sexta-feira, setembro 25, 2020
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Bandeira prega união entre Flamengo e Fluminense pelo Maracanã.

Foto: Divulgação

SPORTV:
O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, garante que tem intenção
de contar com o Fluminense com o parceiro em uma possível gestão do Maracanã.
No entanto, afirma que a manutenção das mesmas vantagens que o Tricolor tem em
seu contrato com a atual concessionária seria inviável. Em entrevista ao
“Seleção SporTV”, o dirigente defendeu uma nova licitação do estádio
como a melhor solução, já que existem denúncias sobre a licitação original,
feita em 2013.

– A
gente gostaria que o Fluminense entrasse junto conosco, fosse nosso parceiro no
grupo que vai vencer, espero, a licitação, e que a gente possa definir uma
utilização do Maracanã que seja boa para as duas partes. O atual contrato do
Fluminense, agravou para a concessionária, tanto é que ela teve prejuízos
seguidos. O próprio Fluminense concordou em fazer um aditivo recentemente, o
que piorava o contrato em parte, mas dava um pouco mais de realidade ao
contrato existente. No caso do Flamengo, antes de surgir todas essas denúncias,
o Flamengo admitia fazer parte de um grupo para comprar a atual concessão. A
gente já tinha um contrato firmado, por escrito, com o Fluminense, com outras
condições. Em uma nova licitação, tudo é zerado. Mas eu acho impossível que
dois clubes da grandeza de Flamengo e Fluminense não consigam se entender para
utilizar o estádio de maneira conjunta – disse Eduardo Bandeira de Mello.
A nova
licitação, porém, ainda não foi anunciada. Se não acontecer, o atual consórcio
fechou um acordo com a empresa francesa Largardère, que assumiria o contrato já
assinado com o governo do Rio. Assim, os franceses também teriam de cumprir o
acordo entre o consórcio e o Fluminense.
Eduardo
Bandeira de Mello afirmou que a indefinição do governo do Rio atrapalha o
Flamengo, mas diz que não pretende fazer pressão por uma decisão rápida. Ao
mesmo tempo, o presidente rubro-negro diz que o clube planeja o ter seu próprio
estádio. Se a Lagardère ficar com o Maracanã, o dirigente diz que não jogará no
maior palco do Rio e que o clube da Gávea terá uma arena de grande porte.
– Isso
atrapalha muito, não é culpa nossa. Estamos aguardando uma definição sobre o
Maracanã há algum tempo. Esse processo de nova licitação chegou a ser
deflagrado há um ano, foi interrompido, se voltou para a situação da
transferência da concessão. Aí depois, por conta do parecer do Tribunal de
Contas, da ação do Ministério Público, das denúncias, se voltou agora em boa
hora a nova licitação. Estamos aguardando. Eu não gostaria de colocar um prazo.
Não seria nem simpático. O Flamengo quer colaborar. É claro que, em algum
momento, vamos ter que partir para uma solução nossa. Sei que o Fluminense
também tem projetos de estádio próprio. O tamanho, a capacidade desse estádio
próprio, vai depender da definição do Maracanã. Se nós tivermos boas condições
para utilizar o Maracanã, podemos construir um estádio pequeno, para os jogos
de menor apelo, para as categorias de base. Mas, se o Maracanã for entregue a
atravessadores, para empresas hostis, vamos lamentar e vamos partir para um
projeto de estádio de médio ou grande porte próprio do Flamengo.
Bandeira
de Mello ainda vê com bons olhos uma possível participação de Vasco e Botafogo
em uma possível gestão compartilhada do Maracanã. Mas reconhece que, com São
Januário e Nilton Santos, ficará difícil que os dois assumam uma parte das
despesas fixas.

Seria ótimo se isso pudesse acontecer. Hoje, o Botafogo e o Vasco não são
colocados como interessados na gestão do Maracanã, porque têm seus estádios
para administrar. O Vasco é proprietário de seu estádio, São Januário. E o
Botafogo é concessionário de um estádio público. Por conta disso, não são
potenciais interessados na gestão do Maracanã. Mas, para o Flamengo, quanto
mais gente participar do consórcio, melhor porque vamos poder dividir as
despesas. O Maracanã é um estádio caro, custa de R$ 30 a 40 milhões por ano só
para mantê-lo aberto. Não é uma coisa trivial. Se os outros clubes grandes do
Rio de Janeiro quisessem dividir essa conta conosco, a gente poderia rachar
essa dispesa e cada um administraria os seus jogos. Os quatro grandes do Rio
sempre usaram o Maracanã. Mas acho que é a realidade que nós temos é a
utilização mais intensiva de Flamengo e Fluminense.
O
presidente do Flamengo afirmou ainda que gostaria que todo o complexo do
Maracanã estivesse na licitação, pois assim atrairia mais parceiros. No
entanto, também estaria interessado em assumir apenas o estádio.
– A
informação que nós temos é que seria o Maracanã e o Maracanãzinho. Se fosse o
complexo global, seria mais interessante para atrair outras empresas,
investidores que queiram ser nossos parceiros. Mas, mesmo que seja só o
Maracanã, o Flamengo se interessa e temos já tudo esquematizado, estudado, há
mais de dois anos. Temos certeza de que vamos transformar em um negócio
atrativo do ponto de vista esportivo e econômico.

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