sexta-feira, setembro 25, 2020
Início Notícias Contratações Relembre os três títulos do Flamengo na Copa do Brasil

Relembre os três títulos do Flamengo na Copa do Brasil

O Flamengo ainda não tem data prevista para estrear na Copa do Brasil, já que entra apenas nas oitavas de final e a competição ainda está na quarta fase. No entanto, a expectativa já é grande. Neste ano, o Mengão vai em busca do quarto título do segundo torneio nacional mais importante.

O rubro-negro tem uma história rica na Copa do Brasil, tendo chegado à decisão em 7 oportunidades (ficando atrás apenas de Grêmio e Cruzeiro neste quesito), além de outras seis presenças na semifinal. É o segundo clube que mais esteve entre os quatro primeiros do torneio, sendo superado somente pelo Grêmio.

Enquanto a disputa deste ano não começa, é hora de relembrar as três primeiras conquistas do Mengão na Copa, sendo uma em cada década. Confira!

1990 – Título invicto

A segunda edição da Copa do Brasil foi disputada em 1990, e o Fla garantiu presença por ter sido vice-campeão estadual em 1989. No ano anterior, o time comandado por Telê Santana chegou à semifinal da competição, mas acabou eliminado de forma melancólica para o Grêmio, perdendo por 6 a 1 no antigo Estádio Olímpico.

Em 1990, o técnico era outro: Jair Pereira. Dentro de campo, a experiência de nomes como Júnior, Renato Gaúcho, Bobô e os saudosos Zé Carlos e Gaúcho complementavam a juventude de Djalminha, Marcelinho Carioca, Nélio, Marquinhos e outros.

A campanha começou contra o modesto Capelense, de Alagoas, com duas goleadas: 5 a 1 e 4 a 0. Depois veio o Taguatinga, do Distrito Federal, com uma vitória por 2 a 0 na Gávea e empate por 1 a 1 na capital do país.

O primeiro clube de expressão enfrentado pelo Flamengo foi o Bahia, nas quartas-de-final. O tricolor baiano havia eliminado o Botafogo nas oitavas e chegou com bastante moral, mas o Mengão teve os reforços de Renato e Zé Carlos, que estavam com a seleção na Copa do Mundo da Itália. Após empate por 1 a 1 na ida, Ailton marcou em Juiz de Fora e o Flamengo venceu por 1 a 0.

O adversário da semifinal foi outro nordestino, o Náutico, do artilheiro Bizu (sete gols no torneio). Jogando no Maracanã, o rubro-negro amassou os pernambucanos por 3 a 0, gols de Bobô, Gaúcho e Rogério. Na volta, no Estádio dos Aflitos, um empate por 2 a 2 garantiu a vaga na decisão.

Na final inédita, o Flamengo teve pela frente o Goiás, que deixou os mineiros Atlético e Cruzeiro pelo caminho. O esmeraldino contava com alguns nomes conhecidos, como Lira, Wilson Goiano e um certo Túlio Maravilha.

Por uma incompatibilidade de datas, o jogo de ida teve de ser transferido do Maracanã para o Estádio Municipal de Juiz de Fora, no dia 1º de novembro. Apesar de algumas estrelas em campo, o herói improvável foi o zagueiro Fernando, que aproveitou cruzamento de Djalminha em cobrança de falta e cabeceou sem chances para o goleiro: 1 a 0. Fernando acabaria a partida expulso e ficou fora do jogo de volta.


Na semana seguinte, no Serra Dourada lotado com mais de 45 mil torcedores, Flamengo e Goiás jogaram debaixo de muita chuva. O time da casa pressionou muito, mas Zé Carlos fechou o gol e garantiu o empate por 0 a 0, suficiente para dar ao Flamengo o título invicto da Copa do Brasil.

O time que entrou em campo no jogo decisivo foi: Zé Carlos; Aílton, Vitor Hugo, Rogério e Piá; Uidemar, Júnior e Bobô (Nélio); Renato Gaúcho, Zinho e Gaúcho (Marquinhos). Técnico: Jair Pereira. Nomes como Djalminha, Marcelinho e Nélio acabaram não jogando a final, mas foram importantes na conquista. Não é à toa que o time campeão da Copa do Brasil foi a base do Flamengo campeão carioca de 1991 e brasileiro de 1992.

