Ceni tenta culpar arbitragem por derrota para o Flamengo.

Rogério Ceni revoltado com golaço de Guerrero pelo Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

COSME
RIMOLI
: Enquanto Leco e Vinicius Pinotti contam o dinheiro do desmanche, o São
Paulo mergulhava na zona do rebaixamento. O enfraquecido e perdido time de
Rogério Ceni perdeu para o Flamengo por 2 a 0. Se o time carioca não recuasse
no segundo tempo, poderia ter passado mais vergonha. Já soma seis partidas sem
vitórias. No Brasileiro disputou 11 partidas, venceu três jogos, empatou dois e
chegou à sua sexta derrota. Tem aproveitamento de rebaixado, apenas 33%.

Leco e
Pinotti comemoraram os R$ 181 milhões em vendas de jogadores. Agem como
vendedores de aspiradores de pó. E não como dirigentes. Depois entregam
jogadores como Petrus, que chega sem nem sequer saber o nome do jogadores do
São Paulo, e sem o menor entrosamento, são incapazes de produzir. Esses
‘dirigentes’ expõem um clube campeão mundial ao vexame. É a mistura de
incompetência, irresponsabilidade e inconsequência. Pior do que eles, só os
omissos conselheiros que não cobram o presidente e responsável pelo futebol.
Enquanto há tempo de reverter o pior.
O
desempenho do São Paulo outra vez foi vergonhoso. O Flamengo se mostrou muito
superior. Bastasse Zé Ricardo ter mantido o time no ataque, durante o segundo
tempo, que poderia ter goleado. Mas o treinador preferiu garantir a vitória
conseguida no primeiro tempo.
Para
complicar ainda mais as coisas, o próximo jogo do time de Rogério Ceni será o
clássico contra o Santos, na Vila Belmiro.
“A
falta de confiança é nítida e a gente precisa vencer um jogo para recuperar a
confiança. Precisamos nos dedicar mais para sair dessa situação., dizia Rodrigo
Caio, sem levar em consideração a fragilidade técnica dos seus companheiros de
time.
“Nossa
equipe tem muita qualidade, mas era um jogo muito difícil. Nosso time precisa
melhorar e está trabalhando para isso. A gente tentou, lutou, mas infelizmente
perdeu mais uma vez. A gente tem muita qualidade, vi isso em minha primeira
semana”, dizia Petros, tentando convencer o repórter que o entrevistava.
Se fosse como ele diz, não ficaria tão perdido, de forma assustadora, nesta sua
estreia. Não teve com quem tocar a bola, tabelar, estava cercado por atletas
fracos, muitos deles omissos, e mal orientados taticamente.
O
Flamengo teve oito chances reais de gol, contra apenas duas do São Paulo.
Estes
números resumem a superioridade do time carioca na partida da Ilha do
Governador. Leco e Pinotti encarregaram de desequilibrar a partida que já seria
difícil. A dupla não para de vender jogadores e desfalcar o limitado elenco de
Rogério Ceni. Sabotam o trabalho do treinador e ameaçam seriamente o futuro do
clube. O time acumula fracassos este ano. Já foi eliminado do Campeonato
Paulista, da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil.
No
planejamento, a meta em 2017 era conseguir uma vaga para a Libertadores de
2018. Só que a ganância se apoderou de Leco. A previsão para este ano era o
clube conseguir R$ 60 milhões com a venda de atletas. O presidente e seu
auxiliar Pinotti já conseguiram R$ 181 milhões. E se surgirem propostos
concretas, outros jogadores sairão. Rodrigo Caio, Lucas Pratto e Cuevas estão
sendo sondados. Ou seja, tudo pode ficar ainda pior para o tenso Rogério Ceni.
Aliás,
o plano tático do São Paulo foi um desastre. Acabou dominado por sua
inexperiência. Foi arrogante taticamente. Inacreditável não apostar em um meio
de campo que nunca jogou junto, com três volantes, mas nenhum de forte
marcação. Jucilei, Wesley e Petros. Desentrosados, distantes da defesa e do
ataque. Nada conseguiam produzir. Foram mal escalados e pessimamente
distribuídos em campo. Ficaram flutuando, perdidos, enquanto o Flamengo tocava
a bola, de forma objetiva. O erro também deve ser atribuído à falta de opções
de Ceni. Os dirigentes venderam.

