Nos últimos dias uma chuva de reclamações tomaram as redes sociais após a anulação de dois gols em jogos do Flamengo. Para ambos os casos, os atletas rivais estavam impedidos, mas isso não foi o suficiente para fugir das críticas. Afinal, para alguns, o VAR deveria existir para marcar coisas a favor de seu time, e não para de fato trazer justiça.

Ironicamente, um dos clubes que mais reclamou e que mais foi traçado como “vítima” por erros de arbitragem, é na verdade o único clube na série A que teve uma decisão do VAR equivocada. Na tarde de hoje, a CBF confirmou erro do VAR em partida do Atlético-MG diante do São Paulo. Luciano, do tricolor, teve gol erroneamente anulado pelo VAR.

O gol mal anulado aconteceu quando a partida ainda estava 0 a 0, e teria impacto direto no resultado da partida.

Segundo a CBF, o saldo do VAR é extremamente positivo. Enquanto em brasileirões passados erros por impedimento aconteciam frequentemente, atualmente esses erros diminuíram consideravelmente. Uma diminuição acentuada que justifica o uso da tecnologia.

Gaciba comentou sobre o erro cometido pela arbitragem na partida do Atlético-MG:

“Fizemos uma análise desse lance. A linha realmente não é colocada. Não adianta lutar contra a imagem, não é erro da tecnologia, mas um equívoco humano da colocação da linha de impedimento. O momento do contato da bola também não é o correto. A linha não foi colocada nos locais corretos como a gente orienta”, comentou.

Marcos Braz comenta sobre assunto

Após partida diante do Vasco e da reclamação após meio corpo de Cano estar a frente da linha do último defensor, Marcos Braz também veio à público comentar sobre o VAR.

“Todo mundo resolveu falar do VAR nos nossos jogos, insinuando que está ajudando a gente. Eu enxergo por outra ótica, mas ninguém comentou ainda. Se tem usado tanto o VAR em lances do Flamengo, é porque tem tido muito erro de arbitragem contra o Flamengo. Ou não? E alguma dessas intervenções foi errada? O VAR serve para ajudar o árbitro e evitar que injustiças sejam cometidas. Precisamos discutir o uso da tecnologia sem clubismo.”, comentou Braz.

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