sexta-feira, setembro 25, 2020
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Botafogo x Vasco é a final dos sonhos da FERJ.

André
Rocha – No penúltimo parágrafo do post sobre os erros de arbitragem que
prejudicaram o Vasco contra o Flamengo nos últimos anos, este que escreve
registrou: “A não expulsão de Jonas é um equívoco que pode não ter o peso
dos demais. Mas também corre o risco de separar o Vasco de mais uma disputa de
título. Se “o respeito voltou”, cabe questionar a comissão de
arbitragem da FERJ (COAF). Mas buscando soluções, sem pressão para tentar um
favorecimento no próximo domingo.”
Agora,
humildemente admite a ingenuidade. Não é possível esperar algo diferente de
quem age da mesma forma há mais de três décadas. Eurico Miranda pressionou com
uma nota oficial durante a semana que não cobrava um trabalho correto da
arbitragem, só dizia que o Vasco não seria prejudicado.
Acabou
beneficiado no clássico decisivo. A falta de Christiano sobre Anderson Pico no primeiro
tempo foi mais desleal que a de Jonas em Gilberto na primeira partida da
semifinal. O lateral esquerdo cruzmaltino chuta a bola e, ao ver a aproximação
do adversário, deixa o pé no alto nitidamente na maldade. Pior: pelas costas,
covardemente. Lance para vermelho direto.
Jogo
novamente fraquíssimo técnica e taticamente, muito pela “ajuda” do
árbitro Rodrigo Nunes de Sá. Qualquer choque era falta. 51 no total. Disputa
picotada, mas com receio de apresentar muitos cartões que
“pendurariam” a arbitragem.
Na
segunda etapa, o erro crucial e decisivo: Wallace não faz falta em Serginho, o
choque foi absolutamente natural dentro da área rubro-negro. Mas o apitador viu
pênalti que Gilberto converteu e resolveu a semifinal.
Há,
porém, um outro lado na vitória vascaína: a pífia apresentação coletiva do
Flamengo. Vanderlei Luxemburgo teve uma semana para preparar a equipe e o que
se viu foi mais do mesmo: time postado para os contragolpes resumidos a
chutões, e não passes longos, para Cirino. Jonas afobado, Márcio Araújo
pluripatético, errando passes de dois metros, como no lance que originou o
contra-ataque do pênalti.
Sim,
faltou Canteros, o articulador rubro-negro. Mas passar noventa minutos sem uma
jogada preparada, vivendo apenas de alguns lampejos de Everton e depois bolas
levantadas no final foi muito pouco para o time superior no papel, de melhor
campanha e com a tranqüilidade da vantagem do empate.
O
Vasco teve iniciativa para atacar no início, forçando pela direita com Madson e
Julio dos Santos e abusando das jogadas aéreas. Também inteligência e solidez
defensiva para resistir à pressão descoordenada do rival. Quando a última linha
da retaguarda foi superada, Martin Silva apareceu para salvar. Ofensivamente o
time deixa a desejar. Não fosse o pênalti e talvez, mesmo superior, não
conseguisse acabar com a invencibilidade de 11 jogos contra o arquirrival.
No
sábado, o Botafogo também teve seus méritos. René Simões deu consistência ao
meio-campo escalando Fernandes no meio ao lado de Willian Arão e trocando
Jobson por Pimpão na frente. No segundo tempo, time extenuado além do razoável.
Difícil entender o planejamento da preparação física, já que René trocou peças
para oxigenar o time, que nem viajou para enfrentar o Botafogo da Paraíba e se
arrastou nos últimos minutos – a ponto de Bill bater o seu pênalti na decisão
mancando por câimbras.
No
entanto, o Fluminense vacilou na péssima formação inicial com Vinicius como
“falso nove”. O time acostumado com uma referência na frente perdeu
todo o sincronismo do ataque sem Fred e levou um passeio até Bill marcar o
segundo em belo passe de Gilberto. Com a correção de Drubscky centralizando
Kenedy, disputa equilibrada. Mas faltou “punch”, contundência para
matar o confronto nos últimos vinte minutos da segunda etapa com o Botafogo se
arrastando. Nos pênaltis, os garotos sentiram a responsabilidade e Cavalieri
simplesmente não sabe cobrar. Renan acertou e definiu.
Porém
não há como deixar de citar a suspensão de Fred sem direito a recurso, enquanto
os jogadores de Flamengo e Vasco expulsos ainda no jogo da primeira fase sequer
foram julgados. Mais a mudança repentina no mando de campo do Botafogo para o
Engenhão e o impedimento de Fernandes no primeiro gol criam um cenário em que é
difícil falar do que aconteceu apenas no campo.
Culpa
da FERJ, que devia se posicionar como mediadora, mas escolhe lado e define
aliados e adversários, o que na prática avaliza qualquer suspeita, de qualquer
lado. O presidente Rubens Lopes deve estar sorrindo com os clubes que apóiam a
arcaica estrutura federativa na decisão do Estadual. Final dos sonhos.
A
dupla Fla-Flu tem todos os motivos para se sentir parte lesada nessa briga
política, protestar e consolidar o rompimento com a Federação. Mas, pensando no
futuro com Brasileiro e Copa do Brasil, é preciso reconhecer que falaram muito
e jogaram pouco, quase nada quando foi preciso.

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