sábado, setembro 26, 2020
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Como o Fla usou a juventude para vencer o Volta Redonda?

A base vem como? Voando! Pelo menos, essa foi a primeira impressão da garotada do Flamengo no Campeonato Carioca. Em menos de duas semanas de trabalho, Paulo Cesar Carpegiani conseguiu colocar em campo uma equipe bem arrumada para vencer o Volta Redonda por 2 a 0, no Raulino de Oliveira, nesta quarta, e largar na frente no Grupo B da Taça Guanabara.
A atuação da garotada fez valer a máxima de que o coletivo permite os destaques individuais. A juventude da equipe com média de idade de 20 anos foi transformada em intensidade desde o minuto inicial, o que deixou o Voltaço atônito. Mais do que o resultado, o torcedor rubro-negro viu um goleiro seguro, um Patrick impecável na zaga, Jean Lucas e Ronaldo, cada um ao seu estilo, ditando o ritmo no meio-campo, e Lucas Silva inquieto na frente.
Confira o que mais chamou a atenção em cada um dos garotos do Ninho, que garantiram a primeira vitória de um grande neste carioca:
Gabriel – Muita segurança, seja na saída do gol ou em situações em que foi exigido. Teve recurso quando se viu pressionado em bola recuada por Patrick e impediu gol em lance cara a cara com Dija Baiano. Não se privou também de orientar a defesa na saída de bola.
Klebinho – Um dos mais experientes por tempo no elenco profissional e passagens por seleções de base, pareceu mais preocupado em não dar espaços defensivos do que subir ao ataque. Em rara aparição, deu bom chute no início do jogo. Com Lucas Silva e Jean Lucas avançando pelo setor, teve uma postura mais precavida.
Matheus Dantas – Entrou nos minutos finais, com o jogo resolvido, e pouco tocou na bola.

Lucas Silva comemora o primeiro gol. Garotada deu conta do recado (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Lucas Silva comemora o primeiro gol. Garotada deu conta do recado (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Thuler – Simplificou o máximo possível as jogadas. Com menos recurso que o companheiro de zaga, não teve vergonha de recorrer a passes para o lado e não precipitar a saída de bola.
Patrick – Bem no combate direto, bem na saída de bola. Mostrou maturidade mesmo em situações de pressão. Arriscou mais passes verticais para levar o time ao ataque do que Thuler.
Ramon – Estreando entre os profissionais com somente 16 anos, 10 meses e quatro dias, foi discreto. O Voltaço apostou em jogadas pelo seu setor para levar perigo ao ataque. Foi esperto ao tentar antecipações para roubadas de bola, mas em uma delas perdeu o tempo e permitiu jogada perigosa.
Jonas – Talvez por ser o mais experiente do time, optou mais por dar segurança do que aparecer. Quase sempre era quem ia buscar a bola com os zagueiros para ligar a Ronaldo ou Jean Lucas. Quando teve brecha, avançou para arriscar chutes de fora da área. Mas se preocupou mais com a parte defensiva do que em se destacar com a bola nos pés.
Ronaldo – Mesmo discreto, consegue chamar a atenção tanto nos desarmes quando com a bola nos pés. De toque de bola vertical, liga a defesa ao ataque com velocidade. Mostrou que pode ser útil na temporada.
Pepê – Pouco participativo, pareceu tímido no primeiro tempo e teve mais oportunidades nas bolas paradas. Logo no início da etapa final, porém, mostrou o cartão de visitas com um golaço em contra-ataque iniciado por ele ainda na saída da área de defesa.
Hugo Moura – Capitão do time que está nas quartas de final da Copinha, chegou de São Paulo terça, jogou quarta e volta para encarar o Avaí sexta. Apesar da correria e do pouco tempo em campo, conseguiu aparecer no ataque em finalização para fora e protagonizou lindo lance com três chapéus em sequência.
Jean Lucas – Cabeça erguida, passada larga e camisa para dentro do calção. Se destaca pelo estilo e personalidade. É mais da condução de bola, o que faz um contraponto interessante ao estilo de Ronaldo. Boa movimentação pelo setor de meio-campo e arrancadas que mostraram o potencial tão badalado na base.
Jajá – Um dos jogadores mais antigos entre os profissionais, volta de empréstimo ao Ceará pouco prestigiado. Depois de treinar improvisado na lateral, ficou no banco e entrou nos minutos finais. Precisa mostrar que merece mais oportunidades.
Wendel – Destoou no setor ofensivo. Muito discreto no primeiro tempo, não conseguiu levar perigo ao gol de Douglas. No segundo tempo, com o Volta Redonda mais aberto, saiu da área para apostar na velocidade e encontrou espaços. Faltou eficiência para finalizar as duas boas chances na frente do goleiro.
Vitor Gabriel – Entrou em campo com o placar resolvido e quase não tocou na bola. O lance de destaque foi um chapéu no zagueiro no meio-campo. Assim como Hugo Moura, veio terça e volta sexta para São Paulo, onde disputa a Copinha.
Lucas Silva – Inquieto e abusado, foi o jogador mais perigoso do Flamengo no primeiro tempo. Fosse no combate direto com os zagueiros do Voltaço ou movimentando-se de um lado para o outro, levou perigo ao gol de Douglas em chutes de longe e infernizou a defesa com dribles. Merecidamente, foi premiado com um bonito gol em jogada individual. Grata surpresa vinda da Copinha.
Reprodução: Globo Esporte

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