Botafogo ironiza críticas do Flamengo ao gramado: “Não atrapalha”

Foto: Satiro Sodré/SSPress

GLOBO
ESPORTE
: Não foram só 90 minutos. Na saída de campo, após o empate de Flamengo
e Botafogo por 0 a 0 pela quarta rodada do Brasileiro, rubro-negros criticaram
bastante o gramado do estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O mando de
campo era rubro-negro, como lembrou o botafoguense Bruno Silva, que usou o
exemplo para ironizar e lembrar que o Alvinegro nada tinha a ver com a
qualidade do gramado. Mas no tom das entrevistas de Réver e Diego ficou clara a
animosidade que tem cercado este clássico do futebol carioca.

Diego
pediu reflexão e união de clubes. E acusou o Botafogo de ter trabalhado contra
a partida no estádio da Ilha do Governador. Durante a semana, o Flamengo acabou
tendo mais dificuldades para regularizar a situação do seu novo estádio e
entregou a documentação fora do prazo para a CBF. A partida terminou mantida
para Volta Redonda.
– (A
questão) do gramado é bom para a gente repensar também. Se não me engano, o
pessoal do Botafogo acabou fazendo questão que o jogo não fosse lá na Ilha.
Quem sofre com isso somos nós jogadores. Você vê que dois jogadores do Botafogo
saíram machucados. Não sei se foi culpa 100% do gramado, mas não tenho dúvida
nenhuma que o gramado influenciou. Então tem que repensar nas decisões, no
nosso orgulho, para que o futebol brasileiro ganhe. Hoje perdeu. As equipes não
se uniram para que o jogo acontecesse num gramado em condições. Não tivemos
nenhuma condição de trabalhar como profissionais hoje. Gramado em péssimas
condições, que facilita lesão. Fico triste pelos jogadores do Botafogo porque
acredito que eles também queriam um gramado melhor. É algo para se repensar.
Espero que nós não voltemos a jogar num gramado assim porque prejudica muito –
disse Diego.
Questionado
sobre as reclamações dos rubro-negros, o meia Bruno Silva não deixou barato.
Talvez sem perceber, os dois lados hoje refletem o antagonismo entre os
dirigentes, com pouco diálogo e muita troca de farpas. Uma delas,
coincidentemente ou não, da Ilha – usada ano passado pelo Botafogo e ainda não
inaugurada pelo Flamengo.
– O
mando de campo é deles e eles estão reclamando? (Risos) Acho que o campo realmente
não estava em condições boas de jogar, mas eles que escolheram jogar aqui e não
temos nada a ver com isso. Mas não atrapalhou nada. Conseguimos jogar e não tem
que arrumar desculpa de campo, não – rebateu Bruno Silva.
Réver,
capitão do Flamengo, subiu ainda mais o tom do que Diego. Lamentou a lesão mais
grave de Airton e afirmou que não há respeito pela voz dos jogadores, que
jamais escolheriam atuar num gramado em condições ruins desta maneira.
– Um
clássico como Flamengo e Botafogo, com todo respeito ao pessoal de Volta
Redonda, é lamentável jogar num campo desse. Fica meu conforto ao Airton, mas
que esses clássicos possam ter sabor diferente. Com espetáculo melhor. Sabíamos
que poderíamos ter a Ilha, mas ficamos de mãos atadas. Ano passado o Botafogo
jogou o ano todo na Ilha e não teve nada, ninguém reclamou de nada. Este ano
com a reforma, qualidade toda, investimento, não pode jogar lá. Futebol
brasileiro está um pouco complicado. Nós falamos, mas parece que o jogador
brasileiro não tem força – desabafou Réver, que “preferiu acreditar”
que a rivalidade entre as diretorias não tenha influenciado no local da
partida.

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