sábado, setembro 19, 2020
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Cacau Cotta e Wallim falam de Categorias de Base e Arena.

CARTAS, PROSAS E CAFÉ – Como
prometido, iniciaremos hoje uma série de três postagens com a entrevista com os
candidatos a presidente do Flamengo, para o próximo triênio 2016-2018.

Os
candidatos das três chapas foram convidados, porém, o representante da chapa
azul e atual presidente, que tenta a reeleição, Eduardo Bandeira de Mello, não
respondeu ao blog.
Hoje
as duas primeiras perguntas e as respostas dos candidatos das chapas branca e
verde, respectivamente, Cacau Cotta e Wallim Vasconcellos.
“Craque o Flamengo faz em casa”.
Essa é uma famosa expressão do CRF. Contudo, nos últimos anos, principalmente
na última década, poucos foram os jogadores criados na Gávea que despontaram
para o mundo do futebol. Houve promessas e muitos exageros. Algumas gerações
pareciam ter um futuro promissor, mas quando atingiam o profissional,
decepcionavam. Torcida exigente demais? Falsas expectativas? Lançamentos de
jogadores em momento errado? O que falta para que essa expressão seja
verdadeira novamente?
Cacau Cotta: O que
falta ao Flamengo é simples: planejamento e conhecimento de causa às pessoas
que hoje administram a base do clube. Exemplo disso é o jovem e promissor
lateral Jorge. Contrataram o Armero , que está machucado faz tempo, e não
sabiam da existência do Jorge? O garoto faz parte da parte da Seleção
Brasileira de base faz tempo. O que temos de fazer para que o Flamengo volte a
revelar craques é colocar na base ex-jogadores do Flamengo, como Julio Cesar,
Adilio para se encarregarem de supervisão da seleção dos garotos. O Flamengo
tem de voltar a centralizar a peneira na Gávea. Hoje, os garotos são
dispensados ou selecionados sem que o clube exerça um controle efetivo sobre
todo o processo. Tudo é muito pulverizado. Por isso pretendo, se eleito, nomear
uma pessoa que será o executivo da base, responsável pelo setor e a quem os
ex-jogadores vão se reportar. E cobrar metas e resultados desse executivo.
Wallim Vasconcellos: Queremos
as divisões de base comandadas por um ex-jogador com história no clube. Quem
sabe o Zico não aceita? Para mudar este quadro citado por você, faremos um
investimento maciço de R$ 8 milhões ao ano crescendo a R$ 20 milhões até 2018.
O Flamengo precisa usar as escolinhas como captação de novos valores. Não são
só um produto.
Nos últimos anos, surgiram diversas
novas arenas no Brasil. Algumas com investimento público, outras,
predominantemente, privado. Arenas essas que fizeram o clube mais forte no
ponto de vista técnico, haja vista a dificuldade que os times têm para vencer
equipes como Corinthians, Palmeiras e Grêmio em seus estádios. Além da parte
técnica, as arenas promoveram uma nova fonte de ganhos diretos e indiretos,
como publicidade, eventos, maior atrativo ao plano de sócio-torcedor e
fortalecimento da própria marca do clube. Uma arena de médio porte,
possivelmente, daria ao Flamengo todas essas “vantagens” que esses clubes
citados hoje têm. E com a força da sua torcida, o faria quase imbatível em sua
casa. Até que ponto é sonho e realidade o estádio do Flamengo? O que será feito
para, efetivamente, torná-lo realidade?
Cacau Cotta: Pouca
gente sabe, mas a Gávea chama-se estádio José Bastos Padilha, com capacidade
para 7 mil pessoas. Minha ideia é promover uma reforma, a ampliação da
capacidade do estádio para 20 mil pessoas. Venho mantendo já há algum tempo
entendimentos com um investidor, para que essa ampliação possa ser executada
ainda no primeiro ano de governo. Afora isso, entendo que há necessidade de
renegociarmos o contrato com o Consórcio Maracanã. Esse acordo é lesivo ao clube.
Nossa ideia é ampliar a capacidade de público dos setores Norte e Sul do
Maracanã, retirando as cadeiras e reservando o espaço para aqueles que
desejarem assistir aos jogos em pé.  Na
Alemanha é assim, e na Arena Grêmio também. O preço dos ingressos para esses
setores seria mais barato, um valor popular. Penso que poderíamos cobrar algo
em torno de R$ 25,00, o preço de um ingresso de cinema, no fim de semana. Se
nada disso der certo, partimos então para um projeto mais ousado, com prazo de
execução para daqui a cinco anos, que é a construção de um estádio próprio, que
é o grande sonho de todo torcedor rubro-negro. Em contrapartida podemos acenar
com o terreno do Morro da Viúva, que é super bem localizado, e que vale algo em
torno de R$ 500 milhões. Seria uma concessão, uma espécie de permuta por 50
anos, renováveis pelo mesmo período. O Flamengo não irá se desfazer do seu
patrimônio. Ele vai cedê-lo temporariamente por uma causa justa. O novo estádio
poderia ser erguido na Baixada ou na Zona Portuária. Tenho conversado com
representantes da Prefeitura de Duque de Caxias nesse sentido e penso que a
Prefeitura do Rio pode nos ajudar a conseguir o terreno na agora revitalizada
região do Porto Maravilha.
Wallim Vasconcellos: Imaginamos
três opções. A primeira, na Gávea, vai depender da mobilização com o Governo e
a sociedade. Nossa ideia é dar entrada no projeto de ampliação do atual estádio
para algo ao redor de 25 mil pessoas. Com o metrô na porta, o foco no esporte e
o tamanho reduzido do estádio, esta opção nos parece bem viável. A segunda é o
Maracanã, mas o Maracanã não é do Flamengo, é do Consórcio. Primeiro, o
Consórcio teria de devolver o Maracanã, depois, teríamos que fazer uma proposta
para o Estado. E a terceira opção é achar um terreno. Mas não achamos que tenha
que ser em lugar mais distante, como diz o Bandeira. Tem que ser em lugar
central, para atender a toda a torcida do Flamengo. Esta seria a melhor opção.
Se conseguirmos um terreno, podemos levantar um estádio para 45 mil pessoas.
Vamos trabalhar nestas três opções. O Flamengo hoje tem credibilidade. E o
sonho do estádio não está distante. Já estamos contatando pessoas do ramo para
isto.
Em
breve, a continuação da entrevista. Assuntos como sócio-torcedor e desafios do
próximo presidente estarão em pauta.

Até
lá!

Heder
Leite

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