quinta-feira, outubro 1, 2020
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Calendário possível. A quem deseja modernizar…

BUTECO
DO FLAMENGO – Como combinado na semana anterior, falarei sobre calendário. Eu,
Luiz Filho, já fiz, conversei, comentei, publiquei diversas formas de
calendários. Qualquer torneio de botão faz calendários melhores e mais modernos
do que os atuais disputados no Brasil. Ontem, o assunto voltou à baila, por
conta da CBF, que tenta empurrar o problema com a barriga e barrar o progresso,
com a Liga Sul-MG-RJ ou Primeira liga. Explico desde já, que o calendário se daria
melhor com um RJ/SP do que com a liga que se apresenta, desde que estejam em
consonância.
Hoje é
impossível que ocorra, já que as federações e os clubes de RJ e SP estão em
lados opostos. O futebol Brasileiro está em frangalhos, fragmentadíssimo depois
do 7×1 e das denúncias e investigações de corrupção. Antes que descreva meu
calendário, registro que por mim, o ideal seria um campeonato Brasileiro de
Fevereiro a Novembro, jogado primordialmente aos domingos, parando em datas
Fifa e em megaeventos (Jogos Pan-Americanos, Jogos Olímpicos, Copa das
confederações e Copa do Mundo).
O
campeonato estadual é um torneio defasado e deficitário, um prejuízo para todo
mundo, grandes e pequenos. As únicas entidades que podem se dizer satisfeitas
são as federações estaduais, que colocam o dinheiro de suas altas taxas no
bolso. Não se analisa os estaduais pelo fim, porque sempre serão interessantes
com jogos decisivos e estádios cheios. No entanto, o torneio se arrasta por
todo o primeiro semestre, sendo preciso uma nova configuração de calendário.
A
diferença do calendário que tentarei propor para o atual é o favorecimento da
conexão entre as competições, além de colocar as federações estaduais em seu
devido lugar. O papel delas é de se preocupar com a prática e disseminação do
futebol, facilitar para os atletas profissionais como um todo, não apenas ficar
de “olho” no dinheiro dos grandes clubes. A redução das datas para os clubes
principais e maximização para os clubes de menor investimento garantem o
negócio futebol, profissão. Segundo levantamento do canal Sportv, apenas 100
clubes de futebol tem atividade profissional ao longo do ano, enquanto o
restante fica à espera dos campeonatos estaduais no início da temporada
seguinte. Com este novo calendário existirá atividade para pelo menos 432
clubes no total, para todo o ano.
As
equipes de menor investimento deveriam se restringir apenas aos campeonatos
estaduais, porque são equipes semiprofissionais, quase amadoras, ao menos em
sua estrutura. Os clubes mais bem qualificados e de estrutura profissionalizada
e maior, das divisões superiores do futebol nacional, participariam de um
campeonato regional, do nacional de séries C e D (caso se classifiquem) e da
Copa do Brasil, com o ano inteiro sendo movimentado e emprego para todas as
escalas da “cadeia produtiva do futebol”. O primeiro mês do ano
profissional será obrigatoriamente de pré temporada, seja em Janeiro ou em
Julho, dependendo da inversão de calendário por uma unificação ao calendário
mundial, em que apenas o Brasil e outros pequenos países jogam
Janeiro/Dezembro. As novas regras já poderiam valer para no mínimo 2017, mas o
ideal que fossem para 2016/2017 (em caso de inversão de calendário, para o
equalização com o “Europeu”).
O
melhor exemplo para esta nova redivisão dos campeonatos vem da Inglaterra, onde
equipes em divisões nacionais distintas continuam sendo rivais, e isso acaba
com tudo o que o futebol pode proporcionar em termos de organização,
arrecadação e principalmente rivalidades. O mais importante deve ser a
manutenção e a formalização da profissão no Brasil, a regionalização em
divisões inferiores, permitiria “igualdade entre os iguais”. Como o
Brasil tem extensão continental e “representação futebolística” importante em
todas as regiões, os torneios regionais seriam um modo de filtrar e aprimorar
as fórmulas de modo a organizar competições para mais clubes do que hoje é
possível, trazendo visibilidade e ordem as competições. Em vez de 27 torneios
estaduais tendo representatividade real apenas 8 ou 9, teríamos cinco regionais
com representatividade em todo o país, sem que se exclua as rivalidades
regionais, pelo contrário, em minha humilde opinião as acentuaria.
