quinta-feira, outubro 1, 2020
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Clássicos eternos entre Grêmio x Flamengo.

VAI
QUE TÔ TE VENDO – Grêmio e Flamengo por si só tem muita história, e abrindo o
baú dos clássicos, nossa, é o que não acaba mais. No geral, em campeonatos
brasileiros são 61 partidas de 1967 até 2015, com 24 vitórias gremistas, 17
vitórias rubro-negras e 20 empates, além de 139 gols marcados, sendo 76 gols
pelo Grêmio e 63 pelo Flamengo. E o “Vai Que Tô Te Vendo” lembrará
alguns confrontos históricos desse clássico.
Grêmio 4 x 2 Flamengo – Campeonato
Brasileiro – 30 de outubro de 2011
Dia 30
de outubro de 2011, 16 horas e o Grêmio escalado pelo técnico Celso Roth com:
Victor, Mário Fernandes, Saimon (Adilson), Rafael Marques e Júlio César (Bruno
Collaço), Fernando, Gilberto Silva, Douglas e Marquinhos, Escudero e André Lima
(Miralles). O Flamengo do “professor” Luxa naquele dia foi a campo
com: Felipe, Leonardo Moura, Alex Silva, Welinton e Junior César, Airton,
Renato Abreu, Thomás (Muralha), Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho e Deivid (Diego
Maurício).
Ronaldinho
de volta ao olímpico, caixas de som, festa, estádio completamente tomado por
gremistas sedentos de amor e ódio, sentimento de traição. A maior vaia que vi
na história do futebol gaúcho foi deste senhor chamado Ronaldo de Assis
Moreira, cada toque na bola, cada movimento, cada olhar e a pressão pegando
dentro de campo. Porém, tudo conspirava para ele.  Com um escorregão digno de Rafael Marques,
Deivid abriu o placar, logo na sequência mais uma vez fulminante o 2 a 0
aconteceu com Thiago Neves aos 34 minutos da etapa inicial, um balde de água
fria naquela tarde. Mas, aos 41 minutos Mário Fernandes, o menino fujão, fez a
jogada e André Lima descontou, sendo um alento para o segundo tempo, que
prometia grandes emoções.
Na
segunda etapa o golaço, o lance lindo, com direito a caneta e tapa rasteiro no
fundo do gol. André Lima, o guerreiro imortal, logo aos 5 minutos da etapa
final colocava a igualdade no placar. E aí meu amigo, o jogou pegou fogo. O
estádio pulsava, a torcida apoiava e Douglas, ele mesmo, nosso tão querido e
contestado pança de cadela, marcou o terceiro aos 34 da etapa complementar. E
para compor o descontrole e finalizar a festa, o argentino e xodó da torcida
naquela temporada, Miralles, fecharia o caixão rubro negro aos 39 minutos da
etapa final, com um belo chute de fora da área, sem chances para Felipe. No
final, o grito de olé e a vingança realizada sobre  R10.
Grêmio 0 x 1 Flamengo – Campeonato
Brasileiro – 25 de abril de 1982
Era o
confronto entre as duas melhores equipes do país no momento. Em 80, o Flamengo
havia sido o campeão brasileiro. Em 81, levou o Carioca, a Libertadores e o
Mundial para Gávea. No mesmo ano, o Grêmio foi o campeão brasileiro.
O time
carioca passou fácil pela primeira fase. Nas quartas de final, encarou o
Santos, venceu por 2 a 1 o primeiro jogo e empatou em 1 a 1 o segundo,
garantindo vaga nas semifinais. O adversário foi o Guarani, derrotado duas
vezes: 2 a 1 e 3 a 2.
A fase
final do campeonato era decidida com jogos de ida e volta, dando o mando de
campo na segunda partida – e em uma eventual terceira- ao time de melhor
campanha. A vantagem, nesse caso, era do Grêmio.
O
primeiro jogo deu indícios de que as partidas seriam dramáticas e intensas do
início ao fim. Cheio de moral, o Flamengo levou ao Maracanã mais de 138 mil
torcedores que aos 38’ do segundo tempo levaram um susto e viram o time gaúcho
abrir o placar com Tonho. A esperança rubro-negra ressurgiu nos pés de Zico aos
42 minutos da etapa final. Após o apito final, a única certeza era de que a
decisão seria no Sul.
O
empate na segunda partida, em 0 a 0, diante de 74.238 torcedores no Olímpico
obrigou as equipes a protagonizarem um terceiro encontro. No entanto, o clima
de guerra não amenizou após o término da partida. O goleiro Emerson Leão,
declarou que o Flamengo era um time de covardes. Demonstrando insatisfação com
a declaração do goleiro tricolor, o centroavante Nunes, prometeu um gol em cima
de Emerson. Imagina o clima para a partida, enfim, decisiva.
Seguindo
as expectativas o jogo pegou fogo. Com dois minutos, Nunes e Leão se chocaram.
O goleiro gremista mandou o cotovelo no rosto do atacante rubro-negro. Por sua