Ricardo foi esperto. Sabia que teria pela frente um adversário desentrosado,
pressionado, inseguro. Ele tratou de montar seu time para pressionar, buscar a
vantagem ainda no primeiro tempo. E o Flamengo, com seu 4-5-1 preencheu a
intermediária. Ficou dono da bola durante o primeiro tempo. Enquanto seu meio
de campo talentoso, com Diego e Everton Ribeiro, servia Guerrero, dava dó de
Lucas Pratto. Tinha de se virar sozinho contra a defesa flamenguista.
Nem
parecia que dois campeões mundiais se enfrentavam. Parecia o jogo de um grande
contra um pequeno. O Flamengo foi muito melhor durante todo o primeiro tempo,
quando atacou, e muito. Zé Ricardo viu Guerrero sofrer falta do perdido Petros.
E o peruano cobrou com perfeição, aos 35 minutos. Renan Ribeiro esperava a
cobrança de um canhoto, Trauco. O chute de direita do atacante flamenguista o
enganou.
O gol
não mudou o panorama da partida. O São Paulo seguia preso, com suas linhas
distantes, seus jogadores inseguros, tensos. O segundo gol flamenguista veio
seis minutos depois. Uma tabela entre Everton Ribeiro e Guerrero, no meio da
zaga são paulina, acabou com excelente passe para Diego fuzilar Renan Ribeiro,
de sem pulo. Golaço. 2 a 0.
No
intervalo, Zé Ricardo mandou seu time recuar, buscar os contragolpes. Atrair o
São Paulo para o seu campo. Foi o que aconteceu. Mas com o time de Ceni tocando
a bola com uma lentidão irritante. Com os jogadores errando passes infantis,
sem penetração. Cueva outra vez teve atuação pífia. O São Paulo não tinha
neurônios na intermediária. Os laterais Araruna e Júnior Tavares não mostravam
poder ofensivo. Estavam bem vigiados.

Ricardo obrigou o São Paulo a centralizar seus ataques. Bastou marcar forte
Lucas Pratto, o único jogador diferenciado no elenco de Ceni, e mais uma
vitória estava conquistada. O placar foi só de 2 a 0 por pura falta de ambição.
Após a
partida, as desculpas de Rogério Ceni.
Como
sempre, com voz pausada, tentando demonstrar uma falsa calma, que não convence
ninguém. A campanha pífia sobre seu comando fez o time naufragar na zona do
rebaixamento. Hoje outra vez sua equipe foi muito mal. E o que ele faz? Tentar
jogar a culpa em cima do árbitro.
“O
time vinha bem, até que o Vuaden conseguiu encontrar uma falta próximo da
grande área. Mais que isso, armou a barreira com mais de 10 metros e para quem
bateu falta a vida inteira, sabe o quanto isso é importante.” Falou uma
grande bobagem. A tevê demonstrou que a distância entre a barreira e a bola
chutada por Guerrero era de exatos nove metros. Ou seja, aquém da distância,
que é nove metros e quinze centímetros. Ceni segue sendo infeliz para explicar
seus fracassos.
Quanto
à zona de rebaixamento, Rogério Ceni não poderia ser mais óbvio. Tentou fingir
não estar preocupado. “Claro que não é bom estar na zona ou mesmo próximo
dela como estávamos. Temos 28 rodadas pela frente e temos de buscar sair dessa
situação incômoda. Eu vivi como atleta em 2013, e como torcedor em 2016 uma
situação parecida como essa, que é difícil. E trabalhar para que o São Paulo
saia dessa zona desconfortável.”
Rogério
é esperto e não quis culpar o que todos sabem no Morumbi. O desmanche.
Não
quis criticar Leco e seu fã Pinotti.
Ceni
parece viver um mundo de fantasia.

perdeu seu auxiliar inglês que não suportou o desmanche.
Considerou
puro desrespeito ao planejamento do time.
Agora
o São Paulo está na zona do rebaixamento.
E
mesmo assim, o treinador age como se tudo estivesse bem.
Com
Leco e Pinotti vendendo.
E o
novato Rogério Ceni perdido, a perspectiva é perigosa.
O São
Paulo brinca com fogo.
De 33
pontos possíveis, perdeu 22.
Para
quem alega que o Brasileiro está apenas na 11ª rodada…
Vale a
lembrança…
Quando
um clube grande cai na zona de rebaixamento é diferente.
A
pressão é muito maior.
Alguém
precisa avisar os gananciosos Leco e Pinotti.
E o
novato desavisado, Rogério Ceni…

Por: FlaHoje

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