Árbitro prejudica o Vasco contra Fla – o 6º desde 2010!

Por: Fla hoje

André
Rocha – A disputa que já seria tensa por toda a rivalidade histórica, valer
vaga na final do Estadual e pelo imbróglio Fla-Flu x FERJ/Eurico Miranda se
transformou numa guerra pela péssima arbitragem no aspecto disciplinar
comandada por João Batista de Arruda.
O
lance capital: Jonas, afobado e nitidamente pilhado, levantou demais o pé e
acertou violentamente o rosto de Gilberto. Imprudência, mas agressão para
cartão vermelho direto, sem necessidade de replay para constatar. Aos dez
minutos de jogo, só um cartão amarelo. Não por acaso, sete minutos depois
Vanderlei Luxemburgo trocou o volante por Everton e admitiu que foi para evitar
a punição.
Tudo a
seguir no Maracanã foi consequência. Se aquela entrada não era para expulsão,
qual seria? As mais notáveis: Cirino entrou para rachar em Guiñazu, Dagoberto
agrediu Bressan. O árbitro, pressionado e certamente informado sobre o equívoco
de não ter expulsado o rubro-negro, se intimidou, em outros lances tentou
compensar sendo menos rígido com os vascaínos. Se perdeu em dez cartões
amarelos, nenhuma expulsão.
O jogo
em si foi de fraco nível técnico. Madson foi o melhor em campo. Perfeito na
marcação e no apoio. Seguido de perto por Paulo Victor, responsável pela
manutenção do empate no período de domínio cruzmaltino que preserva a vantagem
do Flamengo para a partida decisiva.
Dentro
deste contexto de ligeira superioridade vascaína, embora o Fla também tenha
desperdiçado chances cristalinas, a não expulsão de Jonas torna-se um equívoco
que pode ajudar a definir um dos finalistas do torneio regional. Em tese, o
Vasco teria pouco mais de 80 minutos com um homem a mais. Poderia ser derrotado
em um contragolpe ou também ter um homem expulso, mas as chances de vitória
aumentariam consideravelmente.
Sem
dar voz às teorias de conspiração criadas pelos torcedores nem acusar sem
provas, o fato é que no retrospecto recente o Vasco vem sendo prejudicado
seguidamente por erros grosseiros de arbitragem nos duelos contra o Flamengo.
Desde
o toque de braço de Williams dentro da área do Fla, admitido pelo próprio
jogador, aos 42 minutos da segunda etapa da vitória rubro-negra por 2 a 1 na
semifinal da Taça Rio de 2010. Passando pelos pênaltis claros de Léo Moura
sobre Bernardo e do próprio Willians sobre Diego Souza nos dois empates pelo
Brasileiro de 2011 – que comprometeram o Vasco na disputa do título com o
Corinthians.
Até o
gol de falta de Douglas em que a bola entrou nitidamente, também sem
necessidade de replay, na vitória rubro-negra por 2 a 1 na fase
classificatória, e o impedimento de Marcio Araújo que valeu o empate em 1 a 1
na decisão e o título estadual em 2014.
(Não
disponibilizo aqui os vídeos com os lances destacados porque estes contêm
ofensas e acusações dos vascaínos nos títulos e até em imagens. Não é esta a
intenção do post. Mas não é difícil encontrar).
Lances
discutíveis acontecem em todos os clássicos e certamente o Flamengo foi
prejudicado em alguns. É importante também diferenciar o que acontece no calor
da partida e o “jogo da TV”, como bem define o nosso Paulo Calçade. O
gol de empate que valeu a 33ª conquista do Carioca no ano passado, por exemplo,
não provocou reclamações no momento, apenas com a imagem em ângulo favorável.
Só que
a equipe de arbitragem está lá para minimizar os erros. A irregularidade não
marcada deveria ter sido clara para o assistente. Valeu taça. Negou ao Vasco o
título que não vem desde 2003.
Aqui
não há espaço para clubismo ou a mínima sugestão de “esquema” ou
complô. Só não mais é possível jornalisticamente observar seis absurdos contra
um mesmo clube em clássicos entre gigantes tradicionais e populares do futebol
brasileiro nos últimos cinco anos sem pontuá-los e relacioná-los. Ainda que
envolvam escalações, momentos e diretorias diferentes.
A não
expulsão de Jonas é um equívoco que pode não ter o peso dos demais. Mas também
corre o risco de separar o Vasco de mais uma disputa de título. Se “o
respeito voltou”, cabe questionar a comissão de arbitragem da FERJ (COAF).
Mas buscando soluções, sem pressão para tentar um favorecimento no próximo
domingo.
Nem
“tudo armado”, nem “roubado é mais gostoso”. Apenas um
clássico em que se fale mais de bola, técnica, tática, emoção e menos das
polêmicas do apito. Será possível?

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