sexta-feira, setembro 25, 2020
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Candidatos projetam sócio-torcedor e desafios do Flamengo.

CARTAS,
PROSAS E CAFÉ – Vamos dar continuidade à entrevista com os candidatos a
presidente do Flamengo para o triênio 2016-18. Seguem as próximas duas
perguntas feitas aos candidatos. Como dito, o candidato da chapa azul e atual
presidente do clube, não se manifestou ao convite do blog.
O Flamengo ainda possui a maior torcida do
Brasil. É maioria em grande parte dos jogos, sejam disputados no Rio ou em
qualquer canto do Brasil. É um clube continental, de fato. Apesar disso, o
Flamengo não consegue emplacar campanhas de adesão ao clube junto ao seu
torcedor. Foi assim em diversas tentativas no passado e, atualmente, vê no
programa sócio-torcedor um projeto que não engrena de fato. Outros clubes,
independente de suas forças regionais, mas longe da força nacional do
rubro-negro, conseguem manter-se no topo da lista com mais números de adeptos
ao programa. O que fazer para a maior torcida do Brasil ser a primeira em
número de sócio-torcedores? Quais as medidas para atrair novos sócios e manter
aqueles que já o são? Principalmente, no ano de 2016, quando em grande parte do
ano o Flamengo não jogará no RJ? Concorda que a marca “Flamengo” é
sub-utilizada?
Cacau Cotta: Precisamos
popularizar o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Um clube que tem 40
milhões de torcedores espalhados pelo país não pode se gabar de ter pouco mais
de 70 mil sócios seja um exemplo de programa bem sucedido, porque não é. Longe
disso. Precisamos urgentemente trabalhar para captarmos novos associados
espalhados pelo país afora. E para isso, imagino que a Caixa Econômica pode nos
ajudar muito através da capilaridade que as casas lotéricas espalhadas pelo
país proporcionam. Tem muito torcedor do Flamengo que mora fora do Rio e que
não hesitaria em ajudar o clube pagando uma mensalidade menor só pelo orgulho
de dizer que está contribuindo com o Flamengo.
Wallim Vasconcellos: O
programa de sócios-torcedores deve apoiar-se em um tripé: performance
esportiva, ídolos e estádio. Neste triênio de 2016/2018, nossa prioridade será
o futebol. Logo, os dois primeiros pontos devem contribuir de forma importante
para a evolução de nosso programa. Baixar preços simplesmente deve gerar
canibalização de produtos e queda de receita para o Flamengo. Por exemplo, quem
opera com cobrança em boletos, tem tido inadimplência de 80%! Ou seja, destrói
valor, infelizmente. Vamos criar produtos mais adequados à realidade pela qual
passamos no país, especialmente para aqueles que moram fora do Rio de Janeiro.
Criaremos um produto corporativo, seja para torcidas organizadas, seja para
grupos de torcedores de fora do Rio. Este produto corporativo será oferecido em
empresas do Brasil em formato semelhante ao de empréstimos consignados, com
preços mais acessíveis. Fica faltando o estádio, nosso sonho maior, que será,
com toda a certeza, endereçado neste próximo mandato, seja pela construção de
um novo ou outra solução que atenda a este ponto de forma rentável e viável
para o clube. Isto acontecendo, teremos a possibilidade de comercializar
propriedades de forma eventual (placas, anúncios, camarotes avulsos) bem como
em caráter permanente, com a venda de cadeiras cativas nominais.
Prejuízo técnico e financeiro com
campeonatos regionais, dívidas do passado, alto custo operacional do Maracanã,
crise econômica, etc. Muitos são os problemas que o presidente do Flamengo
enfrentará. Dentre todos, qual será o maior desafio para o próximo triênio
(2016-2018)?
Cacau Cotta: Quero
abrir a caixa-preta das finanças do Flamengo. Qual o custo para o clube a opção
em trocar a dívida pública pela privada sem que isso represente trazer dinheiro
novo?
Wallim Vasconcellos: O
maior desafio será manter as conquistas administrativas, melhorar a área social
do clube e especialmente avançar muito no futebol, tanto no que se refere ao
time em si quanto à estruturação da base. Vamos finalizar o CT George Helal e
buscar viabilizar nosso estádio.
Nos
próximos dias, publicaremos o restante da entrevista. Esportes olímpicos e
expectativa do torcedor para o próximo presidente serão os assuntos abordados.
Heder
Leite

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