sábado, setembro 19, 2020
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Carlos Alberto Torres sofre enfarte e falece nesta terça-feira.

Arte: Globo Esporte

GLOBO
ESPORTE
: A braçadeira de capitão sempre lhe caiu bem. Porte esguio, olhar
penetrante, personalidade marcante. Não tinha jogador que não ouvisse com
atenção suas observações, seus conselhos ou, na pior das hipóteses, suas broncas.
Nem Pelé escapava, e foram muitas as vezes em que precisou até baixar a cabeça.
E foi esse grande capitão que o futebol brasileiro e o mundo perderam nesta
terça-feira, aos 72 anos. Morreu no Rio de Janeiro, vítima de enfarte
fulminante, Carlos Alberto Torres, atualmente comentarista do SporTV.. Nome e
sobrenome de craque. O homem do tricampeonato mundial em 1970, que beijou e
levantou a Taça Jules Rimet.

Seja
como lateral-direito, onde começou na base do Fluminense, seja como zagueiro,
ele sempre desfilou pelos gramados uma classe com a bola nos pés em que não
ficava para trás nem para um astro do nível de Franz Beckenbauer. Santos,
Botafogo, Flamengo e New York Cosmos tiveram em campo a sua classe. Era
reverenciado no mundo todo pelo seu passado. Depois, como treinador, o Capita,
como era carinhosamente chamado, teve como pontos altos a conquista do
Campeonato Brasileiro de 1983, pelo Flamengo, a Copa Conmebol, em 1993, pelo
Botafogo, e o Campeonato Carioca pelo Fluminense, em 1984.
Como
jogador, Carlos Alberto conquistou uma penca de títulos. No Fluminense, clube
de coração. onde começou a carreira, conquistou o Carioca em 1964, quando
estourou, e depois no seu retorno, em 1975 e 1976, com a famosa máquina montada
pelo presidente eterno Francisco Horta. No Santos de Pelé, onde viveu o auge e
atuou ao lado de craques como o próprio Rei doi Futebo, Edu e Clodoaldo,
companheiros de tricampeonato mundial, ganhou a Taça Brasil em 1965 e 1968, o
Torneio Rio-São Paulo em 1966, a Recopa Sul-Americana em 1968 e muitos
campeonatos paulistas – 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973.
Em sua
breve passagem pelo Botafogo em 1971, emprestado pelo Santos, Carlos Alberto
Torres não conquistou títulos mas teve presença marcante, atuando ao lado de
craques como Jairzinho, Paulo Cezar Caju e outros. Depois, voltou ao Peixe, até
retornar ao Fluminense, onde viveu outro grande momento em sua carreira, com a
Máquina de Rivellino, Paulo Cezar, Pintinho & Cia.
Saiu
da Máquina em 1977 para atuar no Flamengo de Zico, onde também passou em branco
mas viu começar ali aquele que seria a maior equipe rubro-negra da história.
Depois, reviu Zico, Junior, Leandro e Adílio quando os comandou na conquista do
Brasileiro de 1983.

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