fui para Espanha, escolhi isso e
aprendi muito lá. Depois, voltei para o Corinthians. Talvez, se eu tivesse
renovado, não seria campeão Mundial e não estaria nem no Flamengo. Então, não
foi precipitado.
Logo depois de sair do São Paulo, você foi
para o Espanyol (ESP). Como foi esta passagem por um clube europeu tão cedo?
Foi
muito boa, foram seis ou sete meses. Pude trabalhar com o Mauricio Pocchetino,
hoje técnico do Tottenham. Ele me ensinou muito em questão de posicionamento. O
futebol lá é totalmente diferente daqui. Lá guarda-se mais posição. Aprendi
muito em relação a passes e jogadas. São coisas que aprendi lá e que até hoje
carrego comigo, pensar o jogo de uma forma diferente, passar a bola de um forma
diferente. Então, foram muitas coisas que eu aprendi.
Por que deixou o clube?
Foi
uma questão mais burocrática. Eu achava que algumas coisas seriam de uma
maneira, mas foram de outra. Acabou não dando certo. Então, eu preferi voltar.
Foi uma escolha positiva porque depois eu fui para o Corinthians. Foi um tempo
valioso lá, em que aprendi muito, mas infelizmente não deu certo. Tenho certeza
que um dia posso voltar.
Falando exatamente sobre isso, você tem o
sonho de voltar à Europa? É algo que pensa para o futuro na sua carreira?
É o
sonho de todo jogador ir para a Europa e disputar uma Champions League, grandes
campeonatos. Acho que todo jogador sonha em disputar Campeonato Brasileiro,
Libertadores, Mundial, Campeonato Inglês, Espanhol e muito mais. Não vou fugir
disso, não fujo. É um sonho meu jogar na Inglaterra, uma das maiores ligas do
mundo, mas não faço nenhuma projeção. Hoje, estou aqui e sou feliz. Quero
ganhar títulos no Flamengo. Quando aparecer a oportunidade, se for o melhor
momento para poder ir, vou ficar muito feliz.
Você já teve a oportunidade de jogar no
futebol paulista e também no carioca. Pela sua experiência, dá para perceber
muita diferença entre essas praças tão próximas?
É
parecido. Mas no Rio, pelo menos no Flamengo, temos um time muito para frente.
É até um pouco estranho eu falar isso. No Botafogo, também fazíamos muitos
gols, era um time para frente, ofensivo, mesmo na Série B do Campeonato
Brasileiro. Em São Paulo, não tinha tanta cobrança neste sentido. Eu acho que
esta é uma diferença significativa. Não que lá marquem melhor, mas aqui tem
essa cobrança de jogar para frente, do time ser ofensivo. Já na Portuguesa e
também no Corinthians não tinha esse tipo de coisa.
Nos tempos de Botafogo, você era visto
passando pelos corredores com livros nas mãos. Manteve o hábito da leitura. É
possível lhe chamar de intelectual da bola?
Não
(risos). Não me considero intelectual. Gosto de ler, é verdade. Recentemente,
li o livro do Guardiola. Eu gosto de ler, são livros legais, assuntos diversos.
Isso me dá tranquilidade, principalmente nas viagens, com aeroporto e avião. É
um método que eu desenvolvo para ocupar o tempo.
Com essa cabeleira arrumada, é possível
imaginar que você seja um cara muito vaidoso. É verdade? Você se considera como
um homem vaidoso?
Acho
que sou (risos), tento me ajeitar. Tento ficar bonito para minha esposa e
também para mim mesmo. Estar bem consigo mesmo é muito importante na vida. Acho
que todo ser humano deve ser um pouco vaidoso, para se valorizar.
Por mais que sua saída do Botafogo tenha
sido conturbada, é possível dizer que você é grato ao clube de alguma maneira?
Claro.
Sou muito grato. Tenho gratidão por todos os clubes que passei, inclusive o
Botafogo. Fui muito feliz quando estive lá, contribuí dentro de campo, foi uma
troca bem bacana. As coisas que se desencadearam depois são do futebol, mas
obviamente sou grato ao Botafogo.
O que esperar deste jogo contra o Santos,
vice-líder do Campeonato Brasileiro e adversário direto do Flamengo na luta por
uma vaga no G4?
Sabemos
que é um confronto direto contra o Santos, vai ser um jogo muito importante. O
times deles é bom, leve e tem um ataque muito rápido. Mas estamos preparados.

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