Atacantes viraram carregadores de pianos.

Everton, atacante do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

PERON
NA ARQUIBANCADA
: Por muitos anos os volantes foram sacrificados em campo.
Assim, ao longo do tempo, eles assumiram a função de proteger a zaga, realizar
coberturas dos laterais e correr dobrado para o que os jogadores habilidosos só
tivessem a função de criar. Além de tudo isso, eles ainda ficaram com a responsabilidade
de iniciar as jogadas de ataques, finalizar de média distância e ainda
despontar na área do adversário, para surpreender a marcação.

Atualmente
são os atacantes que ficam sobrecarregados. Ao avante não basta saber se
colocar, fugir dos zagueiros, finalizar bem e marcar gols. Se ele “só’ fizer
essas funções é bem provável que perca o lugar no time. Não há mais um time que
seja armado em função do seu principal atacante e mesmo se ele não balance as
redes, perca duas ou três chances claras, sua atuação será destacada se ele
correr atrás dos adversários.
No
futebol atual, em que todos os jogadores precisam participar do sistema de
marcação, os atacantes é que ficaram sobrecarregados. Nem acabou de comemorar
um gol e o artilheiro já precisa marcar a saída de bola e correr para evitar
que o zagueiro faça o lançamento. Ao jogador que atua mais avançado é
obrigatório marcar a saída de bola do adversário e até dar um carrinho perto da
bandeira de escanteio para evitar que um defensor central dê um passe para o
lateral. Falando em carrinho, não há um atacante que passe um jogo sem se jogar
no chão para tentar tirar a bola do goleiro.
Se
na saída de bola um zagueiro passa a bola para o volante, o atacante tem que
correr atrás do apoiador para evitar que o time adversário consiga passar para
o campo de ataque tocando a bola. Fora os inúmeros piques que os atacantes
precisam dar para marcar os laterais. Hoje, os atacantes marcam muito mais os
laterais do que o inverso. O tempo em os laterais marcavam os pontas já
passaram.
Cabe
também ao atacante atravessar o campo toda vez que o adversário pode cruzar a
bola na área em escanteios, faltas e laterais, para marcar os zagueiros do
rival. Hoje, o atacante precisa voltar para que o meia habilidoso fique
preservado e tenha espaço para jogar – isso aconteceu no ano passado com o
Douglas, no Grêmio, e atualmente com Guerra, no Palmeiras.
Além
de tudo isso, o atacante tem que cumprir suas funções obrigatórias de abrir
espaço para os companheiros, cair pelo lados do campo para desmontar o sistema
defensivo do adversário, trabalhar como pivô – não me venham com o papo de
“falso 9” – e ainda estar dentro da área para receber um cruzamento.
Lógico
que a marcação no futebol de hoje é fundamental, mas é bom lembrar que muitos
dos nossos volantes, com inúmeras funções em campo, se transformaram de
apoiadores em brucutus. Que o mesmo não aconteça com os atacantes, pois já
temos vários avantes que fazem bem várias funções, mas que “apenas” não sabem
finalizar.
Por: FlaHoje

MAIS LIDOS

Ribamar faz jogo horroroso e flamenguistas brincam: ”Pior que Vitinho”

A quinta-feira foi de futebol. No Rio de Janeiro, o Vasco da Gama mediu forças diante do Defensa y Justicia, em duelo válido pela...

Marí retorna de lesão e faz gol pelo Arsenal

Pablo Marí ficou alguns dias lesionado pelo Arsenal. O zagueiro que rendeu aos cofres rubro-negros cerca de 95 milhões de reais, logo que chegou...

Flamengo pede e CBF libera Natan para partidas do Brasileirão

O Flamengo solicitou nos últimos dias a CBF a liberação do seu zagueiro da base de maior potencial. O jovem Natan se destacou com...

Adeus: Fla vende jogador por R$ 20 milhões

O Flamengo está vivendo um dos momentos mais complicados do mandado de Rodolfo Landim. O Rubro-negro foi eliminado da Liberadores da América e deixou...