2006 – Clássico na decisão

O Flamengo vivia um período muito turbulento em 2006. No ano anterior, uma pífia campanha no Campeonato Brasileiro (com direito a uma goleada de 6 a 1 sofrida para o São Paulo, no Rio) culminou com o 14º lugar, muito próximo da zona do rebaixamento.

No estadual, mais sofrimento: o Fla fez uma de suas piores campanhas na história do torneio, terminando em penúltimo na classificação geral. Apesar da turbulência, o clube conseguiu avançar nas primeiras fases da Copa do Brasil. Ainda sob comando do saudoso Valdir Espinosa, a estreia foi contra o ASA, com empate por 1 a 1 em Arapiraca. Na volta, um sofrido 2 a 1 garantiu a vaga na segunda fase. O técnico já era outro: Waldemar Lemos – sim, aquele.

Na fase seguinte, veio o ABC de Natal, com duas vitórias (1 a 0 e 4 a 0). Nas oitavas, o adversário foi o Guarani, e uma goleada por 5 a 1 no Maracanã pavimentou o caminho para a classificação. Na volta, em Campinas, veio a derrota por 1 a 0 (primeira e única na campanha), mas a vaga estava assegurada.

Outra goleada aconteceu diante do Atlético/MG, adversário das quartas: 4 a 1, com show de Renato Abreu, que balançou as redes duas vezes no Maracanã. No jogo de volta, um empate morno por 0 a 0 no Mineirão garantiu a classificação.

O adversário da semifinal era a grande surpresa do torneio, o Ipatinga, comandado por Ney Franco. No jogo de ida, em Minas, o Fla vencia por 1 a 0 (gol de Obina), mas Camanducaia deixou tudo igual no final da partida. Na volta, com Maracanã lotado, veio o susto: o próprio Camanducaia colocou os mineiros na frente. Porém, Marcelinho e Renato fizeram para o rubro-negro, que venceu de virada por 2 a 1 e se classificou para a decisão.

Por conta da Copa do Mundo, houve uma longa pausa no calendário nacional e a decisão só foi disputada dois meses após a semifinal. O adversário foi o Vasco, em uma final histórica: era a primeira vez que um clássico deste tamanho decidia a Copa do Brasil. No banco de reservas, uma mudança: apesar da classificação para a final, Waldemar Lemos deu lugar a Ney Franco, que brilhou com o Ipatinga até a semifinal e acabou eliminado pelo próprio Flamengo.

O jogo de ida foi disputado em 19 de julho, no Maracanã. O placar permaneceu em branco até os 15 da etapa final, quando Renato Augusto cobrou escanteio, a zaga afastou mal e Obina acertou um chute de primeira, no ângulo. No minuto seguinte, Léo Moura cruzou da direita e Luizão subiu mais que a defesa pra cabecear sem chances para Cássio: 2 a 0 e título encaminhado.

Na volta, nova vitória sobre os vascaínos, desta vez por 1 a 0. Aos 27 da primeira etapa, o lateral Juan aproveitou sobra e bateu de primeira da entrada da área, no canto. Estava garantida mais uma conquista nacional, aliviando a pressão pela qual o time passou nos anos anteriores.

O Flamengo jogou a decisão com: Diego, Rodrigo Arroz, Fernando e Renato Silva; Leonardo Moura, Jônatas, Toró (Obina), Renato, Renato Augusto (Peralta) e Juan; Luizão (Léo). Técnico: Ney Franco. Apesar de não trazer grandes lembranças ao Flamengo – especialmente na defesa – foi o time que deu ao Fla sua segunda taça da Copa do Brasil, após as decepções de 2003 e 2004, contra Cruzeiro e Santo André.

2013 – No ritmo de Elias e Brocador

A temporada 2013 também foi de enorme pressão para o rubro-negro. À exemplo de 2006, o clube vinha de uma campanha ruim no Brasileirão do ano anterior, terminando em 11º (além de uma eliminação na primeira fase da Copa Libertadores).

No entanto, a Copa do Brasil foi um ponto fora da curva na temporada – afinal, por muito pouco o Flamengo não caiu para a segunda divisão. De acordo com dados levantados pelo Sites de Apostas, o título de 2013 da Copa foi aquele em que o rubro-negro teve o melhor aproveitamento na competição, vencendo mais de 80% dos pontos disputados.

