segunda-feira, setembro 28, 2020
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Bola de Neve.

Foto: Divulgação

PAPO DA NAÇÃO: No futebol as coisas mudam muito rápido. Um resultado negativo, um
jogo ruim. Um detalhe pode mudar a temporada ou um jogo de uma equipe que vinha
nos trilhos certos. É como uma bola de neve. Se demorarem a desmanchá-la, o
estrago causado por ela pode ser devastador. Principalmente, quando uma
Libertadores está perto da montanha.

Até o
jogo contra a Universidad Católica, o Flamengo vinha muito bem. Mesmo com a
derrota no Chile, os comandados de Zé Ricardo jogaram bem. Desde então, nos
testes pra valer a equipe teve muitas dificuldades. Três empates em três
clássicos. Dois contra um inferior do Vasco, e outro, diante dos reservas do
Fluminense. Mais do que o resultado em si, o Flamengo mostrou muito pouco em
todos esses jogos. Muito abaixo do que se esperava e muito abaixo até do que já
mostrou em 2017.
Como
foi dito, a bola de neve está crescendo. O Maracanã está em sua trajetória. Uma
derrota contra o Atlético Paranaense na quarta seria uma catástrofe quase
irreparável. Por sorte e privilégio de possuir uma das torcidas mais
apaixonadas do mundo, a tal bola de neve pode derreter com os gritos e o calor
da massa, antes mesmo de entrar no Maraca.
Isso aqui é Flamengo
Se
repetida a atmosfera da partida contra o San Lorenzo, uma coisa é quase certa:
O adversário vai ter que fazer mais do que o jogo da vida e correr muito para
arrancar pontos da gente. Não importa a escalação escolhida por Zé Ricardo. Não
importa a força do adversário. Não importa a atuação do árbitro. Bastará a
camisa do Flamengo para sairmos vitoriosos, como um dia escreveu Nelson
Rodrigues.
É o
que nos torna diferente. O poder de dar forças ao time quando o pior está por
vir. De estender a mão e evitar que o time caia no buraco na pior das
situações, com as piores equipes. O calor que derrete bolas de neve, antes que
elas destruam tudo.
Basta
lembrar a essência do que é ser Flamengo, que estava um pouco esquecida. Essa
magia e vibração que faz times fracos escaparem do inevitável rebaixamento ou
superar adversários com elencos mais fortes na briga por títulos e posições.
Fazer o que fazemos de melhor: Ser a grande força do Flamengo. Como fomos em
2001, 2005, 2007, 2009, nos anos 60, 70, 80, 90, em toda história, na partida
contra o Cruzeiro e em toda Copa do Brasil de 2013 e que estava sumida desde
então. Mas ela apareceu com toda a força no jogo contra o time do Papa.
Nós
somos o Flamengo. Se jogarmos com fé e empolgação, chegaremos lá! E vamos
superar o “trauma” da Libertadores.
SRN
Raphael
Felice

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