Coé, camisa 10!

Foto: Divulgação

BOTECO
DO FLA
: Por Sorin

Chega
ao fim mais uma novela de contratação. Éverton Ribeiro é do Flamengo por quatro
anos. Já encaminhada faz tempo, e tida como mais que certa nas últimas semanas,
o desfecho ainda teve tom de (falso) suspense por conta de especulações um
tanto quanto amalucadas de que o jogador, no derradeiro capítulo, acabaria
parando em outro clube.
Ainda
tem reforço sendo negociado. Rodolpho e Geuvânio podem pintar a qualquer
momento como outros novos contratados.
Quem
deve estar rindo à toa, fora a Nação, é a nossa camisa 10. Mal acostumada na
década de 80, quando foi mimada por Zico, maior ídolo do clube e que honrou e
muito o Manto tanto em campo como fora dele, já passou por uns momentos de
baixa que é melhor a gente nem lembrar. Não vou citar nomes negativos porque
seria deselegância. Ok… A mesma teve seus momentos de lá pra cá. Adriano,
Pet, Ronaldinho, mas… Bem… Vocês sabem do que estou falando.
Diego,
Conca, Ederson, Éverton Ribeiro. Hoje o Manto símbolo de qualidade pode
escolher sem medo de errar com quem quer entrar em campo. A gente fica só
lembrando da frase do Kalil, ex-presidente do Galo: “Estão acertando o
Flamengo, e quando acertar o Flamengo acabou o futebol brasileiro”.
De
parabéns a diretoria e, modestamente, também as minhas impressões iniciais
desde lá no começo, quando ainda da campanha eleitoral que marcou o advento peculiar
de divisões da torcida rubro-negra defendendo cores como o azul, o verde e o
amarelo. Desde o primeiro momento eu proferi que o mundo azul não poderia ser
tão cor-de-rosa quanto estavam pintando, que a política de acerto de finanças
seria fundamental para o futuro do Flamengo e que, um dia… Um dia… E ele
está chegando, o dinheiro seria tanto, que nem querendo o povo ia conseguir
fazer lambança. O fim do caminho se desenha promissor, ainda que o trajeto
pudesse ter sido traçado com bem menos sustos e riscos não fosse a soberba
inicial, apesar do conhecimento meio assim, assim no que diz respeito ao
Futebol do clube.
Festa
da Nação nas redes sociais. Bom pra contrabalançar um pouco 90% dos dias por
lá, compostos de muita, muita reclamação. Tanto das justas como das injustas.
Pra se ter ideia teve gente conseguindo mimimizar até a escolha da figuraça
“Coé” para fazer o anúncio oficial. Teve um arrastador de correntes que mandou
o seguinte: 

“O Flamengo precisa ‘descarioquizar’ um bocado sua comunicação – de
vídeos institucionais a esta bizarrice aqui”. Como nem tudo está perdido, foi
prontamente apedrejado virtualmente por um bom número de outros rubro-negros.

Teve
também quem reclamasse da possibilidade de mais uma Aerofla, talvez atrapalhada
pela proximidade entre a divulgação e o desembarque do Éverton no Rio. A
manifestação divide opinião na torcida. Confesso que minha preguiça nunca me
deixou participar, apesar da proximidade da minha casa e do Santos Dumont, mas
as imagens sempre são muito bacanas. Acho uma festa legítima e que, além de não
atrapalhar nada como defendem alguns mimimizentos, ainda tem a vantagem intrínseca
de irritar a arcoirizada, o que por si só já a credencia como válida.
Mais
um no elenco a puxar as ações do time para o ataque. Os tais três volantes,
usados por vezes bem e na maioria das vezes com um excesso de cautela que acaba
atrapalhando o bom andamento do treco, cada vez mais vão perder espaço dentre
as opções. Feliz é o Zé Ricardo. Se não vai por escolha própria, a diretoria
vai acabar mudando a cabeça dele na marra, através de qualidade inquestionável
em alguns dos nomes que vão chegando.
Coé,
Nação.

Isso
aqui é Flamengo.

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