quarta-feira, setembro 30, 2020
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Candidatos no Fla investem pouco e focam em redes sociais.

EXTRA
GLOBO – Com um passivo de R$ 697 milhões de acordo com o balanço de 2014, o
Flamengo, a cada três anos, vê homens disputarem o poder — o posto de salvador
da nação. Em novo processo eleitoral, dois candidatos de oposição tentam
destronar Eduardo Bandeira de Mello. Uma campanha que requer suor e também
muitos reais.

Wallim
Vasconcellos, Cacau Cotta e Eduardo Bandeira de Mello alegam ter feito
parcerias e contam com doações para os custos. Numa caixa preta, o trio anuncia
gastos modestos, conta com “ajuda” e diz que os correligionários fazem o
trabalho voluntário. Pessoas ouvidas pelo Jogo Extra, com participação nesse e
em outros pleitos, afirmam que os custos girarão entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão
para cada um.
De
vaquinha a doações suntuosas, Bandeira enxuga uma campanha que custaria R$ 230
mil e anuncia previsão de R$ 150 mil. Os principais financiadores são os
vice-presidentes Flávio Godinho, Plínio Serpa Pinto e o candidato a vice-geral
Maurício Gomes de Mattos. Além deles, o ex-candidato Jorge Rodriguez é um braço
forte.
— Vou
doar sim, mas não me sinto confortável em abrir o valor, por questões de
segurança — justifica Maurício, advogado renomado e ex-presidente do Conselho
de Administração.
Na
média, os atuais vice-presidentes desembolsarão R$ 20 mil, segundo a assessoria
da campanha. Bandeira tem ainda uma soma de R$ 50 dada por 150 voluntários para
garantir despesas menores até o lançamento da campanha, no dia 22. O candidato
confirma ter só R$ 100 mil contratados até o momento.
— Nem
todas agências de publicidade que trabalharão para a reeleição da chapa azul
foram contratadas — explica Flavio Godinho, indicando gastos elevados.
Wallim
também alega não ter fechado um valor, mas equipara-se a Bandeira em R$ 150 mil
previstos. Além do próprio candidato, todo o grupo dissidente vai doar dinheiro
e tempo da vida de executivo, entre eles Rodrigo Tostes e o vice Rodolfo
Landim. Nenhum quis abrir a quantia. Nem Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Uma
agência de publicidade de um apoiador da chapa fará serviço voluntário. Wallim
reclama que Bandeira está usando a máquina do clube em seu benefício.
— Tem
nos preocupado a utilização da estrutura do clube para aumentar a divulgação
deles — afirma.
Cacau
Cotta prevê R$ 80 mil para custear a campanha. E discrimina os R$ 38,5 mil
gastos até aqui. São R$ 10 mil do próprio bolso e o mesmo valor do vice Paulo
César Ribeiro, além de quantias menores de outros conselheiros.
— A
inexistência de um sistema de controle dos gastos de campanha coloca todo o
processo sob suspeição — lamenta o opositor.
Prática
comum nas eleições do Flamengo é descartada pelo trio: o apoio de empresários
de futebol que, com a vitória, adquirem o retorno do valor através de
negociações com seus jogadores.
Foco no digital e dificuldade de
transparência
Na era
da informação e da internet, o foco das campanhas dos presidenciáveis são os
sócios e torcedores nas mídias digitais. A estratégia torna ainda mais difícil
o trabalho da Comissão Eleitoral, presidida por Moisés Akerman, com auxíio de
Gil Bernardes na Assembléia Geral e Bernardo Amaral no Conselho de
Administração. Perfis em Twitter, Facebook e grupos de WhatsApp se disseminam
para apoiar e difamar candidatos.
O vice
de comunicação de Bandeira, Antonio Tabet, mantém reuniões regulares com os
chamados influenciadores digitais, torcedores com perfis populares nas redes,
em busca de apoio.
Ex-presidentes
que participaram de processos eleitorais contam que tudo mudou, especialmente o
valor gasto em campanhas, hoje mais profissionais. Porém, as quantias
divulgadas foram consideradas baixas pelo ex-presidente Hélio Ferraz.
— Acho
que é mais do que isso — disse: — Normalmente os amigos se juntavam e faziam
uma verba de campanha para camisa, impressos, envolvia mais mobilização,
telefonema, pesquisa. Os militantes já estão nas redes — explicou o
ex-presidente.
Luiz
Augusto Veloso, que comandou o clube em 1993 e 1994, torce por mais
transparência que há 20 anos:
— Era
outro mundo. Podemos evoluir na questão da transparência dos recursos — disse o
ex-dirigente.

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