terça-feira, setembro 29, 2020
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Cariocão torna-se mais irrelevante com nova fórmula.

Rodrigo
Mattos – Aprovada
nesta quinta-feira, a nova fórmula do Estadual do Rio aumenta o número de jogos
irrelevantes para os grandes times e os benefícios para as equipes pequenas. Em
compensação, os clubes de maior expressão só têm aumento de cotas de TV. Isso
ocorre em um cenário em que a dupla Fla-Flu ameaça abandonar o campeonato para
disputar a Liga Sul-Minas em briga com a Ferj (Federação do Estado do Rio).
Até
2015, as 16 equipes se enfrentavam em um turno único para decidir quem ia às
semifinais. Agora, haverá um primeiro turno com dois grupos (A e B) de oito que
jogarão um contra o outro, sem partidas dentro do próprio grupo. Daí, saem
quatro classificados de cada lado.
Como
são quatro grandes, dois em cada grupo, é bastante improvável que não passem à
fase seguinte, o que torna desinteressantes para eles essas primeiras partidas.
Na fórmula anterior, todos os jogos valiam para a classificação à semifinal,
ainda que a fase fosse longa. Com o grupo de oito classificados formado, serão
realizadas outras sete rodadas de todos contra todos até obter os quatro que
passam às semifinais.
Em
relação às condições financeiras, a Ferj tem mais dinheiro disponível por conta
de reajuste no contrato de tv da Globo. Os times grandes tiveram um aumento de
R$ 6 milhões para R$ 7 milhões em sua cota, e houve aumento da premiação ao
campeão.
Mas
foram os pequenos os maiores beneficiados. Além do reajuste de cota, eles
passam a ter isenção da taxa de 10% da Ferj sobre bilheteria, ganham R$ 15 mil
para pagamento de despesas de arbitragem, e há uma premiação de R$ 10 mil para
quem vencer. Grandes continuam a pagar todos os seus custos.
Dirigentes
de Flamengo e Fluminense estiveram na Ferj, mas não votaram no conselho
arbitral que determinou a nova fórmula e essas medidas. Vasco e Botafogo
aprovaram o novo formato. A federação entende que, com as medidas, aumenta o
investimento no campeonato e possibilita aos clubes terem times mais fortes.
Difícil
será convencer a dupla Fla-Flu que é mais interessante jogar oito partidas
irrelevantes de um turno no Estadual do que pegar fortes times do Sul e Minas
Gerais. A reunião para a competição regional ocorre nesta sexta-feira quando
serão apresentados seus planos financeiros. Quando deveria tentar atrair seus
protagonistas de volta, a Ferj e os outros times fizeram questão de esfolá-los
ainda mais.
A
questão é que a briga não será só financeira, mas política. A CBF tem o poder
de decidir se aceita a liga. Se topassem, teria de ser engolido pela Ferj. Mas
a confederação não se mostra propensa à ideia com as reclamações de federações.
Só que há em boa parte dos clubes, cada vez mais, a intenção de buscar seus
interesses e não os dos outros.

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