sábado, setembro 19, 2020
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Com Damião, temos 3 atacantes… Eu não gosto de nenhum.

Foto: Reprodução

ESPN FC: Por
Marcos Almeida

“Damião
no Santos viveu uma fase técnica tão deprimente que me causou a suspeita de que
não se tratava de uma ‘fase’ (as passagens por Cruzeiro e Betis, e o 2013 dele
no Internacional endossam a tese). Era um jogador sem recursos inclusive quando
finalizava as jogadas, quesito em que um centroavante deveria ser bom.
Fundamentos como domínio de bola, condução e passe inexistiam. Por fim,
mostrou-se um sujeito lunático. Mesmo no auge do pior momento no Peixe, recebia
bolas rasteiras e tentava ajeitá-las para virar uma bicicleta (!); e teve a vez
em que puxou a própria camisa para induzir o árbitro a marcar pênalti (!!).
Foram 11 gols, cinco no supercompetitivo Campeonato Paulista (só um fora de
casa e só um no mata-mata, disputado contra Ponte Preta, Penapolense e Ituano);
seis no Brasileiro (todos em casa, dois quando o Santos só cumpria tabela) e
zero na Copa do Brasil (um jogo contra Princesa do Solimões, um contra
Londrina, um contra Grêmio e um contra Botafogo).”
Foi
essa a resposta que recebi de Fernando Arbex – grande amigo e grande santista –
ao pedir que escrevesse um parágrafo sobre Leandro Damião.
Não
tenho amigo cruzeirense tão próximo (o mais chegado está de férias), então
recorro à memória e aos números. No Cruzeiro, Damião foi melhor. Artilheiro do
time em 2015, chegou arrebentando no Mineiro, marcando na Libertadores… Aí
veio o Brasileiro. 4 gols em 23 jogos. Dois na 7ª rodada, contra o fraquíssimo
Vasco do primeiro turno. Só voltou a marcar 4 meses e meio depois, quando foi
decisivo no empate com o Avaí e na vitória sobre o São Paulo. Um primeiro
semestre bom, um segundo péssimo.
Após
temporada de férias na Espanha, ele chega ao Flamengo. Apresenta-se na Gávea
para vestir a camisa 18 (ou 1+8), inspirado em Iván Zamorano e Obina melhor que
Eto’o. Embarca em uma nova jornada para tentar suprir a carência rubro-negra de
gols e acabar com o status que carrega, nos últimos 3 anos: O status de Leandro
Damião.
Leandro
Damião tem sido sinônimo de passado e futuro; jamais de presente. Olha-se para
o brilhante começo no Inter e fica-se à espera da concretização da “eterna
promessa”, aquele que era pra ser dos melhores atacantes do mundo hoje.
Que
encontre esse presente. Não será o centroavante que encantou e não pode ser o
que foi desde que deixou o Internacional. O Damião dos últimos 3 anos é menos
útil que Rafael Vaz, quando improvisado no ataque. Na apresentação, o novo
camisa 18 citou Hernane. Se jogar parecido com o Brocador – alternando gols
precisos com patacoadas – estará de bom tamanho.
Por
enquanto, chega para a reserva imediata de Guerrero. O peruano não convence,
tem mais cartões do que gols pelo Mengo. Para a infelicidade geral da Nação,
ainda assim é nosso melhor atacante. Controla a bola e participa do jogo bem
mais que Felipe Vizeu. O garoto teve sua grande partida do ano no último
domingo, e isso conta a Copinha também. Diante do Atlético-MG, foi um jogador
que ainda não havíamos visto no profissional.
Vizeu
foi artilheiro do time campeão de um torneio com 112 clubes e mais de 2500
atletas. Unicamente por isso foi eleito o melhor jogador da Copa São Paulo.
Dentre o elenco do Flamengo, esteve atrás de Ronaldo e Thiago Ennes no mínimo.
Na decisão, não cobrou pênalti – e olha que foram 6!
Não
significa que seja uma catástrofe, nem um diamante bruto. Se insistirmos na
ideia de que ele já é do nível de Guerrero, pode acabar como um Fabiano
Oliveira, Paulo Sérgio ou Bruno Mezenga. Se lhe dermos tempo para amadurecer,
quem sabe possa se tornar um novo Kayke.
Ao
menos, agora Vizeu, Guerrero e Damião têm um treinador oficialmente. Zé Ricardo
foi efetivado. No final das contas, a grande notícia da quinta-feira, na Gávea,
foi essa.

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