Birner vê obrigação do Flamengo de brigar pelo título do Brasileiro.

Faixa “O Brasileiro é obrigação” da torcida do Flamengo – Foto: Divulgação

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DO BIRNER: Flamengo tem que se impor

Éverton
Ribeiro, se estiver em boa forma técnica na direita, Diego por dentro e
‘alguém’ completando o trio do 4-2-3-1 que recompõe a marcação no 4-4-2 atrás
do meio de campo.
O
elenco rico do Flamengo pede essa configuração tática simples como base no
restante da temporada. Zé Ricardo tem impressionante número de opções para
agregar criatividade, ou força defensiva, ou posse de bola, de acordo com as
características dos times que enfrentar.
Vinicius
Araújo, Geuvânio, Conca, Everton, Mancuello, Berrio e Ederson, apenas para
citar algumas.
Leandro
Damião e Vizeu são alternativas, se Guerrero for ausência ou o técnico quiser
uma dupla de centroavantes em campo.
A
dupla de volante pode oferecer o equilíbrio coletivo, porque a tendência são os
atletas pelos lados apoiarem e, eventualmente, diminuírem a pegada no meio de
campo.
O
Flamengo não tem que pensar em futebol bonito. Pode conseguir, se houver
entrosamento e inspiração dos habilidosos, mas a prioridade é proteger a zaga e
os laterais.
A
tendência, mesmo sem brilhante e grande repertório de criação,  é conseguir gols em quase todos os jogos.
O time
tem que ser calculista, ao invés de impulsivo, para manter a concentração
rodada após rodada. Nos pontos corridos, a regularidade faz a técnica
prevalecer.
O calendário e as prioridades
O
clube da Gávea foi eliminado na Libertadores e, tal qual o Corinthians, pode
priorizar o Brasileirão.
O
Grêmio, outro com menos potencial que o Flamengo, talvez tome pancada dos euros
se Luan, melhor jogador da equipe com o futebol mais bonito do campeonato até o
momento, sair.
Além
disso, Renato tem colocado a Libertadores e a 
Copa do Brasil acima da maior competição nacional.
Diante
disso, é obrigação do Flamengo alcançar os mais bem classificados e entrar na
disputa pelo título. É inaceitável, do pontos de vista de quem montou elenco
tão superior, Corinthians ou Grêmio conquistar o torneio
Ainda são favoritos?
O
mesmo raciocínio é válido para Atlético e Palmeiras. Ambos e o clube da Gávea
têm os melhores elencos do país. Se não fosse pelos goleiros, afirmaria que os
cariocas são os mais fortes.
Essas
agremiações mereceram ser avaliadas como as maiores candidatas ao título. A
questão é se mantém o status inicial.
Na
maratona de 38 rodadas de pontos corridos, Grêmio e Corinthians abriram 3 ou 4
de vantagem. Dos mineiros para o Alvinegro a distância é de cinco.
O
Atlético tropeçou muito e nessa semana avaliou que é menos difícil ganhar a
Libertadores ou a Copa do Brasil. Roger deve poupar atletas antes do mata-mata,
enquanto observa a evolução do time e tenta somar pontos para ao menos
conseguir uma das vagas na edição seguinte da maior competição do continente.
O
Palmeiras crê ser possível cumprir a obrigação de encerrar o Brasileirão acima
da dupla que surpreende pelas campanhas elogiáveis. Cuca afirmou que o time
entrará na disputa.
Por
respeito aos oponentes e para não torná-los mais competitivos, editou o próprio
raciocínio, A conta do técnico é igual a do Flamengo. O resultado de potencial
do elenco mais acerto coletivo é o futebol capaz de garantir mais pontos que
somados pelos clubes menos técnicos.
O
elenco de Cuca é melhor que o do Corinthians.
Os
laterais, em especial o da esquerda, e o centroavante do Alvinegro são mais
competentes que os disponíveis para o técnico do Palmeiras. Há vários atletas
do líder atuando desde a rodada inicial em nível mais alto que o dos favoritos.
O
treinador acha que os acertos de preparação e a coesão coletiva tornarão o time
mais competente que o do discípulo de Tite.
O
raciocínio é idêntico na disputa com o de Renato.
O
calendário pode dificultar.  Se o clube
tiver sucesso na Libertadores, a lógica exequível perde força.
O
torneio nacional terminará 3 de dezembro e o continental quatro dias antes.
Elogios
apenas para as zebras
O
Corinthians continua na Copa Sul-Americana, mas se quiser tratá-la como torneio
secundário a torcida apoiará.
É
necessária longa e grande queda de rendimento para o Alvinegro perder a vaga na
Libertadores. Tal façanha, com o atual elenco, merece os aplausos que grupos de
atletas mais capazes ainda têm que conquistar. O Grêmio com um ponto a menos se
encaixa em raciocínio igual.
O amplo cenário do torneio
O
Atlético saiu da disputa. O Palmeiras quer e talvez cumpra a obrigação de
entrar. O peso para o Flamengo, porque foi eliminado na Libertadores, é um
pouco maior que o da agremiação do Allianz Parque.
A
conquista de Grêmio ou Corinthians será para enrubescer os cartolas que
montaram e os e técnicos à frente dos melhores elencos. No mata-mata é comum o
menos capaz ganhar. Nos pontos corridos os atletas se machucam, há mais
alterações e prazo para acontecerem acertos e equiparações táticas, e o
potencial individual tem que determinar o campeão.
A Ásia e a Europa
A
janela de transferência, que altera a força dos elencos, é mais confortável
para Flamengo e Palmeiras que aos protagonistas do esperado jogo de amanhã na
Arena do campeão da Copa do Brasil.
Líderes
chamam a atenção do dinheiro que manda no atual futebol e no planeta.

Por: FlaHoje

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