quinta-feira, setembro 24, 2020
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Brasileirão-2015 começa com 8 técnicos já rebaixados.

UOL – A
temporada 2015 do Brasileirão 2015 começa no sábado com oito técnicos no
comando das equipes da Série A que já lideraram times que terminaram o ano
relegados para a Série B desde que a competição passou a ser disputada no
sistema de pontos corridos, em 2003.

O
Clube dos Rebaixados tem nomes como Luiz Felipe Scolari, atualmente no Grêmio,
Tite, do Corinthians, Oswaldo de Oliveira, do Palmeiras, e Ricardo Drubscky, do
Fluminense. Eles não estavam necessariamente no banco de reservas na última
partida ou naquela que selou a queda, mas participaram de parte da campanha.
Felipão,
por exemplo, comandou o Palmeiras em 24 das 38 partidas do Brasileirão de 2012,
o equivalente a 63,16% da campanha. Foi coresponsável pelo único rebaixamento
da equipe no atual formato da competição (o anterior aconteceu em 2002, com a
disputa ainda no sistema classificatório e com decisões no estilo mata-mata) ao
lado de Gilson Kleina, que dirigiu o time 13 vezes (34,21%) e Narciso, interino
por uma partida.
Tite
também teve participação na campanha do Atlético-MG em 2005. Comandou o time em
17 das então 42 rodadas do torneio, o equivalente a 40,48% do campeonato.
Oswaldo
de Oliveira foi rebaixado com o Vitória em 2004 tendo participado de 14 das 46
rodadas (30,44%).
Ricardo
Drubscky comandou o Ipatinga em 15 dos 38 jogos (39,47%) do Brasileiro de 2008.
Entrou no meio da disputa e saiu antes do final sem reverter evitar a
trajetória de queda.
Vanderlei
Luxemburgo só não faz parte desse grupo porque o tapetão da CBF (Confederação
Brasileira de Futebol) tirou pontos do Flamengo e da Portuguesa na competição
de 2013 evitando que o Fluminense, que esteve em boa parte do torneio sob suas
ordens, fosse relegado à Segundona.
Porém,
no Clube, a carterinha de sócio Premium é de Gilson Kleina, que hoje está no
Avaí. Em seu currículo figuram quatro rebaixamentos. Além da queda do Palmeiras
em ‘parceria’ com Felipão em 2012, participou das quedas de Paysandu (2005),
Paraná (2007) e Bahia (2014). Nunca comandou os times de ponta a ponta. Somando
sua participação em todas as campanhas, responde por 37,5% das súmulas
assinadas ao longo desses torneios.
Mas
ele não é o único que pode ser penta em termos de rebaixamento em 2015. Hélio
dos Anjos, do Goiás, também tem em seu extenso currículo a participação em
quatro quedas para a Série B em 12 edições do Brasileiro de pontos corridos.
A
primeira foi com o Vitória, em 2004. Depois, com o Fortaleza, em 2006. Em 2012,
caiu com o Atlético-GO e também com o Figueirense. Porém, suas participações
foram mais curtas do que as de Kleina. Somados os jogos em que comandou as
equipes rebaixadas, Hélio dos Anjos dirigiu os times relegados em 20,63% das
partidas das temporadas em que eles acabaram rumando para a Série B.
Esse
ano, ambos podem se juntar a outros três que já foram rebaixados cinco vezes.
Toninho Cecílio, que teve participação nas quedas de Fortaleza (2006), Vitória
(2010), Prudente (2010), Avaí (2011) e Criciúma (2014); Antônio Lopes, atual
supervisor do Botafogo, que caiu com o Coritiba (2005), Vasco (2008), Vitória
(2010), Atlético-PR (2011) e América-MG (2011); e Lori Sandri, que morreu em
2014, e participou dos rebaixamentos de Criciúma (2004), Guarani (2004),
Atlético-MG (2005), Paraná (2007) e América-RN (2007).
Argel
Fucks, do Figueirense, e Marquinhos Santos, do Coritiba completam a lista de
técnicos que estão na primeira divisão neste ano e já tiveram equipes
rebaixadas ao final da temporada.
Argel
caiu com o mesmo Figueirense em 2012. Comandou a equipe em 10 das 38 rodadas
(26,32%). Marquinhos Santos participou da fracassada campanha do Bahia em 2014.
Dirigiu o tricolor baiano em 12 das 38 rodadas.
O
Clube dos Rebaixados tem 112 membros. Nessa lista estão incluídos todos os
técnicos que tenham dirigido mesmo que seja apenas uma partida das equipes que
terminaram o ano relegadas para a Série B.

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