“Até hoje não entendo por que saí do Flamengo”, diz Daniel.

Foto: Getty Images

ESPN: Após
começar em uma escolinha em São Gonçalo e passar pelo Profut, ele foi chamado
para fazer testes no Fluminense, em 2005. Após ser aprovado, o garoto atuou por
quase sete anos no clube das Laranjeiras ao lado de outras promessas de Xerém.

“Joguei
com Kennedy, Robert, Gerson e Douglas. Fluminense era minha casa. Sinto
saudades e foi o time que abriu as portas para mim e fiz a base toda
quase”, disse o jogador, atualmente no Michigan Bucks-EUA, ao ESPN.com.br.
Logo
depois, ele foi para o Nova Iguaçu e se destacou em um Campeonato Sub-17.
“Um empresário me viu jogar e me mandou para o Flamengo, em 2013. Cheguei,
mostrei meu trabalho e assinaram contrato comigo”.
Nos
dois anos e meio de clube rubro-negro, Daniel disputou diversas competições com
jogadores como Paquetá, Vizeu e até Vinicius Jr, que era tratado como uma joia
desde aqueles tempos.
“Ele
já era diferenciado e todos percebiam que tinha enorme potencial. Só não tinha
essa mídia toda em cima dele como tem hoje em dia (risos)”.
Após
se profissionalizar, o jogador chegou a treinar por duas semanas entre os
profissionais, mas no final de 2014 veio a notícia que mudou sua carreira.
“A
saída do Flamengo foi mais por causa de empresário, tenho consciência que fiz
meu trabalho. Eu estava jogando muito bem e subindo. Do nada, eles vierem
falando que não iriam mais me aproveitar. Para mim foi uma situação que não
entendi. Até hoje não entendo porque saí do Flamengo”.
Após
sair da Gávea, ele jogou o Campeonato Carioca pela Portuguesa-RJ e depois foi
para o Thunder Bay Chill, do Canadá. A equipe disputa a Premier Development
League (PDL), a quarta liga mais importante de futebol dos Estados Unidos.
“Foi
uma experiência muito boa e importante para mim. Foi uma pessoa do Flu que
tinha contato por lá fez questão de me levar para jogar uma temporada. Vi que
não era a mesma coisa, mas superei essa situação. Estrutura do clube era muito
boa e joguei bem, fui melhor da conferência. Vida que segue”.
“É
um pais de primeiro mundo. Era uma das cidades mais frias do Canadá com
temperaturas de menos 10 graus e bem pequena. A maior dificuldade era jogar com
o frio e debaixo de neve”.
Após
retornar do Canadá, Daniel ficou dois meses desempregado antes de acertar com
Resende para o Estadual de 2017. Ao final do Carioca, ele se transferiu para o
Michigan Bucks, dos EUA, que joga a PDL.
“Agora
estou no time que venceu o ano passado a Liga. Aqui nos EUA o time é melhor e
estou muito feliz. Pretendo ficar por aqui e jogar a Major League Soccer uma
hora. Jogamos a Copa dos EUA e enfrentamos os times da MLS, foi bem bacana.
Morar aqui é maravilhoso, o time dá estrutura e apartamento muito bom. Estou
adorando”.
Apesar
disso, o jovem de 21 anos ainda sonha em mostrar que ainda pode vencer no país
onde nasceu.
“Penso
em depois jogar no Brasil e atuar em um time grande para mostrar meu trabalho e
ser reconhecido. Hoje estou aqui nos EUA, mas amanhã quem sabe não possa estar
novamente no Flamengo?”, finalizou.

Por: FlaHoje

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