terça-feira, setembro 22, 2020
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Com gol impedido, Botafogo bate o Flu e vai a final.

ESPN –
A primeira vaga na decisão do Campeonato Carioca foi decidida nos pênaltis. E
com enorme igualdade, com 22 cobranças. 
Após vencer por 2 a 1 no tempo regulamentar, com gols de Bill e Pimpão
(Jean descontou), mesmo resultado do primeiro jogo, o Glorioso venceu também
nos pênaltis, por 9 a 8. Agora, a equipe aguarda o vencedor do confronto entre
Flamengo e Vasco para conhecer o seu adversário na grande final.

A
partida foi bastante dividida, com um time melhor em cada tempo. Se no primeiro
o Glorioso conseguiu traduzir sua vantagem técnica em gols, no segundo, o
Tricolor sentiu a falta de seu artilheiro e referência na grande área, Fred,
suspenso. Sem ele, não havia ninguém para anotar mais um e empatar a partida.
Nos
pênaltis, Kenedy iniciou perdendo a primeira cobrança para o Flu, mas Marcelo
Mattos também perdeu para o Bota. Depois, Gerson parou em Renan. Mas Cavalieri
pegou o último da série, de Diego Giaretta, e levou a decisão para as cobranças
alternadas.
O jogo
A
partida começou e no primeiro lance, Elvis bateu forte em dividida, sentiu a
coxa e saiu. Em seu lugar entrou Gegê. Em belo lançamento, aos 5, Marcelo
Mattos, Bill ganhou da zaga e Pimpão, impedido, encobriu Cavalieri. Na boca do
gol, Fernandes só teve o trabalho de tocar, sozinho, para abrir o placar.
Apático,
o Fluminense se mostrava confuso meio pra frente. A ausência de Fred fazia com
que Kenedy e Vinicius se alternassem como centroavante, sem muita eficiência.
Wagner e Gerson, perdidos mudavam de posição a esmo e o Tricolor nada produziu
no começo de jogo.
O
Botafogo, em contraste, era muito vibrante. Após o primeiro gol, a equipe
ganhou confiança e se aproveitou das falhas da defesa tricolor. Aos 15, Bill
quase marcou, mas furou toque de letra em cruzamento de Pimpão. O atacante
alvinegro, que ganhou a vaga de Jobson para o clássico, inclusive, levava a
defesa tricolor à loucura. Aos 20, ele quase marcou gol de placa ao emendar
cruzamento com um lindo voleio, que passou sob o gol de Cavalieri.
Muito
mal, a defesa tricolor vacilou mais uma vez aos 22. Gilberto enfiou a bola como
quis no meio da zaga, Bill ganhou na velocidade e no rebote do próprio chute,
ampliou para levar o Engenhão ao êxtase. 
Aos 25, Pimpão deu drible de pelada em Wellington Silva e quase marcou
mais um. O Tricolor só acordou aos 27, quando Gum acertou o travessão em
cabeçada após cobrança de falta de Vinícius. 
O lance esfriou o ímpeto alvinegro e o Fluminense manteve maior posse da
bola nos dez minutos finais.
Até
que aos 44, Willian Arão entregou a bola de bandeja para Wagner, que achou
Kenedy, em arrancada impressionante em diagonal. O garoto tricolor chegou antes
de Renan, que saiu atabalhoado, adiantou a bola e sofreu pênalti. Na cobrança,
Jean deslocou Renan para diminuir.
Na
volta do intervalo, Drubscky colocou o garoto Robert na vaga de Wagner, perdido
em campo. No começo, o Flu foi melhor e aos 3, Kenedy perdeu chance incrível
batendo de perna direita. Depois, aos 7, Giovanni tabelou com Gerson e bateu
cruzado com perigo. As subidas pela esquerda eram o forte do Tricolor e René
Simões logo tratou de consertar. Após Fernandes levar a pior em dividida no
alto e abrir o superícilo, o treinador colocou o lateral Luís Ricardo aberto
pela direita.
As
duas equipes passaram a se respeitar mais. Do lado do Botafogo, Willian Arão
experimentou de fora e levou perigo a Diego Cavalieri, aos 13. Aos 17, Edson
respondeu para o Fluminense, tirando tinta da trave de Renan, que fez golpe de
vista. Aos 20, Jean roubou a bola e Kenedy, precipitado, bateu de fora da área
por cima do gol.
Na
parada técnica, Pimpão, cansado, deu lugar a Jobson no Botafogo e Renato entrou
no lugar de Giovani, deslocando Wellington Silva para a lateral esquerda. Logo
no primeiro lance, o atacante invadiu a área pela direita e obrigou Cavalieri a
fazer defesa espetacular. O Fluminense respondeu aos 32, quando Gum, de novo,
apareceu no meio da zaga para desviar cruzamento de Kenedy e acertar o travessão,
com Renan completamente vendido.
Os
minutos finais, com as duas equipes muito cansadas, foi um verdadeiro festival
de erros de passe e jogadas erradas. Os alvinegros, que queimaram mais cedo as
três substituições, sofreram com cãimbras. Bill, Carleto e Marcelo Mattos eram
os mais cansados. No Flu, Gerson mancava muito. Aos 46, Wellington Silva, de
peixinho, parou em Renan.

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