Corinthians garantiu vitória quando vetou Sheik e Guerrero.

Por: Fla hoje

Cosme
Rimoli – O Corinthians ganhou o jogo contra o Flamengo no dia 25 de maio. Foi a
data quando acertou a liberação de Guerrero para a Gávea. E exigiu que o
peruano e Sheik não entrasse em campo hoje no Maracanã. Pronto. Ficou claro o
quanto o elenco de Cristóvão Borges é fraco. Bastou Tite armar seu time para os
contragolpes e veio a goleada. 3 a 0 no Maracanã foi até pouco. Irritada, a
torcida flamenguista xingava e gritava olé, quando os paulistas tocavam a bola.
Vexame.
O
Corinthians voltou a vencer no Maracanã depois de oito anos. E chegou à
terceira colocação na classificação geral do Brasileiro.
Cristóvão
foi vaiado o segundo tempo inteiro, quando seus jogadores pareciam um grupo de
amigos que se encontrou em Copacabana, desarrumado. Um bando, não um time. O
técnico pode ser demitido. Mas a culpa pelo fracasso constrangedor de hoje foi
toda de Eduardo Bandeira de Mello. Ele deveria ter sido muito mais firme, pago
mais dinheiro ao Corinthians. Mas o Flamengo não poderia ter entrado em campo
sem sua alma, representada por Guerrero e Emerson.
A
decepção foi imensa do lado carioca. Os flamenguistas sentiram toda a
empolgação de ter o melhor atacante no território brasileiro. Contra o
Internacional, em Porto Alegre, Guerrero mostrou o que pode fazer. Além de
marcar um gol, dar assistência para o outro, na vitória por 2 a 1. Teve uma
excelente atuação, escudado por Sheik.
A
sequência seria fantástica. O Corinthians pela frente no Maracanã. Mas o acordo
entre os clubes tirou Guerrero e Sheik do jogo. Bandeira de Mello foi submisso
demais. Deveria ao menos tentar reverter a situação.
Cruzou
os braços por causa da aliança dentre os times mais populares do Brasil. E que
precisam estar unidos já que os demais clubes querem que a Globo não pague
tanto a mais aos dois nos Brasileiros até 2018. Se conseguisse reverter a
situação, o presidente flamenguista garantiria o Maracanã lotado. Mas ele preferiu
a omissão.
Sem
seus dois principais jogadores, o Flamengo foi uma presa fácil. Com um time
fraquíssimo, de nada adiantou atuar em casa, diante de seus torcedores. Foi até
pior.
Cristóvão
Borges sabia o quanto estava pressionado. A vitória contra o Internacional foi
toda repassada a Guerrero. O treinador já seguia seriamente pressionado antes
do jogo de Porto Alegre. De repente, tudo piorou. Ele tinha de mostrar que não
poderia depender apenas do atacante peruano. E fez exatamente o que Tite desejava,
abriu sua equipe tentando vencer.
Era o
que o Corinthians mais desejava. O fraco Flamengo aberto. Com três atacantes:
Marcelo Cirino, Everton e Gabriel. E apenas três jogadores no meio de campo:
Cáceres, Jonas e Canteros. Com os fracos Ayrton e Jorge abertos, adiantados.
Foi
cruel. O Corinthians foi armado para explorar o desespero de Cristóvão. Ter um
time fraco tentando vencer o jogo, pressionado pela torcida e imprensa de seu
estado, faz Tite vibrar. Ele tratou de congestionar o meio de campo. E buscar
contragolpes em velocidades, com muita troca de bola e movimentação dos seus
meio campistas e atacantes.
Cada
roubada de bola na intermediária flamenguista, os corintianos pareciam que
disparavam para um prova de cem metros. Quatro ou até cinco jogadores
coordenados, atacavam ao mesmo tempo. O contragolpe veloz e com inúmeras opções
de jogadas, que Tite decorou vendo o Real Madrid, quando pertencia a Ancelotti.
Tivesse
o Corinthians um atacante artilheiro de verdade e não Vagner Love, o resultado
poderia ser histórico. 5 ou 6 a 0. Inacreditável a péssima atuação do jogador.
Por mais que ele seja flamenguista, seu péssimo futebol tem muito mais a ver
com insegurança, falta de qualidade nos arremates, nas tabelas. Foi
insuportável ver Love atrapalhar vários contragolpes que deveriam ser mortais.
Elias
e Jadson tiveram atuações excelentes. Por sinal, dois jogadores que quase foram
contratados pelo Flamengo neste ano. Foram dos seus pés que saíram as
principais jogadas de ataque do Corinthians. Como no primeiro gol. Depois de
péssima tentativa de virada de jogo, Everton colocou a bola nos pés de Jadson.
Ele tocou para Elias. O volante deixou Vagner Love cara a cara com César. O
chute foi ridículo, o goleiro defendeu com os pés. Mas a bola voltou e
encontrou o volante corintiano. Elias encobriu o goleiro flamenguista, marcando
um golaço. Não comemorou em respeito ao time que foi campeão da Copa do Brasil
de 2013.
O gol
aos 25 minutos destruiu psicologicamente o Flamengo. No subconsciente coletivo
dos jogadores cariocas, ele perceberam que estavam perdidos. Não tinham técnica
para superar o adversário superior. Atacar seria suicídio. Mas não havia nada o
que fazer. Foi o que treinaram com Cristóvão.
Foi
constrangedor. Tite continuou com seu maléfico plano. Recuava seu meio de
campo. Atraía o fraco adversário. E dá-lhe contragolpes. Foi uma lição de como
explorar as deficiências adversárias. As laterais eram passarelas abertas.
Fagner e, principalmente, Uendel desfrutavam à vontade. Não eram acompanhados
quanto faziam triangulações com Jadson e Renato Augusto, como tanto gostam. Até
os vendedores de picolé flamenguista no Maracanã sabiam que o time carioca
seria goleado.
O
único senão foi Cássio. O goleiro tinha muitas dores nas coxas e também se
sentiu mal pelo calor do Rio de Janeiro. Mas Tite o deixou em campo por dez
minutos, com problemas. Decisão incompreensível, que demonstrou total falta de
confiança em Walter. No intervalo fez a óbvia substituição.
Mas aí
o Corinthians já vencia por 2 a 0. Uendel tabelou como quis com Renato Augusto.
E, livre de marcação, ampliou a vantagem, aos 46 minutos do primeiro tempo.
A
segunda etapa foi só a confirmação do time paulista. Antes houve um único
susto, quando Marcelo Cirino chutou e Walter espalmou a bola que bateu no
travessão. O troco veio rápido. O Corinthians se recompôs e nove minutos.
Renato Augusto deixou Malcom livre. O chute foi forte, na trave.
Cinco
minutos depois, a confirmação da goleada. Elias tomou a bola de Jonas. Ele
serviu Jadson. O meia não teve dificuldades e, frio, marcou 3 a 0. Com a
vitória garantida, Tite fez trocas para preservar jogadores fundamentais para o
próximo jogo, contra o líder do Brasileiro, o Atlético Mineiro. Tirou Jadson e
Renato Augusto. E comemorou muito os três pontos.
Já o
Flamengo tem os mesmos 13 pontos do Santos, que está na zona do rebaixamento.
Terá de aproveitar ao máximo a liberação definitiva de Guerreiro e Sheik. Mas
antes de seguir na batalha para neste Brasileiro, deverá definir se fica ou não
com o desgastado Cristóvão. A pressão está perto do insuportável…

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