vez, Nunes apontou para o rosto de Leão e prometeu: “vou fazer um gol em você,
seu babaca!”. Toda promessa é dívida. Aos 10 minutos, Zico, brilhante como
sempre, driblou meio time do Grêmio e tocou para o camisa 9 da Gávea marcar o
único gol da partida.
Era o
Flamengo se consagrando, pela segunda vez, campeão brasileiro. Em 23 jogos,
venceu 15, empatou 6 e foi derrotado em 2. Zico, sempre ele, foi o artilheiro
da competição com 21 gols.
Grêmio 2 x 0 Flamengo – Campeonato
Brasileiro – 28 de outubro de 2001
O
Grêmio que encaixava, o Grêmio que era moderno, o Grêmio que eu assisti com
emoção, o Grêmio de Tite, o Grêmio de 2001, campeão da Copa do Brasil e que
jogava um futebol moderno, compacto e que enchia os olhos de quem via.
Escalado
com Eduardo Martini, Marinho, Ânderson Polga e Mauro Galvão, Roger, Rubens
Cardoso, Pedrinho, Itaqui, Fábio de Los Santos, Luís Mário e Cláudio Pitbull.
Totalmente desfalcada a equipe de Tite, mas mesmo assim envolvente, sem nenhum
meia de origem e com vários laterais espalhados no 3-5-2 clássico, provando que
futebol é ocupação de espaço e parte tática com aquele tempero dado pela
técnica e classe de quem joga. Já o Flamengo, foi ao campo com: Júlio César,
Alessandro, Leonardo Valença, Juan e Cássio, Vampeta, Beto, Jorginho e
Petkovic, Reinaldo e Edilson.
Um
jogo com duas expulsões do lado rubro negro, um jogo com domínio tricolor, com
movimentação e intensidade, e com uma pitada de vaidade da equipe rubro negra.
Um ego do tamanho do mundo, que em campo não se encontrava contra um Grêmio
humilde, que se destacava pelo coletivo, o último Grêmio que me deu gosto de
ver. Zagallo naquela tarde disse que o Flamengo estava perdido, as expulsões
não pesaram no resultado e os gols de Luís Mário e Cláudio Pitbull zelaram o 2
a 0 e o chocolate tricolor naquele Domingo 28.10.2001. Que saudade do Grêmio do
Tite.
Flamengo 1 x 0 Grêmio – Campeonato
Brasileiro – 06 de dezembro de 2009
Se
perguntarmos para todo e qualquer rubro-negro: “Onde você estava no dia do
Hexa?”. As respostas serão variadas, mas o pelo tremor da voz, perceberemos que
a emoção será a mesma. Todos os detalhes os levarão a mesma conclusão: Foi um
título com a cara do Flamengo.
A
equipe carioca tropeçou nas primeiras rodadas do Brasileirão, além de ter sido
eliminada nas quartas de final da Copa do Brasil, pelo Internacional. Com o
acumulo de derrotas, o técnico Cuca foi demitido na 13ª rodada. Assumiu então,
Andrade, ídolo do clube. O Flamengo terminou o primeiro turno como o 10º
colocado. Porém, nem o mais otimista contava com um segundo turno tão brilhante
da equipe rubro-negra. No entanto, só pintou no G-4 na 33ª rodada, após
derrotar o Santos, por 1 a 0.
Após
vencer o Corinthians, na penúltima rodada do Brasileirão, o Rubro-Negro assumiu
o seu devido lugar: o topo do Brasil. Era o líder do campeonato e dependia de
si para se tornar hexacampeão brasileiro. Falta só um jogo, o último, e contra
o Grêmio.
No dia
06 de dezembro de 2009, quase 85 mil pessoas pintaram as arquibancadas do
Maracanã de vermelho e preto, para soltar um grito preso há 17 anos. Os
gremistas presentes queriam, tanto quanto nós, essa conquista. Já que uma
vitória do Grêmio daria o título ao seu maior rival. Enganou-se quem pensou que
seria fácil. O primeiro tempo foi tenso, principalmente pelo lado carioca. E
aos 21 da primeira etapa, o Grêmio abriu o placar com Roberson, após cobrança
de escanteio. O desespero rubro-negro vinha de fora do campo para dentro, a
torcida ainda cantava, mas desconfiada. Após oito eternos minutos, Petkovic cobrou
escanteio e o zagueiro David Braz, na sobra, bateu de primeira no canto direito
para deixar tudo igual no Maraca.
Na
volta para o segundo tempo, o Flamengo abraçado por sua torcida passou a
sufocar o Grêmio. A pressão surgiu efeito aos 24, quando, mais uma vez,
Petkovic bateu o escanteio da esquerda. O magro de aço – cujo sua vaidade é ver
o Flamengo vencer – subiu no meio da área e desviou de cabeça para o canto
esquerdo de Marcelo Grohe.
O
último apito pôs fim a uma agonia de 17 anos e 90 minutos. E lá estávamos nós,
com o Flamengo, com o nosso manto sagrado e nossa bandeira na mão, mostrando
que o Maraca era nosso e fazendo a festa.
Podem
se enganar da forma que quiserem, mas o Brasil foi seis vezes Flamengo.

Ana
Beatriz Zayat e André Soledar  

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