sábado, setembro 19, 2020
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Bandeira de Mello descarta se candidatar novamente: “Minha família sofre até hoje”

O Flamengo realizou altos investimentos nesta temporada. Isso só foi possível, devido à reestruturação que o Rubro-Negro vem passando desde 2013, quando Eduardo Bandeira de Mello assumiu a presidência do clube carioca. Com a diminuição de dívida e o aumento de receitas, o Fla tem mais credibilidade no mercado para negociar com atletas importantes e, até mesmo, com equipes europeias.

Bandeira de Mello é apontado, por muitos, como o maior responsável pela reestruturação do Flamengo. Entretanto, ele não deve voltar à ser presidente do Rubro-Negro. Em entrevista ao blog do jornalista Jorge Nicola, no Yahoo, o ex-dirigente afirmou que não tem o interesse de se candidatar ao cargo de mandatário do clube carioca novamente.

— Não tenho essa intenção. Cumpri minha missão e fiz o melhor que pude nos seis anos em que estive lá. Desde que deixei a presidência, nem tenho participado da vida política do clube. Não tenho mais qualquer vontade, até porque minha família sofre até hoje -, disse o ex-mandatário, que justificou os motivos de tais sofrimentos:

FOTO: DIVULGAÇÃO

— Por causa de uma série de problemas. Por exemplo: tentaram me expulsar do clube, alegando que entrei na Justiça contra o Flamengo, o que não é verdade. Inclusive, isso não prosperou e acabei deixando pra lá. Mas essa tentativa de expulsão chateou demais meus filhos e meus pais, que já são velhinhos… -, finalizou o ex-presidente do Rubro-Negro.

Entenda a denúncia:

Eduardo Bandeira de Mello foi acusado sobre ter interferido na escolha das cores das chapas na última eleição presidencial, que aconteceu em dezembro de 2018. A acusação teve como argumento o fato do ex-mandatário ter, supostamente, violado etapas e ignorado o estatuto do Flamengo e o Conselho de Administração do clube ao acionar a Justiça para determinar qual chapa teria a cor azul no pleito. Caso fosse considerado culpado, o ex-presidente poderia chegar a ser expulso do quadro social.

Entretanto, em maio deste ano, o ex-mandatário do Flamengo foi absolvido pelo Conselho de Administração. Dos 89 votos, 47 foram a favor do presidente que comandou o Rubro-Negro de 2013 até 2018.

Por: Coluna do Fla

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