Regional
RJ/SP – Os clubes que participam das Séries A e B do campeonato Brasileiro
teriam presença garantida no regional (Hoje, Flamengo, Vasco, Fluminense,
Botafogo, Macaé, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Ponte Preta,
Bragantino, Oeste e Mogi Mirim; restando duas vagas para o RJ e uma para SP).
Regional RJ-SP com 16 clubes.
Quatro
grupos de quatro equipes que jogariam entre si (apenas turno), e os dois
melhores se classificariam para as quartas de final com jogos apenas de ida na
casa do campeão dos grupos. Na semifinal, também em jogo único, na casa do
clube de melhor campanha, o mesmo valeria para a finalíssima. Total 5 datas,
contra as 19 datas possíveis atuais. As cinco datas da competição seriam sempre
em datas de megaeventos esportivos, para que o calendário do campeonato
brasileiro não seja prejudicado. Exemplo: 2017 Copa das confederações (o Brasil
não participa desta vez), 2018 Copa do mundo, 2019 Pan-americano, 2020 jogos
olímpicos. E assim, por diante. Ou seja, sempre será “ano de
exceção”.
Estadual
A, RJ e SP – Abaixo dos clubes que participariam do regional, os Campeonatos
Estaduais, classificatórios para os regionais. O torneio seria disputado em
dois grupos com 8 equipes, em jogos de todos contra todos e fórmula similar à
do campeonato carioca de 2013, com semifinal e final de turno em jogo único. No
primeiro turno contra os times do mesmo grupo e segundo turno contra os times
do grupo oposto, terceiro turno contra times do grupo oposto e mando invertido
e quarto turno com equipes do próprio grupo e mando invertido em relação ao
primeiro turno. Quatro turnos alongando as partidas pela temporada. Os dois
primeiros de cada grupo fazem as semifinais do turno, em jogo único na casa da
equipe de melhor campanha, o mesmo valendo para as finais de turno, com gol
qualificado para equipe de melhor campanha a fase de classificação. Ao final
dos quatro turnos cada equipe teria no mínimo 30 jogos e no máximo 38, para se
saber os quatro clubes de um quadrangular final (total de 44 partidas).
Com 16
clubes, e sem os grandes, se garante muitos jogos por ano, inclusive com a
possibilidade de se “dobrar o calendário”, criando rivalidades regionais, sem
oneração dos grandes clubes. Os melhores subiriam automaticamente para o
Regional na temporada seguinte, caso não estejam nas séries A ou B do
Brasileiro, voltariam a disputar o estadual, tendo assim um calendário cheio
para o ano inteiro. Esta realidade poderia ser replicada para todos os
estaduais e regionais, com menor prejuízo para o Campeonato Brasileiro, o
principal do país.
A
realidade criada tornaria os estaduais classificatórios para os Regionais,
ordenando e profissionalizando “forçadamente” aos atuais clubes, que
hoje jogam apenas por quatro meses. Os regionais “desinchariam” os estaduais
sem sumir com rivalidades locais. Se somarmos os regionais, o Brasileiro A e B
e os estaduais, teríamos calendário anual para mais de 400 clubes. O Calendário
proposto pelo Bom Senso FC também pensa nos pequenos. É interessante.
A
“dona” do futebol nacional (CBF) é quem deveria cuidar desta modernização, os
clubes não tem como “se ajudar” com as dimensões continentais do Brasil, o
ideal seria uma liga capitaneada pelos grandes clubes. Em RJ, SP, RS e MG até
existe estrutura para uma segunda divisão estadual (nos moldes que pensei), mas
deve se observar que clubes outrora profissionais hoje são amadores, porém
teriam uma possibilidade real de profissionalização com projetos que
beneficiariam o país como um todo e a praticas do “football
association”. É preciso a modernização e a mudança do calendário para que
o negócio não morra e a realidade é que Olaria, Quissamã, Linense entram de
“férias” muito cedo, todo ano. Pensemos no todo, porque o calendário atual
morreu e desculpem, mas é futebol amador!
FLAMENGO
HIC ET UBIQUE!
Luiz
Filho

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