sábado, setembro 19, 2020
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CBF discute uso de vídeo com Fifa e Globo.

Foto: Fifa/divulgação

RODRIGO
MATTOS
: A CBF só prevê a implantação do árbitro de vídeo no Brasileiro em
agosto de 2017. Isso porque há uma série de procedimentos a serem padronizados
em modelo discutido com a Fifa e com a Globo. Entre os debates, estão as
câmeras da emissora oficial da competição a serem usadas, a preocupação com
paralisações excessivas em campo e a presença de uma tv em campo.

Uma
dúvida da confederação quando se decidiu pelo árbitro de vídeo era saber que
imagens seriam utilizadas: haveria câmeras próprias ou seriam usadas as imagens
da Globo? Decidiu-se pela segunda opção ou poderia ocorrer de os vídeos serem
contraditórios. E havia um custo maior com sistema próprio.
Com
isso, foram iniciadas conversas com a emissora oficial do Brasileiro sobre o
sistema para o árbitro de vídeo. Como a emissora tem um número diferente de
câmeras em cada jogo, só poderão ser usadas as básicas que existem em todas as
partidas da Série A. São 10 que serão ligadas diretamente no sistema da CBF. Há
jogos em que a Globo tem 23 câmeras, mas isso estabeleceria uma desigualdade em
partidas do mesmo campeonato.
Outra
preocupação é em relação a onde os árbitros terão acesso ao vídeo. Neste caso,
há uma discordância entre a CBF e a Fifa. A confederação quer que apenas um
juiz analise as imagens e repasse as informações para o que estiver em campo.
Já a Fifa defende que o árbitro de campo deve poder requisitar ver as imagens
por conta própria.
De um
lado, a Fifa quer quer o juiz tenha acesso em primeira mão ao vídeo. Do outro,
a CBF se preocupa com o tempo de paralisação de jogo que isso pode
proporcionar, além da confusão no gramado. Por exemplo, em um lance polêmico
como o do Fla-Flu, o árbitro poderia consultar o vídeo pressionado pelos dois
times.
Outra
questão é em relação a onde ficará o árbitro de vídeo. Na Holanda, foi utilizado
um sistema em que o juiz fica fora do estádio em um caminhão de transmissão. A
CBF entende que terá de ter um sistema móvel, mas ao mesmo tempo pretende
instalar equipamentos fixos nos estádios.
Até
por conta dessas discussões a confederação ainda não tem a estimativa exata
para o custo do árbitro de vídeo. O número inicial é de R$ 15 milhões, mas a
entidade entende que pode chegar a R$ 20 milhões por ano com cursos e workshops
para ensinar os juízes.

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