“Eu amo o Flamengo”, diz Lukas Podolski.

Podolski com a camisa do Flamengo – Foto: Reprodução

GLOBO
ESPORTE
: Mesmo sem jogar no Brasil, Lukas Podolski é quase um ídolo do
Flamengo. A popularidade aumentou após a Copa do Mundo de 2014, mas ele garante
que a admiração pelo clube carioca não se deu apenas com a curta passagem que
teve pelo Rio, enquanto jogava com a Alemanha. Agora, aposentado da seleção,
está com outros projetos. Homem de negócios, tem a própria marca de roupas e
abriu uma sorveteria na cidade de Colônia.

Na
próxima semana, encerra as férias e vai iniciar a preparação com o novo clube,
o japonês Vissel Kobe. Para a tristeza de alguns rubro-negros que ainda querem
vê-lo no Fla, o contrato na Ásia vai até 2020. Mas Poldi sempre dá esperanças
de que pode ir para o Brasil. Em entrevista ao GloboEsporte.com, o atacante
revelou que acompanha alguns jogos e elogiou até Vinicius Junior.
– Todo
mundo sabe, eu gosto do time [Flamengo], eu gosto da cidade [Rio de Janeiro],
não só por causa da Copa do Mundo. Eu amo o Flamengo, é um grande time, assim
como o apoio dos fãs. Quando eu gosto do time, eu o sigo. Quando é possível, na
TV, na internet, ao vivo. Quando não, eu vejo os resultados. Eu sigo nas redes
sociais. É grande… Você nunca sabe das coisas no futebol. Agora, eu começo no
Japão, depois destes dois anos e meio, vamos ver… Eu não sei, não posso olhar
para um futuro muito distante – explica.
Em
junho, quando completou 32 anos, Poldi recebeu mensagens do Flamengo e de um fã
especial: Vinicius Junior. O jovem revelação rubro-negro escreveu em português
e teve um recado de volta. Sobre o assunto, o alemão aproveitou para fazer
elogios novamente e foi além: disse que tem expectativas para ver os novos
talentos brasileiros.
– Eu
conheço o time e conheço esse jogador. Ele é novo e tem um grande talento. Eu
espero que ele continue bem a carreira e o futuro em Madrid. Vamos ver os
próximos passos. É ótimo que muitos jogadores brasileiros venham para a Europa,
eu acho que isso é um sonho para todos. Vamos ver o que acontece com eles.
Jogador investe em Colônia
Entre
os destaques de Colônia, estão a imensa catedral gótica, a cerveja Kölsch e o
carnaval famoso. Sem dúvida, o 1. FC Köln e Lukas Podolski fecham a lista que
remetem à cidade. O jogador é o mais famoso dos “Kölsche Jungs”. Um jovem
“colonês”. Ele faz questão de valorizar a identidade que tem com o local em que
foi acolhido e também se aproveita de toda a popularidade para fazer negócios.
Primeiro
veio uma marca de roupas esportivas e streetwear, a Strassenkicker, que sempre
carrega frases de valorização aos moradores locais e, claro, ao clube que o
formou. Agora, Poldi abriu também uma sorveteria, que traz no cardápio opções
como “Effzeh” [termo usado pelos torcedores do Colônia] e tem desenhos e fotos
da carreira do jogador na decoração descontraída, nas paredes e até no teto.
Ele brinca sobre a possibilidade de expandir os negócios para o Rio.
– Os
negócios são um pouco como um hobby. Estamos abertos há uma semana e está indo
bem. Tenho um grande sócio italiano, e decidimos há alguns anos criar um
conceito. Claro que é difícil controlar do Japão, porque estarei longe, mas eu
confio nas pessoas aqui. E seria bom abrir uma sorveteria no Rio, porque o
tempo lá é bom. É fácil de vender sorvete, eu acho – conta.
Como
uma ponte entre o Rio de Janeiro e Colônia, Podolski tem mais uma ideia para
unir Alemanha e Brasil. O 1. FC Köln voltará a disputar uma competição
continental após jejum de 25 anos. Conquistou a vaga para a Liga Europa na
última rodada do Campeonato Alemão, quando subiu duas posições e terminou na
quinta colocação. A festa tomou conta das arquibancadas e extrapolou para o
campo, com centenas de torcedores dividindo espaço com seus ídolos e levando
para casa pedaços da grama do Rhein-Energie Stadion. A cidade era alvirrubra,
mas um pouco de rubro-negro pode funcionar, segundo Poldi.

Talvez nós precisemos de um jogador brasileiro. Assim, acho que o foco dos
brasileiros estaria mais voltado para o clube. E agora é uma grande
oportunidade, porque quando você joga uma competição europeia [continental], o
foco vai para o clube e os jogadores. Isso é um bom marketing. Quando você
continua nos anos seguintes, isso fica melhor, melhor e melhor. Para o clube e
o nome do clube. Mas é, talvez alguns brasileiros ajudem o time a ser ainda
mais conhecido no Brasil. Então, talvez o Flamengo possa mandar alguns
jogadores para o Colônia.

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