terça-feira, setembro 29, 2020

Caiu?

Gilmar
Ferreira – Difícil opinar sobre qual a melhor decisão para um time que patina
numa competição difícil como o Campeonato Brasileiro.

O
torcedor mais equilibrado quer saber se a saída é trocar o técnico que não
consegue dar regularidade ao time ou apostar na sequência de um trabalho que
com o tempo traga o resultado esperado.
Nesta
terça-feira, trancado numa sala, debatia o tema com um destes executivos que
sonha modificar a cultura superficial que dita as normas no futebol.
E a
conclusão a que chegamos é das mais óbvias _ embora pouco respeitada: a
demissão de um treinador durante uma competição dessas deveria significar a
antecipação da preparação visando o ano seguinte, e não o remédio milagroso
para a alquimia desejada.
Por
isso, conceitualmente, sou radicalmente contra a quebra de contrato com uma
competição em curso.
Situações
que Vasco e Flamengo vivem hoje, praticamente em realidades distintas na tabela
da competição…
VASCO.
Defender
a continuidade de Celso Roth é tão difícil quanto elogiar sua contratação para
dirigir um time carente de recursos técnicos e financeiros.
Roth
tinha média de 1,45 pontos por partida (hoje tem 1,44) e seus melhores
resultados, salvo raríssimas exceções, foram obtidos com elencos praticamente
montados.
Não
é virtuoso no planejamento de elencos e quase sempre naufraga.
Mas
ele melhorou a performance do time (saiu de 0,38 pontos por jogo para 1,1) e
sua saída hoje é discutível.
O
elenco vascaíno é envelhecido, a mentalidade é arcaica, o orçamento é apertado
e não é fácil trabalhar sob as crenças e dogmas do atual presidente.
FLAMENGO.
A
situação de Cristovão Borges é parecida, mas com nuances distintas.
Vinha
de um trabalho razoável no Fluminense, com média de 1,61 pontos por jogo, mas é
outro que não tem em seu currículo bons resultados alcançados com time montados
por ele.
Cristóvão
alcançou a média de 1,79 pontos em 2011, herdando o time de PC Gusmão e Ricardo
Gomes, mas em 2012 já caiu para 1,70.
E
caiu novamente para 1,36 no Bahia.
Hoje
está em 1,52.
Como
o time do Flamengo ainda está sendo finalizado, duas perguntas se fazem
necessárias:
Ainda
há tempo para um novo treinador mostrar serviço em 2015?
Seria
hora de começar já o trabalho de preparação visando à próxima temporada?
RODADA.
Diante
dos altos e baixos da maioria dos clubes, não dá para fazer previsões.
Mas
é possível que o bom de ontem hoje seja questionado.
E o
ruim do último domingo termine a noite como um grande mestre…
É
praxe na cultura do futebol de resultados…

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