Ainda sob o comando de Jorginho, o Flamengo passou pelas duas primeiras fases sem grandes sustos, eliminando Remo (1 a 0 e 3 a 0) e Campinense (2 a 1 e 2 a 1). Depois, veio Mano Menezes, que estreou na Copa do Brasil contra o ASA de Arapiraca, e avançou com vitórias por 2 a 1 e 2 a 0.

Apesar do 100% de aproveitamento, o Flamengo ainda estava longe de apresentar um bom futebol. O adversário das oitavas seria o Cruzeiro, grande time do Brasil naquele momento (tanto que foi campeão brasileiro de 2013). Os mineiros venceram por 2 a 1 em Belo Horizonte, tirando a invencibilidade do Fla na competição. Porém, o jogo de volta terminou com triunfo rubro-negro por 1 a 0 no Maracanã, com gol de Elias. Pela regra do gol qualificado fora de casa, o Flamengo avançou as quartas.

A má fase no Brasileirão custou a saída de Mano, e o interino Jayme de Almeida assumiu o comando para o restante da temporada. O adversário das quartas era o Botafogo. Depois de um empate por 1 a 1 na ida, o jogo de volta teve o brilho do artilheiro Hernane Brocador: ele marcou três vezes na goleada por 4 a 0 (Léo Moura também deixou sua marca), e o Flamengo se garantiu na semifinal, contra o Goiás.

Foram duas vitórias diante do Esmeraldino, ambas por 2 a 1. Na ida, em Goiânia, Paulinho e Chicão deixaram suas marcas. Na volta, Hernane levantou o Maracanã mais uma vez, chegando ao sétimo gol na competição. Elias também deixou o dele e o Flamengo avançou rumo a mais uma final, contra outro rubro-negro: o Athletico Paranaense.

A partida de ida foi disputada na Vila Capanema, em Curitiba. Marcelo Cirino abriu o placar para o Furacão aos 18 do primeiro tempo, mas o volante Amaral acertou uma pancada de fora da área no ângulo, aos 30, e definiu o placar final: 1 a 1.

Uma semana depois, no dia 27 de novembro, mais de 68 mil pessoas lotaram o Maracanã para a decisão e viram o Flamengo vencer por 2 a 0, com alta dose de emoção. O primeiro gol saiu só aos 42 do segundo tempo. Após boa jogada de Paulinho, Elias recebeu na área e bateu no contrapé de Weverton. Ainda houve tempo para Hernane Brocador, artilheiro da Copa do Brasil com 8 gols, deixar sua marca em uma linda “puxeta”, após cruzamento de Luiz Antônio.

O time que conquistou o tricampeonato foi a campo com: Felipe; Léo Moura (Gonzalez), Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Elias (João Paulo), Carlos Eduardo (Diego Silva) e Luiz Antônio; Paulinho e Hernane. Técnico: Jayme de Almeida.
Será que os comandados de Domènec Torrent conseguem trazer o quarto caneco da competição para a Gávea? Só o tempo dirá…

Avatar
Fábio Lucas Carvalho
Redator esportivo que já trabalhou em diversos outros portais. Hoje, estamos focados no Fla Hoje em busca de um grande projeto de notícias verdadeiras

MAIS LIDOS

Landim chama de absurdo o jogo não ser adiado

O Flamengo vive um momento muito conturbado fora do campo. O Rubro-negro possui muitos atletas contaminados e, por conta disso, buscou o adiamento da...

Palmeiras x Flamengo: Mauro Cezar diz que Fla “tem que se virar”

O Flamengo vivo um drama nos últimos dias após ter 16 jogadores testados positivos para o COVID-19. O Mais Querido pediu o pedido de...

Jornalista diz que Fla mostra “incoerência” com pedido de adiamento

Apesar de admitir que a situação do Flamengo é difícil, por conta da onda de contaminação pelo novo coronavírus dentro do clube, o jornalista...

Milton Neves sugere que o Fla não entre em campo

O Flamengo está vivendo um momento muito complicado dentro e fora de campo. Com vários jogadores contaminados com o novo coronavírus, o Rubro-negro pediu...