sábado, setembro 26, 2020
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Cheirinho de Hepta (o Couto Pereira é nosso).

Arte: Divulgação

BUTECO DO FLAMENGO: Salve, Buteco! É o seguinte: estão deixando chegar… Rsrsrsrsrs.
Bom, falando sério (a alusão do hepta tem um fundo de verdade, mas por enquanto
ainda é só uma brincadeira), mesmo após o momento de mais raiva após o empate
contra o Botafogo e uma certa apreensão com a má atuação na vitória contra o
América/MG, eu contava com os três pontos em Curitiba, primeiramente porque, ao
contrário da década passada, atípica, coincidente com o pior período do nosso
futebol, nos últimos jogos o Flamengo “desvirou o fio” e voltou a
seguir o curso histórico natural e vencer o Coritiba no Couto Pereira, como
sempre ocorreu (basta pesquisar o histórico do confronto). Em segundo lugar,
porque o Flamengo disputa o G4 e o Coritiba tem um time nitidamente inferior,
seja em nível técnico (qualidade de elenco), seja em nível tático. Então, eu
contava com os três pontos mesmo e a vitória não me surpreendeu.

Apesar
de não ter sido uma apresentação brilhante (no primeiro tempo o jogo foi
simplesmente horroroso), gostei de como o Flamengo correu poucos riscos (poucos
e mais no começo do primeiro tempo) e venceu de maneira inquestionável, por
dois gols de diferença. É sem dúvida uma evolução.
Com os
pés no chão, temos que reconhecer que os dois próximos confrontos se darão
contra equipes muito mais fortes do que as duas últimas que enfrentamos. Tanto
Santos, como o Atlético/PR são equipes que lutam diretamente com o Flamengo
ainda não pelo título, mas pela presença no G4 e uma vaga na Copa Libertadores
da América/2016. Fala-se em um Santos muito desfalcado, mas em hipótese alguma
deve ser subestimado, mesmo em uma Arena Pantanal obviamente com maioria
rubro-negra: a equipe santista tem o mesmo treinador há bastante tempo, um
trabalho de base e recrutamento de jovens jogadores e/ou de menor investimento
inegavelmente eficiente e um bom elenco. Já o Furacão não tem o mesmo treinador
a tanto tempo e nem um elenco tão caro, mas trabalha com uma linha de
investimento na base e em jogadores desconhecidos de forma bastante parecida
com o Santos, embora sem a mesma capacidade de investir em alguns atletas com
maior salário.
Ambas
as equipes deverão enfrentar o Flamengo de igual para igual em confrontos de
muita marcação e velocidade. Sem a menor sombra de dúvida, serão dois testes de
fogo para o time de Zé Ricardo. Começo neste ponto a destacar alguns aspectos
que vi no time desde a partida contra o Botafogo que me preocupam para os dois
próximos confrontos.
***
Desde
as malsinadas substituições de Zé Ricardo e a forma pela qual o Botafogo
empatou a partida na Ilha do Governador foi possível notar que, sem os dois
pontas, a marcação pelo lado direito da defesa ainda não está ajustada. O
América/MG deu muitos sustos por aquele lado, tanto no primeiro, quanto no
segundo tempo da partida de segunda-feira passada, e ontem, em Curitiba, o Coxa
logo no início criou uma situação de gol perigosíssima em cima de Juan, que
está bem longe da forma do primeiro semestre.
A
verdade é que Arão e Alan Patrick não se ajustam no auxílio a Pará, que, por
sinal, vive um bom momento (sem exageros, pois será sempre um jogador
limitado), e o time cede espaços por aquele lado. Como bem me disse o meu
querido amigo Melo, o Rafael Vaz (um “achado”, né, Lula?) teve que
fazer cobertura até na lateral direita. Tal ocorreu porque o time, sem atacante
pelo lado direito e ainda sem Alan Patrick e Willian Arão se movimentando
sincronizadamente pelo setor direito ofensivo, depende do apoio de Pará, que
precisa de cobertura eficiente.
Melhorou
em relação à partida contra o Botafogo, mas está longe de ficar bom. Se não
evoluir muito até a partida contra o Santos, já nesta quarta-feira, 3.8.2016,
poderemos ter problemas sérios pelo setor direito ofensivo, pois, insisto, os
dois próximos adversários têm nível bastante superior em relação aos dois
últimos.
***
O bom
é que também temos vários aspectos muito positivos para ressaltar. Começando
pela defesa, menciono o Rafael Vaz, que (por favor, né, Zé Ricardo), jogando o
que vem jogando, não tem como sentar no banco. No português claro, é ele e mais
um, a ser escolhido entre Juan, Donatti e Réver. Zé Ricardo faria um favor a
[email protected] nós se não deixasse nome, currículo e valor de salário prevalecer nesse
momento, e sim o ótimo desempenho de Rafael Vaz, que de longe tem sido, há
tempos, o nosso melhor zagueiro, tanto na saída de bola, como no jogo aéreo.
Outro
aspecto positivo que gostaria de ressaltar é que os “gringos” vem
entrando bem e Mancuello, além de ter se esforçado na marcação, foi responsável
por mais uma ótima e decisiva assistência, que permitiu a Paolo Guerrero (em
ótima fase) abrir o placar. Cuéllar, tão pedido por boa parte da torcida,
mostrou por que tem tantos admiradores e deixou Marcelo Cirino na cara do gol
para dar números finais à partida. É evidente a qualidade que Cuéllar dá ao
meio de campo com seus passes e distribuição de jogadas.
Encerro
esse post falando de Paolo Guerrero. Será que o Melo foi profético aqui? Apesar
de ainda ter umas recaídas nos “chiliques” contra a arbitragem que
sem a menor sombra de dúvida o persegue com um esquema de “tolerância
zero” que não é aplicado a outros atletas de ponta, começa a se mostrar o
jogador decisivo que [email protected] esperávamos quando de sua contratação vindo do
Corinthians. Eu realmente espero que não se transfira para o exterior durante
as janelas que ainda estão abertas. Aliás, são as janelas que definirão quais
elencos estarão melhor preparados para o segundo turno desse campeonato e,
consequentemente, para disputa do título.
Paolo
Guerrero é, sem dúvida, uma peça-chave nessa equação.
Outra
será o mando de campo. Leia-se: Maracanã.
Dedos
cruzados…
***
E o
Diego nem estreou…
Bom
dia e SRN a [email protected]
Gustavo
Brasília

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