quinta-feira, outubro 1, 2020
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Conheça Felipe Mota, um apaixonado por basquete e fã de Olivinha.

Foto: Divulgação

GARRAFÃO
RUBRO-NEGRO
: No início dos anos 90, a febre dos cards atingiu os Estados
Unidos. Na época, era comum colecionar, trocar com os amigos e ficar feliz ao
tirar um jogador famoso da NBA. Entretanto, no Brasil, era novidade. Apaixonado
por basquete e torcedor do Flamengo, Felipe Mota começou sua coleção
timidamente e, hoje, produz seus próprios com imagens de atletas do time da
Gávea. Foi a união de duas paixões.

Em
papo com a reportagem do Garrafão Rubro-Negro, Felipe revelou detalhes do
início da sua história como colecionador.

Comecei minha coleção em 1993, comprando aqui mesmo no Rio de Janeiro. Uma vez
que a importação era aberta no país e várias bancas de jornal e lojas
importadas vendiam. Logo me apaixonei, pois já era louco por NBA. Em 1995, fiz
uma viagem e assisti um jogo do New Jersey Nets, contra o Philadelphia 76ers.
Era o auge de uma geração importante para a história do basquete nos anos
dourados. Nessa mesma viagem, tive a oportunidade de aumentar minha coleção e
conseguir meu primeiro card autografado. Em 1996, fecharam as portas da
importação e surgiram as dificuldades. As aquisições começaram a diminuir e
isso foi esfriando. O tempo passou e, por volta de 2004, os sites de busca
facilitaram minha curiosidade de ver como estava esse mundo de colecionáveis
novamente. Comecei a ver as novidades e achei fantástica a ideia de colocarem
um pedaço da camisa dentro do card. Consegui um exemplar apenas em 2006 – disse
com orgulho.
Na
sequência da história, mais um pouco da retomada da coleção e a explicação do
amor pelo FlaBasquete, com direito a explicações sobre a confecção dos cards de
Jerome Meyinsse e Olivinha. Os dois encontraram com Felipe após uma partida no
Tijuca Tênis Clube.
– Em
2009, conheci um comerciante de relógios que ia periodicamente para Orlando e,
então, recomecei a trazer alguns cards. Quando criei meu blog
(www.cardsdanba.blogspot.com.br), em 2010, vendi alguns repetidos e levantei
grana para trazer novidades. Conheci muita gente que se interessava e tudo
mudou. Minha paixão pelo Flamengo vem desde criança. Sempre gostei de basquete
e cheguei a jogar também. Por ironia, nunca no Flamengo. Parei com dezessete
anos, por conta dos dois joelhos estourados, mas amo o esporte. Assisto o
FlaBasquete pela TV e, sempre que posso, vou ao Tijuca. Um dia pensei que o
Meyinsse, por ser americano, poderia ter algum card da NCAA, mas perguntei a
ele no Twitter e a resposta foi negativa e meio frustrada. Na hora, resolvi
trabalhar nisso. Como fiz curso de photoshop na faculdade, recriei um modelo
muito famoso dos anos 90. Fiz o primeiro e fui a uma gráfica para imprimir em
pequena tiragem. Imprimi e enviei o resultado via Twitter. O Meyinsse curtiu
bastante e disse que queria para ele. No dia seguinte, o Olivinha comentou que
estava muito bom. Fiz para ele e a reação foi igual, pediu alguns exemplares.
Os dois me receberam bem no Tijuca. Encontrei duas vezes com o Olivinha e
algumas com o Meyinsse. O Meyinsse chegou a me mandar uma camisa usada para
fazer alguns exemplares, em uma espécie de “Game Used”. Fiz, como prometido,
e ele levou para a família dele nos Estados Unidos. Eu fiquei com alguns aqui –
recordou.
A
produção não para por aí. Com a ajuda de outro colecionador, chamado Giovanne
Bittar, Felipe fez exemplares de Marquinhos e Rafael Mineiro. O encontro deve
ocorrer em breve, assim que a temporada 2016-2017 começar. Além disso, sobraram
elogios para o “Orgulho da Nação”.

Encontrei alguns loucos nessa caminhada pelo Flamengo, por basquete e por
colecionáveis. Um deles é o Giovanne Bittar. Fizemos uma parceria na produção
dos cards do Marquinhos e do Mineiro, que já viram no Twitter e curtiram
bastante. Na primeira oportunidade, pretendo entregar. Parece que é redundante
e repetitivo, mas o basquete é o orgulho rubro-negro. Isso foi construído por esse
jogadores com garra e determinação. Pessoas como Olivinha, Marcelinho e
Marquinhos estão no lugar certo, na hora certa, e merecem toda nossa torcida e
dedicação. Nesses últimos meses, aprendi a gostar bastante do Meyinsse, que
infelizmente foi traçar novos desafios e nos deixou. Ele conquistou o respeito
do torcedor e curtiu o Rio de Janeiro como poucos. Ele me recebeu em sua casa,
coisa que ninguém faria, é especial como ser humano. E ainda tem o Olivinha,
que luta com sangue nos olhos em quadra e mostra raça, amor e paixão do início
ao fim – enalteceu em tom de agradecimento.
O
paixão passou de pai para filho. Miguel, de seis anos, está indo pelo mesmo
caminho. É fã de NBA, torce pelo Flamengo e se diverte com os cards.

Miguel vai fazer sete anos. Gosta de basquete, curte a NBA, e é fã de LeBron
James, James Harden e Leandrinho. Ele já assistiu alguns jogos do Flamengo no
Tijuca e se apaixonou. Ficou super feliz quando os jogadores vieram falar com
ele no dia que entregamos os cards. Quando fomos na casa do Meyinsse, ele se
sentiu privilegiado. E sabe disso. Quanto a paixão pelos cards, está apenas
começando – encerrou.
Com
essa história, é possível concluir que o esporte faz toda diferença na vida de
um ser humano, seja ele adulto ou criança. No basquete, jogadores e torcedores
se unem pelo mesmo sentimento: o amor pela bola laranja.

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