Camisa 10 do Flamengo vira maldição desde a saída de Adriano.

Por: Fla hoje

Foto: Alexandre Cassiano / O Globo

EXTRA
GLOBO:
A responsabilidade de vestir a camisa 10 no Flamengo, eternizada com
Zico e que fez sucesso com Petkovic, se tornou uma maldição para os últimos
contratados desde que Adriano a abandonou em 2010. O uniforme passou pelas mãos
de vários jogadores de curta duração e, agora, permanece no armário de Ederson,
já que o meia passou mais tempo no departamento médico do que em campo desde
que foi contratado, em 2015.

Quando
Adriano saiu, Pet retomou a camisa 10 e se despediu dos gramados no Brasileiro.
Depois, com a chegada de Ronaldinho Gaúcho, em janeiro de 2011, o Rubro-negro
foi campeão do Estadual do Rio e fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro
daquele ano. Mas, em 2012, o craque deixou o clube através da Justiça, quando rescindiu
o contrato e pediu R$ 40 milhões no processo. Em fevereiro do ano passado, o
meia chegou a um acordo com o Rubro-negro para receber R$ 17 milhões.
Com a
saída conturbada de Ronaldinho, o vácuo midiático da camisa 10 foi grande.
Carlos Eduardo, cria da base do Grêmio, foi resgatado da Alemanha e chegou com
destaque, até por valor considerado muito alto (salário de R$ 550 mil). No
entanto, em campo, o gaúcho não correspondeu as expectativas e foi perseguido
pela torcida. Nem mesmo o gol da vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil de
2013, contra o Cruzeiro, ajudaram a melhorar a sua imagem com os flamenguistas.
Saiu com o título, mas sem deixar saudades.
O
Flamengo iniciou novamente a busca por um meia e apostou as fichas em Lucas
Mugni. A responsabilidade de jogar pelo maior clube do Brasil e de vestir a 10
eternizada por Zico pesaram sobre o jovem argentino, que caiu no esquecimento
aos poucos. Perdeu espaços no time titular, até ser emprestado ao Newell’s Old
Boys e depois vendido.
Foi
então que as esperanças foram centralizadas em Ederson. Após três anos jogando
na Europa, um pelo Lyon e dois pelo Lazio, o meia retornou ao país com um
histórico de lesões na coxa, mas determinado a resolver o problema do Flamengo.
“No
Flamengo é preciso pedir uma autorização para o maior de todos para usar essa
camisa. E eu vou procurar usá-la e honrá-la da melhor maneira possível, dando o
meu máximo dentro de campo”, disse o meia, na época, durante sua
apresentação em julho, se referindo a Zico.
No
entanto, o azar pegou Ederson em cheio. O jogador sofreu uma lesão no ligamento
do joelho em outubro de 2015, três meses após chegar na Gávea. Após longos
meses no departamento médico, o jogador voltou aos gramados e como titular. Mas
em julho de 2016, após uma tesoura violenta de Fagner, do Corinthians, o camisa
10 teve lesão óssea e precisou ser submetido a uma artroscopia no joelho
esquerdo. Agora, se recupera e é esperado no Flamengo para a disputa da
Libertadores 2017.

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