quarta-feira, setembro 23, 2020
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Carlos Alberto Torres: Gigante também nos Clubes.

Carlos Alberto Torres já foi treinador do Flamengo – Foto: Allsport UK/ALLSPORT

GOAL: Carlos
Alberto Torres não é considerado um dos maiores ídolos do futebol brasileiro à
toa. O lateral-direito é lembrado como um dos melhores de sua posição, e entrou
para a história em dois momentos específicos: o golaço contra a Itália, na final
da Copa do Mundo de 1970, e por ter levantado logo depois a taça Jules Rimet
para a Seleção.

Só que
o ‘Capita’ foi muito mais do que isso! A sua carreira em clubes, seja como
jogador ou treinador, também rendeu frutos inesquecíveis. Especialmente para as
torcidas de Botafogo, Santos, Flamengo, Fluminense e Cosmos. Abaixo, confira os
momentos mais vitoriosos de Carlos Alberto Torres por esses clubes.
Fluminense: idas e vindas e títulos
Revelado
na base das Laranjeiras, Carlos Alberto Torres foi daqueles jogadores que
chegam para ficar. Ainda jovem, entrou no time titular quando o consagrado Jair
Marinho – campeão mundial em 1962 – se recuperava de lesão. Um ano depois de
seu debute, foi campeão carioca em 1964 e já passou a ser considerado um dos
melhores jogadores do país.
Deixou
o Flu para jogar no Santos em 1965. Só que voltaria em 1976, já mais
experiente, para ser um dos líderes da chamada “Máquina Tricolor”. Jogando na
zaga, foi campeão carioca naquele ano. A sua última passagem vitoriosa pelas
Laranjeiras já foi como treinador, em 1984. Naquele ano, ajudou o Tricolor a
conquistar o Campeonato Carioca sobre o Flamengo de Zico.
Santos: o auge ao lado de Pelé
Em
1965, o Santos fez de tudo para ter Carlos Alberto entre as suas grandes
estrelas. A oferta foi de 200 milhões de cruzeiros, um valor recorde naquela
época. O jogador aceitou, e na Vila Belmiro viveu os seus dias mais vitoriosos
por um clube de futebol.
Carlos
Alberto deve ter até fortalecido o braço ao levantar tantos troféus. Dentre os
mais importantes, o Campeonato Paulista quatro vezes (1965, 1967, 1968, 1969 e
1973), e dois títulos brasileiros (a Taça Brasil de 1965 e o Robertão de 1968).
Deixou o Peixe em 1971, para ser emprestado ao Botafogo, mas depois voltou e
deixou a Vila Belmiro em 1975, quando já começava a sofrer lesões com mais
constância.
Botafogo: a última glória, história no
Maracanã!
Carlos
Alberto Torres se desentendeu com dirigentes do Santos em 1971, e acabou sendo
emprestado para o clube de seu coração. Entretanto, não conquistou títulos
jogando pelo Botafogo. Naquela temporada, foi destaque do clube na – até hoje
polêmica – derrota para o Fluminense na final do Campeonato Carioca. O Glorioso
queria comprar o seu passe, mas o ‘Capita’ acabou retornando à Vila Belmiro.
Já como
treinador, Carlos Alberto surpreendeu o Brasil ao levar o Botafogo ao título da
Copa Conmebol (equivalente à atual Copa Sul-Americana) em 1993. O elenco
alvinegro era completamente desacreditado, e com qualidade técnica que em nada
fazia lembrar os times mais gloriosos de General Severiano. Mas, contrariando
todos os prognósticos, o clube da Estrela Solitária bateu o Peñarol na decisão
por pênaltis. Até hoje, é o único carioca a ter conseguido ser campeão
continental dentro do Maracanã. Foi o último título de Carlos Alberto Torres no
futebol profissional.
Flamengo: final como jogador de elite,
início como técnico
Após
deixar o Fluminense, Carlos Alberto Torres foi contratado pelo Flamengo em
1977. Só que não teve sucesso como jogador: foram apenas 20 jogos disputados
antes de rumar para os Estados Unidos.
No
entanto, ao voltar da aventura no Cosmos, o ‘Capita’ já iniciou a carreira como
treinador garantindo um título brasileiro. Diante de mais de 155 mil torcedores
no Maracanã, o Flamengo treinado por Carlos Alberto Torres bateu o Santos por 3
a 0 e garantiu, pela terceira vez, o título de campeão brasileiro.
Cosmos: final feliz como jogador, estrela
reconhecida mundialmente
Depois
da passagem rápida como jogador do Flamengo, Carlos Alberto recebeu o convite
de jogar mais uma vez ao lado de Pelé. O Rei do Futebol era a grande estrela do
Cosmos, time formado para ajudar a popularizar o ‘soccer’ nos Estados Unidos.
Por lá, o ‘Capita’ fez sucesso ao lado do camisa 10 e de outros grandes craques
– como Neeskens, Beckenbauer e Chinaglia. Jogou até 1982 e conquistou quatro
títulos estadunidenses com a equipe de Nova York.
Já no
final de carreira, aproveitou a diferença técnica em relação a outros jogadores
para dar uma relaxada. Ao lado de Beckenbauer e Pelé, tinha mais tempo para se
divertir nos EUA e aparecia sempre ao lado das principais estrelas mundiais.

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