Copinha revela craques, mas também ilusões.

Por: Fla hoje

Lista mostra que poucos astros do futebol brasileiro na atualidade venceram a Copinha

EXTRA
GLOBO:
 Todo começo de ano é a mesma coisa: sem os profissionais em ação,
torcedores do Brasil inteiro matam aquela saudade da bola com a Copa São Paulo
de Futebol Júnior e seus garotos atrás de um lugar ao sol. E não é apenas isso
que se repete. A Copinha é também uma fábrica de futuros craques, em projeções
que dificilmente se transformam em realidade. Mesmo tão próximos do pote de
ouro, são poucos os jogadores que conseguem de fato alcançá-lo.

Para
começar, a história mostra que quem fracassa na competição não pode ser
considerado carta fora do baralho. Neymar, por exemplo, disputou a Copinha duas
vezes, em 2008 e 2009, e não conseguiu vencê-la. Dos 20 mais valiosos do
futebol brasileiro, de acordo com o site especializado Transfermarkt, 16 disputaram
a competição e apenas cinco foram finalistas: Oscar, Lucas, Casemiro, Willian e
Marquinhos.
– Não
dá para avaliar um menino por conta desta competição – afirmou Marcelo
Teixeira, gerente da base do Fluminense: – Ela é de tiro curto, em estádios
mais acanhados, contra equipes normalmente de menor investimento, algo
completamente diferente do que eles vão encontrar no futebol profissional.
Se o
fracasso não é definitivo a essa altura da carreira, o mesmo vale para o
sucesso. Até quem é campeão sofre para dar o último passo rumo aos
profissionais. Dependendo do clube em que esteja, é quase impossível. No
Corinthians, onde a base é pouco aproveitada, apenas três jogadores do time
campeão em 2012 conseguiram até hoje disputar míseras dez partidas ou mais em
um time de Série A. É muito pouco.
– O
último funil é a Copinha e pode ter certeza, o cara ser campeão não quer dizer
que ele vai ser jogador de futebol – bancou o ex-atacante Valdir Bigode,
campeão e artilheiro da competição em 1992, pelo Vasco.
Idade mexe com nível da Copinha
Outro
fator que interfere no nível técnico da Copinha e consequentemente na
possibilidade da promessa se transformar de fato em realidade é a idade com que
ele disputa a competição.
Até
2010, era permitida a inscrição de jogadores de até 20 anos. Depois disso, a
idade limite passou a ser 18. Em 2013, a competição voltou a ser sub-20, com a
idade mínima de 16 anos.

Normalmente até um jogador com 21 anos não está totalmente formado e em muitas
oportunidades precisa ganhar mais experiência antes de se tornar profissional –
ressaltou Marcelo Teixeira: – Claro que existem os diferenciados, mas estes são
diferenciados.
É o
caso de Neymar, que disputou sua primeira Copa São Paulo de Juniores aos 16
anos. Mas , como disse o dirigente, o craque do Barcelona é uma exceção. A
regra é bem diferente. Mesmo com 20, o jogador que brilha na Copinha atualmente
ainda sente muito a diferença quando experimenta o futebol dos profissionais.
De acordo com Valdir Bigode, isso se dá pelo nível das equipes de cima.

Antes, o jogador subia e tinha mais jogadores de qualidade ao lado para
protegê-lo. Hoje o garoto precisa brilhar quase que sozinho – explicou Valdir
Bigode.
Vinícius Júnior é o craque da vez na
Copinha
Apesar
de toda prudência necessária com os garotos da Copa São Paulo, a fábrica de
sonhos do futebol nunca para. O “novo fenômeno” revelado pela competição é
o meia-atacante Vinícius Júnior, do Flamengo. Aos 16 anos, começou a competição
no banco, assumiu a titularidade e virou o destaque do Rubro-negro.
Depois
dos lances de qualidade na Copinha, o garoto já teve o nome especulado pela
imprensa espanhola no Barcelona. Já na imprensa inglesa, tem sido chamado de
“jogador completo”. O certo mesmo é que ainda há um longo caminho pela frente e
que não faltam casos de jogadores de destaque na base que não evoluíram tanto
quando o esperado.
Um
exemplo o jovem Vinícius encontra dentro do próprio clube. O Flamengo, campeão
da Copinha em 2011, tinha no meia Adryan seu principal jogador. Apesar da
badalação, ele não conseguiu brilhar no time de cima. Depois de rodar
emprestado no exterior, atualmente o garoto está de volta ao Flamengo, no fim
da fila do técnico Zé Ricardo.

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